Capítulo 10
GENERAL NARRANDO
Momentos antes...
Eu estava no meio de uma reunião pesada na boca, traçando a estratégia para esmagar o Rato, quando o alerta no meu celular vibrou. Abri a imagem das câmeras de casa e o sangue ferveu. Gabriela. No meu escritório. Sentada na minha cadeira, mexendo nas minhas gavetas, profanando o único lugar que eu ainda considerava sagrado.
Larguei o Xande falando sozinho, ignorei os olhares confusos dos meus soldados e voei pra casa. Eu ia dar uma lição nela. Ia mostrar que liberdade tem limite e que a minha paciência tinha acabado. Eu entrei nessa casa pronto para o confronto, pronto para a guerra.
Mas o que eu encontrei quando abri aquela porta... porrä, o destino é um filho da putä de marca maior.
A luz da lua entrava pela janela, atravessando o vidro e batendo direto naquele cabelo ruivo. Parecia fogo. Um incêndio silencioso no meio da escuridão do meu escritório. E o jeito que ela me olhou, com um susto misturado com uma audácia que ela herdou de mim, acabou com qualquer resquício de autoridade que eu ainda tentava sustentar.
Eu a expulsei. Rosnei como um bicho ferido até ela sair correndo, tropeçando na própria pressa. Ouvi o som dos passos dela subindo a escada e o bater da porta do quarto dela lá no alto.
O silêncio que ficou no escritório era pesado, denso, carregado do cheiro dela que ainda flutuava no ar.
Fechei a porta devagar. A tranca estalou e eu me encostei na madeira, sentindo o peito subir e descer como se eu tivesse acabado de correr uma maratona. Caminhei até a minha cadeira, o lugar onde ela estava sentada segundos atrás, e desabei aqui.
Minha cabeça latejava.
— Que porrä tu tá fazendo, General? — sussurrei para o vazio, enterrando o rosto nas mãos.
Eu precisava raciocinar. Precisava colocar as peças no lugar. Quinze anos. Quinze anos mantendo a distância, pagando as contas, garantindo a proteção, tudo pra não ter que encarar o que eu sentia. E bastaram dois dias sob o mesmo teto para a estrutura toda ruir.
Ela é tua filha, PORRÄ.
A voz da consciência gritava na minha mente, mas era uma voz fraca perto do rugido que vinha debaixo da minha cintura. Não de sangue, eu sei. Eu lembro daquele papel de DNA que queimei como se fosse hoje. Mas eu a criei. Eu segurei a mão dela quando ela era pequena. Eu sou a porrä do pai dela perante o mundo e perante ela.
Tu não pode pensar assim dela, General. Tu não pode estar querendo comer essa garota. Isso é doentio. É sujo. É o fim da linha pra qualquer homem que tenha um pingo de honra.
Eu repetia essas palavras como um mantra, tentando me convencer, tentando fazer a moralidade vencer o instinto. Mas o cérebro não manda no sangue quando o desejo é dark, quando a obsessão já criou raiz. Cada vez que eu fechava os olhos, a imagem dela naquela regata branca voltava. Eu via o bico dos seiös dela marcando o pano fino quando ela respirava fundo. Eu sentia o calor da pele dela roçando no meu braço.
O tesãö aumentou. Foi uma onda violenta que atropelou qualquer pensamento lógico. Meu päu endureceu de um jeito que chegava a doer contra o tecido da calça jeans. Uma ereçãö pulsante, dolorida, faminta.
Tentei pensar em outra coisa. Pensei no Rato, na invasão, no dinheiro, no sangue que eu ainda tinha que derramar. Mas a mente voltava pra ela. Pro cheiro de flor e pele quente dela. Pra boca rosinha que ela tem, que parece um convite direto pro infernö.
— Infernö... — Rosnei.
Minha mão agiu por conta própria. Abri o botão da calça, puxando o zíper com pressa, sentindo o alívio imediato da pressão. Coloquei o päu pra fora, já latejando, e fechei a mão em volta dele.
Eu não devia. Eu sabia que não devia. Mas a necessidade era mais forte que a vontade. Comecei a b*******a punhetä aqui mesmo, sentado na cadeira onde ela esteve, imaginando que a mão que apertava não era a minha. Imaginando que era ela aqui, ajoelhada entre as minhas pernas, me olhando com aquele olhar de desafio enquanto eu a dominava.
— Gabriela... — o nome dela saiu da minha boca como uma oração profana.
Pressionei com mais força, o movimento ficando rápido, bruto, sem nenhum carinho. Era uma punhetä de ódio, de frustração, de um homem que estava perdendo a guerra contra si mesmo. Eu gemia baixo, sentindo o suor escorrer pela minha nuca. O escritório parecia ter ficado pequeno demais, quente demais.
A imagem dela no pagode, a imagem dela me peitando na sala, a imagem dela seminua na cama, tudo se misturou numa explosão de luxúria que eu não conseguia mais conter.
O tesãö estava enorme, uma pressão insuportável na base da minha coluna. Eu estava no limite. Minha mão subia e descia com violência, o präzer se misturando com a culpa de um jeito tóxico. Eu estava gozändo mentalmente antes mesmo do corpo ceder.
— Putä que pariu... Gabriela...
Eu travei o corpo todo, os músculos das costas rígidos, o maxilar apertado até os dentes rangerem. E então veio. Uma porrä quente e densa jorrou, sujando meus dedos, a lateral da mesa e o chão do escritório. Eu soltei um gemido longo, o corpo amolecendo na cadeira enquanto os batimentos cardíacos tentavam voltar ao normal.
Fiquei aqui, ofegante, olhando para o estrago que eu tinha feito. O cheiro de sexö se misturou ao cheiro de maconhä no ambiente.
— Porrä... eu não deveria ter feito isso — murmurei, a voz carregada de um asco profundo de mim mesmo.
Limpei a mão de qualquer jeito num pano que estava aqui, fechei a calça e fiquei olhando para o chão sujo. Isso era o fundo do poço. Eu era o General. O homem que mandava em milhares, o homem que não se dobrava pra ninguém. E aqui estava eu, me desfazendo por causa de uma garota que eu tava criando.
A barreira tinha caído. Eu não era mais apenas o protetor dela. Eu era o predador. E o pior de tudo é que, mesmo depois de gozär, a fome não tinha passado. Só tinha ficado mais perigosa.
A Gabriela não sabia, mas a "conversa" que eu disse que teríamos estava longe de ser sobre regras. Eu estava perdendo o juízo, e quando um homem como eu perde o juízo, ele arrasta todo mundo pro fogo junto com ele.
Levantei da cadeira, limpei o chão com ódio e saí do escritório, trancando a porta atrás de mim. Eu precisava de ar. Precisava de distância. Mas eu sabia que, não importava pra onde eu fosse, o fantasma ruivo dela ia me perseguir até eu finalmente tomar o que eu já tinha decidido que era meu.
Ela era o meu doce pecado. E eu estava pronto para queimar no infernö por ele.