A manhã após a batalha trouxe um silêncio estranho a Eryndor. Não o silêncio da paz — mas o de algo que aguardava para recomeçar. As muralhas ainda fumegavam; o chão estava coberto de cinzas prateadas e marcas de energia, onde antes estiveram lobos corrompidos e fragmentos de sombra. O ar, antes gélido, agora parecia pesado, saturado por uma mistura de magia antiga e medo contido. Dentro do castelo, Isla despertou lentamente. O corpo dela doía como se cada célula tivesse sido arrancada e recomposta pela própria lua. Os olhos se abriram com dificuldade, e o primeiro rosto que ela viu foi o de Lucian, sentado à beira da cama, exausto, mas atento — as olheiras profundas e o olhar suave denunciavam que ele não havia dormido. Você voltou pra mim — ele murmurou, aliviado, quando ela o olhou.

