SIENA
Ofego, mordendo o lábio inferior. Meu desejo por ele pulsando forte.
Seus lábios estão novamente em minha pele, assim como suas mãos firmes em minha cintura. Ivarsen cola nossos corpos e juntos recuamos, até chegarmos à cama. Caio em um baque suave, subindo lentamente com o meu olhar preso ao seu. Meu peito sobe e desce de maneira frenética e me deito com os joelhos flexionados. Ouço sua ingestão de ar ruidosa e, em seguida, sinto se esgueirar até mim.
Sua boca passeia pelo meu corpo em beijos de lábios abertos, sugando, lambendo tão lento que é como se ele me torturasse. Suas mãos alcançam o vão dos meus s***s e seus olhos, em uma mistura de prazer e agonia, me encaram como se pedisse permissão para continuar.
Aceno freneticamente, não querendo que ele pare nunca de me tocar.
Suas mãos afastam o tecido e desamarram o nó que protegia o meu corpo. Seus olhos faíscam, acompanhando o seu indicador contornando os meus s***s pesados de excitação. Seu polegar belisca um mamilo rijo, me fazendo arquear sobre o colchão. Ele repete o processo uma e outra vez, adorando me ver perder o controle e choramingar, chamando o seu nome, implorando em busca de alívio.
— Você é perfeita! — Ofega, cobrindo minha garganta com beijos enquanto sua mão quente espalma meu abdômen, descendo lentamente, deixando um rastro de calor na minha pele.
Suspiro quando sinto-a cobrir minha f***a molhada. Ivarsen engole em seco e levanta seu olhar para mim. Há tanta fome brilhando através deles. Sua língua espreita para fora para lamber seu lábio inferior sedutoramente e é sexy como inferno. Fecho os olhos e posso sentir o seu gosto na minha boca.
— Abra os olhos, Siena — ordena com uma voz rouca, dominada pelo desejo — Estou morrendo aqui para vê-la se desfazer em meus dedos — murmura com um olhar cheio de promessas lascivas.
Um grito se rompe da minha garganta quando ele desliza um dedo em mim. Minhas costas arquearam em um impulso de prazer, me fazendo rolar os olhos.
— Deus! Você é deliciosamente apertada. E está me fazendo perder a razão… — rosna, deslizando dentro e fora. Seus impulsos ganham força e seus lábios estão nos meus novamente.
Aquela familiar tensão se constrói no meu ventre e rapidamente se espalha chegando ao grande ápice. Enlaço o seu pescoço e arranho sua nuca, agarrando mechas do seu cabelo sedoso ao mesmo tempo em que sua boca devora a minha. Suas mãos saboreiam minhas curvas, enquanto Ivarsen MacKenzie me fazia surfar e montar a onda do prazer absoluto.
Arqueio o quadril em busca de mais, o calor escaldante misturado ao desejo violento me faz chegar finalmente a minha libertação. Agito minhas pálpebras e grito seu nome, quebrando-me em milhões de pedaços.
Respiro fundo, ainda envolvida em minha neblina de prazer, quando percebo Ivarsen se afastar. Seus olhos arregalados em uma mistura de dor e prazer. Apoio-me em meus cotovelos e pisco em confusão.
— Ivarsen? — sussurro.
Ele balança a cabeça e desvia o olhar para longe enquanto se afasta, resgatando sua camisa no chão. Em nenhum momento, ele faz contato visual, o que aumenta a minha apreensão.
— O que foi? Eu…
— Desculpa, Siena. Eu… simplesmente não posso — murmura, parecendo atormentado.
Franzo o cenho, levando um momento para processar as suas palavras.
— Ivarsen, olha para mim… — peço, sentindo lágrimas se acumularem em meus olhos.
Ele n**a e se afasta, andando rumo à porta.
— Eu sinto muito. Mas não posso fazer isso — solta antes de sair porta afora.
As lágrimas que lutei para reprimir descem copiosamente com sua rejeição e, quando ouço a porta da sala, bater meu coração se aperta de forma dolorosa. A imagem da v***a da Ariela zombado escorrega como um lembrete na minha mente.