Em Paraisópolis, após um dia intenso de trabalho na escola, Elloá chegava em casa exausta, vai para o banho e ao sair percebe várias ligações perdidas.
Eram Amélia e Sofia, curiosas para saber se ela iria ao baile oferecido ao novo líder da comunidade onde morava.
***Mensagens ON
— Estão malucas, eu em baile? Claro que não, gente, tenho mais o que fazer.
— Você não pode fazer isso, estamos contando com sua presença, além disso, o bonitão do Diablo vai estar presente kkkk.
— Minha mãe disse que precisa falar com você, Elloá, parece que ele precisa contratar uma cozinheira, por ser voluntária na associação de moradores, talvez possa ajudá-lo.
— Mais essa, eu tendo que ir conversar com esse cara, tudo bem, sabe quando ele se muda?
— Parece que amanhã ele vai levar um arquiteto para reformar a casa.
— E sobre o baile?
— Eu vejo depois sobre isso, maluquinhas, kkkk.
***Mensagens OFF
No dia seguinte, logo cedo antes de ir à escola, Elloá passa pela casa e percebe a movimentação, carros e homens armados faziam a segurança do local, quando tenta se aproximar é impedida por um deles.
— Onde pensa que vai, pare aí mesmo.
— Me pediram para vir falar com o seu patrão, pois ele precisa de uma cozinheira.
— Vamos avisar o chefe só um minuto.
Pouco depois, um dos homens com sotaque italiano aparece autorizando a entrada da bela mulher, ele a acompanha até um cômodo onde havia apenas duas cadeiras de madeira improvisadas.
Elloá, fica apreensiva, por estar o tempo todo vigiada e observada por homens armados, até que Diablo entra no ambiente a cumprimentando.
— Buongiorno signorina (bom dia, senhorita)
— Bom dia, bom me pediram para vir falar com o senhor, precisa de uma cozinheira não é isso?
— Sim, é isso.
— Eu apenas preciso saber se tem algumas exigências, em relação à idade, experiência e o valor que o senhor deseja disponibilizar para isso. Temos uma associação de moradores, onde oferecemos oportunidades de emprego.
— Não precisa me chamar de senhor, não sou tão velho. Não tenho nenhuma exigência, apenas que saiba cozinhar de tudo, pois tenho uma filha de 5 anos.
— Uma filha? Ela vai estudar aqui?
— Ainda não pensei, de qualquer forma ela ainda terá uma professora particular.
— Entendo, a quem devo informar quando tiver as pretendentes?
— Eu adoraria que me ajudasse nisso, nesse caso aqui está meu cartão.
Elloá, pega o cartão e ajeita o óculos para ler, se levanta para se despedir, assim que estende a mão para João Pedro o mesmo a olha com curiosidade e a pergunta sobre o baile.
— Espero lhe encontrar no tal baile.
— Acho pouco provável que eu vá senhor, que dizer João Pedro, não gosto muito de bailes.
Ao sair ela passa por Marconi que apenas prestava atenção em Diablo, em seguida ele não deixa de comentar já sabendo que tudo aquilo não passava de puro interesse.
— Desde quando precisa de ajuda para entrevistar uma empregada?
— Desde que uma bela professora atravessou o meu caminho rsrs.
— Cuidado para não ser enfeitiçado por r**o de saia heim, não esqueça o que Francesca lhe fez passar.
— Não julgue todas as mulheres pelo caráter de um fratello, mas não se preocupe, no momento quero apenas conhecer outros ares rsrsrs.
Dispostas a convencer Elloá estavam Amélia e Sofia, duas belas moças, criadas dentro da comunidade e muito parecidas com seus pais.
Amélia com seus 20 anos, filha de Chupim e Marianne, desde pequena seguindo os passos da mãe aprendeu tudo o avô havia ensinado a Mari, era uma moça habilidosa, espirituosa e muito inteligente além de muito bela.
Sofia, 21 anos, mesmo sua mãe Lívia sendo contra, acabou frequentando as aulas da tia, onde aprendeu manusear armas como ninguém, com Amélia, foi por incentivo delas que sua mãe e Mari, decidiram abrir as novas filiais das lojas nas outras comunidades.
Para o desespero de Mari e Lívia eram as duas que retiravam o dinheiro e levavam até o banco onde faziam o depósito, tudo em sua moto.
— Essa menina um dia me mata, por que foi ensinar minha filha a usar essas coisas, Mari?
— Elas precisavam aprender a se defender, sabe bem o mundo que nossos maridos vivem.
— Pelo menos nenhum desses malandros tem coragem de fazer besteiras, né?
— Viu como tudo tem um lado bom?
Já no fim do dia, as duas entram em casa, onde Mari e Lívia conversam, elas comentam sobre o baile com certa animação, já combinando de montar um look super descolado.
— Posso saber que animação é essa?
— Estamos falando do baile mãe.
— Não esqueçam que amanhã tem que ir para a loja em Paraisópolis, pois vai chegar mercadoria, depois precisam levar o dinheiro para o banco.
— Não se preocupe, já está tudo combinado. Aquele cara estava na comunidade hoje pela manhã, a Elloá disse que foi lá ver com ele sobre a nova cozinheira.
— Que ótimo, obrigada filha.
Na Sicília, atendendo o pedido do irmão, Diego embarcava para o Brasil, queria saber como seriam os bailes e estar presente na inauguração do novo escritório. Leonardo ficava como encarregado de apenas acompanhar as novas cargas e informar ao Don qualquer novidade.
— Eu devo voltar em poucos dias, mas qualquer novidade me informe.
— Pode deixar chefe, ficarei atento.
Diego, pega as bagagens em sua mansão e um dos motoristas o leva até o aeroporto, ele desce com uma sensação estranha que não saberia explicar, antes de sua partida um dos membros do grupo lhe envia uma mensagem, desejando sorte nos negócios.
Ele apenas visualiza e não responde, aquele homem Felipe De la Veiga, não era um dos membros que lhe inspirava confiança, sempre tinha algo a questionar e desde que seu pai faleceu, demonstrou grande interesse em assumir o posto que ele acabou herdando.
— Esse é um que está na minha mira, espero que essa nova sede, me traga bons frutos, assim como essa nova aliança.
***Ligação ON
— O pacote está a caminho.
— Não se preocupe, saberemos quando agir, pode já se preparar para ocupar seu posto, pois ele não retorna.
— Assim seja
***Ligação OFF