Capítulo 9

1527 Palavras

Capítulo 9 GABRIELA NARRANDO No dia seguinte acordei com o sol batendo direto no meu rosto. Por um segundo, esqueci onde estava. Achei que ia abrir os olhos e ver as paredes simples do meu quarto na casa da tia Marta, senti o cheiro do café que ela sempre passava cedo. Mas o teto era outro. O silêncio era outro. Era o silêncio de uma casa que parecia um mausoléu de lembranças que eu nem sabia se eram minhas. Levantei devagar, sentindo o corpo pesado. Fiz minha higiene, joguei uma água gelada no rosto pra ver se a realidade assentava, e vesti uma roupa confortável que ainda tinha guardada aqui: um short de moletom cinza e uma regata branca. Desci as escadas com o coração na mão, esperando encontrar o General na sala, pronto para soltar mais um dos seus decretos, mas a casa estava vazia.

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