O silêncio que se seguiu à explosão de luz parecia mais pesado do que qualquer ruído. As montanhas haviam se calado, e até o vento parecia ter fugido. Mas dentro de Isla, o caos rugia. Ela estava ajoelhada na neve, os dedos cravados no chão congelado. O símbolo prateado em seu peito ardia como ferro em brasa, e a energia que antes fluía de forma harmoniosa agora a dilacerava por dentro. Sua respiração era curta, irregular. Lucian ajoelhou-se diante dela, desesperado. Isla! Olhe pra mim! — disse ele, segurando o rosto dela entre as mãos. Respire, meu amor. Respire comigo. Ela tentou, mas o ar parecia escapar-lhe. O vínculo entre eles faiscava, vibrando com força, como se uma corrente elétrica os unisse. A dor de um refletia no outro — e Lucian sentia parte do que ela sofria. Está

