Capítulo 08

1030 Palavras
Já era final do dia, quando Amélia, Sofia e Elloá, saem da comunidade em direção ao shopping, elas deixam a moto e seguem de carro, onde passariam algumas horas escolhendo roupas e tentando convencer a professora de ir ao baile. — Ah, Elloá, qual o problema com o baile, vai ser legal, Júlio não vai ter coragem de ir até lá rsrs. — Meu problema não é ele, apenas não gosto, mas está bem, eu vou com vocês. — Conta aí, como é o tal novo líder, é bonitão pelo menos? — É, sim, muito bonito, rsrsrs. Toda comunidade está apostando nele, ninguém aguenta mais aqueles homens invadindo os comércios. — Em nossa loja, nunca passaram nem na frente, bando de cuzão rsrs. As princesinhas da Iporanga, não tinham medo de enfrentar os rivais do pai, porém naquela noite não perceberam que tinham sido seguidas por Júlio, que estava obcecado por achar que Elloá, tinha terminado o relacionamento por ter outro homem em vista. — Aquela p*****a, hoje eu pego ela pode acreditar. Para surpresa de Diablo, naquela noite, seu irmão, Diego, chegaria ao Brasil, ao receber a mensagem que estaria a caminho da comunidade informando a Marconi. — p**a que pariu, meu fratello Diego está pousando no aeroporto, pode ir buscá-lo, após me deixar na comunidade. — Claro, Patrão, levo ele para o hotel? — Pode levá-lo até a comunidade, pois acho que a noite hoje será longa. — Como preferir. Após descer na casa que já era vigiada pelos novos seguranças, recém contratados, Diablo os cumprimenta e segue para o galpão no fundo da propriedade. — Aí patrão, vai querer uma mãozinha com o rato? — Só se quiser assistir, para ver como as coisas funcionam na máfia, rsrs. A porta é aberta, Diablo acende uma lâmpada amarela que não clareia muito o ambiente, já o homem acordado e acorrentado no chão fica assustado ao vê-lo. — Vamos bater um papo? Por que não começa a falar quem é seu chefe? Com um pedaço de corrente nas mãos, ele acerta as costas do homem que grita ao sentir ela marcando sua pele. — Ahhhh, seu maldito, fique sabendo que o líder nosso é um homem poderoso. — E você, sabe quem eu sou para falar em poder? Diablo, abre o botão de sua camisa e dobra as mangas, se aproxima do homem e usando o polegar, quebra a clavícula, gemendo o prisioneiro dizendo um nome. — Antonio Souza, por favor pare. — Quem é esse Antônio? — Ele é corregedor da polícia civil. — Sabe me dizer se ele tem homens de confiança aqui? — Eu não sei, senhor. Usando uma faca que levava consigo, Diablo arranca a orelha do homem, depois repete a pergunta, obtém a resposta que desejava. — Sim, senhor, mas eu não sei quem ele é, apenas que envia uma mensagem que a área está liberada. — Bom, depois de hoje, creio que seu chefe irá descobrir que esse local agora tem dono. Diablo, se afasta do homem e se aproxima do que estava apenas observando tudo da porta, ele pede que pegue cordas e amarre o homem apenas de cueca num dos carros. — Quero que arraste ele pelas ruas, para que esse informante saiba que a comunidade tem dono, ouviu? — E as crianças, patrão? — Dê o toque de recolher, depois faça o que mandei, ou será arrastado com ele, fui claro? — Sim senhor. No shopping, animadas com a festa e por Elloá decidir ir, as três escolhem roupas e sapatos, era a primeira vez que Elloá voltava a se divertir após sua separação com Júlio. — Já faz muito tempo que não me divirto assim. — Não entendo como pode ficar com um homem como aquele Júlio, machista e autoritário, aquilo que ele fazia contigo era abusivo. — Eu demorei muito para perceber, eu acreditei que ele me ajudaria a encontrar minha irmã Mirella, fui burra. — Ah, esquece isso, acha que ela foi enviada para fora do Brasil? — Tenho, mas não perdi a esperança de um dia encontrá-la. Já passava das 22 horas quando o carro que levava Diego entra na comunidade, ao mesmo tempo que Elloá chegava acompanhada de suas amigas e percebiam que algo estava errado. — Que está acontecendo aqui? — Estão escutando esses gritos? No carro que estava Diego, ele fica curioso por ver aquele local, Marconi havia comentado sobre o motivo de ter que o levar até ali, eles percebem através do silêncio gritos e barulhos de carro pelas ruas da comunidade. — Che diavolo sta succedendo qui? (Que diabos está acontecendo aqui?) — Não tenho a mínima ideia. Falam os dois pegando suas armas, Marconi pega o celular para chamar por Diablo, que demora para atender a ligação. Ali perto, Amélia decide descer do carro, ela e Sofia pegam suas pistolas e pedem que Elloá siga para sua casa, enquanto vão verificar o que estaria acontecendo. Em Iporanga, poucos minutos antes do carro começar a arrastar o homem pelas ruas de Paraisópolis, Chupim é informado sobre o que estaria acontecendo e decide ir até lá. Amélia, se aproxima da casa onde o novo líder iria morar e vê um carro preto filmado se aproximando, perto dele outro com um homem aparentemente morto parava, para trocarem informações, ela pega sua arma e atira no chão, chamando a atenção. — Que merda está acontecendo aqui? Quem são vocês? Diego, que tem a arma apontada para ele, apenas sorri de forma sarcástica, olha para a jovem audaciosa e informa sobre a situação. — Não deveria brincar com essas coisas, senhorita, rsrsrs. De trás do carro, sai Marconi apontando sua pistola na cabeça de Amélia, que não parece se assustar com aquilo e não esboça nenhuma reação que fosse. — Acho melhor entregar sua arma à moça. — Eu não estou sozinha, querido, olhe para trás. Marconi, apenas movimenta os olhos e vê outra moça saindo de uma viela apontando sua arma, porém essa engatilha sua arma, até que gritos são ouvidos para acalmar os ânimos. — Hei, que está acontecendo nessa p***a, c*****o? — Pai? — Amélia, abaixa essa arma, Sófia você também, p***a.
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