Cap 06

828 Palavras
“Nunca despreze as pessoas deprimidas. A depressão é o último estágio da dor humana.” Augusto Cury Suzume entrou no quarto de Catarina e se deparou com a amiga desmaiada na cama, seminua. — Cata, por favor, Cata, fala comigo! — a morena gritava e sacudia o corpo da amiga desacordada. James estava com os olhos arregalados, observando a cena estático. Ele olhou para a mão da garota e percebeu que ela segurava um frasco de comprimidos vazios. — James, pelo amor de deus! Chame uma ambulância, urgente! — gritou Suzume retirando o frasco das mãos da amiga. James saiu correndo para pegar o telefone e cruzou com Christopher, que encarava tudo assustado. Ele correu até o quarto da garota e viu Suzume tentando carregar a amiga nos braços. O mais velho se aproximou de imediato, segurando o corpo de Catarina. Suzume se assustou, mas suspirou aliviada ao ver o homem. — Suzume, ligue o chuveiro, precisamos induzir o vômito. — diz o homem pálido seriamente. A morena correu até o box, fazendo o que ele havia pedido. Christopher carregou o corpo de Catarina nos braços e colocou embaixo do chuveiro. Suzume levou o dedo até a garganta da amiga, estimulando-a ao vômito e sussurrou no ouvido da amiga: — Você não vai morrer, amiga, eu prometo! James retornou ao quarto e disse, ainda em choque pela situação: — Eles… estão a caminho. Catarina começou a vomitar para o alívio de todos. A loira permanecia meio-sonolenta, mas estava consciente. Abriu os olhos azuis e pode ver a sua amiga ao lado. Suzume parecia aflita. Sorriu fraco, mas nada falou. A morena encarou as orbes azuladas da amiga e disse: — A sua boba, por que fez isso? — falou chorando. — Vai ficar tudo bem, eu prometo! — dizia a morena abraçando ainda mais o corpo da amiga, que sorriu. O serviço de emergência acabava de entrar no quarto. Os paramédicos se aproximaram de Catarina para examiná-la, enquanto ela observava tudo, ainda tentando processar o que acontecia. Antes de desmaiar novamente, a loira reparou a presença de mais alguém dentro do quarto. O homem pálido de olhos azuis conversava com o médico. Seu semblante, que sempre fora gentil, estava tenso. Catarina os via conversando de longe, e mesmo que não conseguisse entender o que estava sendo dito, a expressão de Christopher lhe dizia mais do que o necessário. Só podia estar morrendo, ele nunca estaria ali. — pensou, e sem mais demora, se entregou novamente à escuridão. Suzume olhou para a amiga assustada e vociferou: — Cata, Cata… pelo amor de deus, alguém faça alguma coisa! O médico se aproximou e os paramédicos já tinham a posicionado sobre a maca. Depois de uma rápida avaliação, o socorrista se dirige a Suzume e a Christopher, dizendo: — Não se preocupem. Vocês fizeram certo em induzir o vômito. Mas precisamos levá-la ao hospital, onde será feita uma lavagem estomacal com carvão ativado para remover qualquer resquício da medicação que tenha sido absorvida. Suzume chorava copiosamente. Ela estava preocupada com a amiga. Christopher desviou o olhar para onde estava Catarina. A loira já estava sendo assistida e se encontrava dentro da ambulância. O mais velho passou a mão nos cabelos e suspirou fundo. Por fim, se dirigiu ao médico, perguntando: — Existe algum risco, doutor? Suzume arregalou os olhos e encarou o homem de jaleco branco, aflita. — O pior já passou. Os dois suspiraram aliviados. — Vamos dar continuidade aos procedimentos no hospital e ela deverá permanecer na unidade de terapia intensiva, pelo menos por 24 horas. — El-ela vai ficar bem, doutor? — perguntou Suzume, chorando. — Sim. Ela vai. Quem são os responsáveis por ela? Precisamos de alguém para assinar os documentos e explicar os procedimentos que serão feitos. — Ela tem um tio que está na Rússia, posso entrar em contato com ele e… — NÃO! — gritou Suzune irritada. — Eu vou ligar para a minha madrinha, doutor, ela vai assinar. Somos como irmãs. — disse a morena com os olhos vermelhos. Christopher ficou surpreso com a reação de Suzume, mas achou melhor não dizer nada, pelo menos por enquanto. — Vamos levá-la ao Massachusetts General Hospital. Nos encontramos por lá. — disse o médico encarando os dois já se dirigindo à ambulância. — Suzume, vamos no meu carro. — falou Christopher para a morena que respondeu de imediato: — Não. — Correu para próximo do médico e perguntou aflita: — Doutor, por favor, deixe eu ir com ela na ambulância. Se ela acordar e me ver ao seu lado, vai ficar mais tranquila. O homem mais velho encarou as orbes azuis da garota e sorriu. Fazia tempo que não via uma amizade assim, tão forte. Sorriu para a menina e disse: — Tudo bem, pode vir conosco. — Obrigada. — virou para Christopher e disse: — Nos encontramos no hospital. Christopher meneou a cabeça em concordância e saiu de casa, a caminho do hospital.
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