CAPÍTULO 6

2224 Palavras
Coby e eu ficamos conversando até a pequena April aparecer. Ela estava mais linda ainda. Estava com saudades dela. E parece que a mesma também estava com saudades de mim, porque ela não queria me deixar ir embora. Fiquei com elas até umas seis da tarde e depois voltei para casa de Tom. Amanhã depois da faculdade vou trabalhar, e no sábado, eu tomarei rédeas da minha vida. Assim que eu cheguei na casa de Tom, ele já estava lá, junto com Magno e Bryan. — Boa noite, família! Digo e eles sorriem. — Estava aqui preocupado com você. Você está bem? Tom indaga se levantando. — Estou, na medida do possível, eu estou bem. E vocês? Como estão? — Estamos todos bem. Bryan responde sorrindo para os dois homens que estão sentados ao lado dele. — Dani, Andrew pediu para te dar um recado. — Não me diga que ele se arrependeu de me contratar? Já pergunto com receio que tenha dado algo errado. Tom sorrir. — Não. Ele só precisou fazer uma viagem de emergência, e pediu para você começar na segunda feira. Suspiro, mas depois lembro do que eu quero fazer. — Tom, eu posso tirar Thomas de casa para se consultar com um médico? — Claro que sim. Ele é seu marido. Quer ajuda? — Seria ótimo, se você pudesse me ajudar nisso. Já que eu tenho amanhã e sexta, fora o final de semana, que eu pretendia levar ele ao médico para fazer os exames, eu quero fazer isso. Quero entender melhor o que ele tem, para poder ajudar no que for e tirar ele e Wilson de vez da minha vida. — Vamos te ajudar nisso. Recomendado que você vá com a polícia, porque Wilson pode querer complicar as coisas. Magno diz e eu assinto. — Então faremos assim. Assim que sair da faculdade, eu ligo para polícia e já vou para casa de Wilson para levar Thomas para o médico. — Eu tenho uma audiência, e não vou poder te acompanhar. — Mas eu posso. Bryan diz e eu sorrio. — Também posso. Foi a vez de Magno falar. — Eu agradeço a vocês. Vocês são maravilhosos. — Você também é. E estamos aqui para você. — Só tenho a agradecer. Não sei o que seria de mim neste momento, sem vocês. Eles não dizem nada. Vou tomar um banho. — Vai lá. Me levanto e vou andando para o corredor. — Você conseguiu falar com Markos? Escuto Magno pergunta. — Não. O cabeça dura está estragando a vida dele por nada. Ela não vai está aqui para sempre. Ele vai perdê-la. Tom diz e meus olhos enchem de lagrimas. — Não podemos fazer nada. Eu mandei uma mensagem para ele, falando que ele iria perder ela se ele não voltasse e conversasse com ela, mas ele nem visualizou. Magno fala e eu resolvo voltar para sala. — Gente, me perdoa por ouvir a conversa de vocês, mas eu não quero que vocês tirem o foco de Markos. Isso para ele é importante, então não temos o porquê julgar ou até mesmo tentar fazer ele sair de onde ele está. Digo e o olhar deles para mim é de pena. — Você não se considera importante para ele? Bryan questiona se levantando. — Não sou eu que tenho que considerar, é ele, e neste momento eu tenho mais o que me preocupar. Ele está bem. Coby disse que ele está procurando lugar para colocar as meninas, portanto, não temos com que preocupar. — Você vai esperar por ele? Tom questiona. — Neste momento eu não posso esperar por ele e nem por ninguém. Eu sou casada, portanto, deixe Markos viver a vida dele, e eu vou vivendo a minha. — Sentimos muito. Tom vem e me abraça. — Não sinta. Talvez não seja para ser. Pelo menos eu fui feliz em um tempo da minha vida, e eu voltarei ser. Sem Markos ou com ele, eu voltarei a ser feliz. Me desprendo dos braços de Tom e vou para meu quarto. Eu poderia ir atrás dele e tentar conversar? Poderia, mas não farei, porque eu já liguei mandei mensagens e nada, então, ele que busque o caminho dele. Vou seguir em frente com minha vida e meus planos. A única coisa que tenho certeza é que, Thomas e Wilson não farão parte da minha vida. Esses dois eu quero bem longe de mim. Eu vou conseguir que Thomas fique bem para assinar o divórcio e me ver livre de ambos. Agora se o que ele tem é irreversível, eu vou apelar para a justiça. Porque eu não vou me manter casada com Thomas. No outro dia, eu já estava na porta da casa de Wilson esperando os policiais. Bryan estava aqui comigo. Ele me pegou na porta da faculdade de carro e viemos conversando sobre ele e Tom quererem adotar uma criança. Fiquei feliz por eles. Tonara que eles consigam. — Dani, o que você pensa em fazer se o médico disser que o problema de Thomas não tem cura? Bryan questiona. — Apelar para a justiça. Esse cara e o pai fingiram a morte dele, e nem sei onde ele estava. Pode ter dado algo errado onde ele estava e agora o mesmo volta dessa forma, e ainda eu sou obrigada a tomar conta dele e viver para sempre com ele? Não. Eu vou brigar até não querer mais. Eu não fico mais sob as ordens dele e nem de Wilson. — Vamos torcer para dar certo. A polícia. Bryan aponta com um olhar e olho para trás e vejo que eles estão chegando. — Já era hora. Achei que não vinham. Digo com alívio. Eles encostam o carro e eu os espero saírem do carro. — Srta? O que houve? Um dos policiais questiona. — Meu marido está nessa casa. Ele está incapacitado, e meu sogro não me deixa chegar perto dele, a menos que volte a morar com ele nessa casa. Eu preciso tirar meu marido para uma consulta médica, então chamei vocês, caso meu sogro não me deixe tirá-lo daqui. — Vamos entrar. Mas me diz. Porque a Sra não mora com seu marido? — Longa história, mas resumindo. Ele foi dado como morto e agora voltou não sei de onde, e está incapacitado. Bate na porta. Wilson atendeu a porta. — Resolveu voltar, Daniela? Ele olha para os policiais. Há, Dr Henriques já fez seu trabalho mandando a polícia atrás de você. Sorrio. — Podemos entrar, Wilson? Indaguei sem paciência com ele. — Claro, a casa é sua. Obrigado, policiais. Ele me deixa passar e os policiais entram junto. Vou para sala e vejo Thomas do mesmo jeito, porém, ele tem uma marca no pescoço que não tinha antes. Franzo a testa chegando perto dele. — O que houve com ele? Por que o pescoço dele está machucado? Questiono olhando mais de perto as marcas. — Ele estava agitado demais quando fui tirar sua camisa, que acabou prendendo em seu pescoço. Wilson diz chegando atrás da cadeira de rodas. — Wilson, eu vim levá-lo ao médico. — Por quê? E para que? Sorrio de nervoso. Esse cara é um i****a. — Deve ser porque não sei o que ele tem. Você não me disse onde o encontrou e o que ele tem. Você só quer que eu volte e cuide dele, ou será que é de você. Ele fecha a cara. — O médico já veio aqui ontem. Disse que ele não tem mais volta. Ele não vai conseguir. — Eu quero ouvir uma segunda opinião, portanto eu estarei levando ele. — Não vai. Meu filho você não tira daqui de casa. Ele grita vindo para cima de mim e eu nem me abalo. — Se afaste dela. Um dos policiais se aproxima. Wilson olha para ele com raiva. — Ela quer tirar meu filho de mim. — Ela é a esposa, não é? Portanto ela tem o direito de levar ele onde ela quiser. Desde que não prejudique a saúde e nem o bem estar dele, o resto ela tem plenos poderes para fazer. — Vocês estão aqui porque eu pedir e não para defender ela. Sorrio. — Não, Wilson. Eles estão aqui porque eu pedi, porque eu já previr que você não iria me deixar levar ele, portanto eles estão aqui para fazer a lei valer. Antes dele casar-se, você poderia responder por ele, mas como eu sou a esposa, eu respondo por ele. Agora, me dê licença, porque já estamos mais que na hora da consulta. Vou ara trás da cadeira de rodas para empurrar, porém Wilson entra na minha frente. Olho para ele e depois para os policiais. — Se o Sr não a deixar passar com ele, vamos prender o Sr. Olho para Wilson sorrindo. — Eu também vou. — Por mim, você pode ir para inferno, que nem ligo. Passo com Thomas e Bryan já vai na frente. Assim que chegamos no pequeno lance de escada, Bryan me ajuda a descer com a cadeira rodas. Chegamos no carro de Bryan e ele já foi me ajudando a colocar Thomas no banco. Fecho a cadeira e coloco a mesma no porta-malas que foi aberto por Bryan. — Eu vou atrás com ele. Wilson aparece, e eu balanço minha cabeça em negação. — Você vai no seu carro. Eu vou atrás cuidado dele. Não é isso que você quer e queria? Portanto, vá no seu carro. A cara de Wilson é de medo. Sei que ele esconde algo. Entro na parte de trás e me sento ao lado de Thomas. Fico olhando as marcas no pescoço e tenho até medo do meu pensamento. — Você acha que essas marcas foram feitas pelo pai dele? — Não gostaria de pensar isso, mas não vejo outro motivo. Mas assim que chegar no hospital vamos descobrir que marcas são essas. E se for maus tratos, eu mesmo tiro Thomas de Wilson. Eu poderia deixar ele acabar com o filho, mas não, eu quero Thomas bem para poder me sair desse casamento. E também, nunca desejei o mau de Thomas. Só quero minha vida de volta. — Você terá. Vamos lutar para isso. Bryan diz e eu fico olhando para Thomas. Seu olhar parece perdido. Não apresenta brilho nenhum. Seu rosto está tão magro, na verdade, ele está muito magro. Todo seu corpo parece pele e osso, nem parece aquele home forte, com o corpo atlético que eu conheci anos atrás. Você acha que ele nos escuta? Bryan me traz de volta. — Não sei. Acredito que não, porque ele não mexe nada. Os olhos dele não pisca, suas mãos não mexem, então acho que ele está fora do nosso mundo. Só queria entender o que houve para ele está assim. — Ele deve ter sofrido um acidente, que causou esse estado dele. — Penso como você. E Wilson sabia disso. Tenho certeza, pois ele disse que reconheceu o corpo e agora traz Thomas como se nada tivesse acontecido. — Wilson para mim é doente da cabeça. Não vejo outra explicação. Ele tem um jeito estranho. Ele te olha com desejo. Me perdia fala isso, mas, a hora que ele te viu, seu olhar foi de desejo. — Que nojo. E não falo pela idade, mas sim porque eu o acho um cara asqueroso, porco, nojento. — Chegamos. Bryan estaciona o carro e assim saímos do mesmo. Meu amigo me ajuda a tirar Thomas do carro e coloca na cadeira de rodas. — Daniela? Ouço Wilson gritar atrás de mim. Suspiro. Ele não cansa. — O que você quer Wilson? Falo empurrando a cadeiras de rodas. — Você por acaso tem dinheiro para arcar com essa consulta? Porque pelo nível desse lugar, deve ficar caro. — Achei que você estava vindo para pagar a conta, já que o dinheiro dele está todo com você. Digo não me abalando. Magno me deu dinheiro para consulta. Não queria aceitar, mas ele me disse que está louco para me ver livre desse carma. — Ficou louca? Nós não temos dinheiro para isso. Ele grita do meu lado e eu nem me abalo. — Então se vira, Wilson. Thomas precisa se consultar. Temos que saber se ele passará o resto da vida assim. — Eu não vou me virar. Ele já tinha passado por uma consulta ontem, não tinha necessidade disso aqui. — Ótimo. Se você teve dinheiro para pagar a conta do médico de ontem, você terá de hoje também. Claro, se não quiser sair preso daqui, porque todo benefício dele é você que recebe e administra, portanto, acho bom você ver onde vai tirar esse dinheiro. — Você não vai ditar para mim o que fazer ou não. Ele fala me puxando pelo braço. — Tira as mãos dela. Bryan fala e Wilson olha para ele com raiva. — É mesmo? E se eu não tirar? Nem espero Bryan responder. Dou um chute bem no meio das pernas dele. Ele grita me soltando. Sua... — Não encoste em mim de novo, i****a. Vamos Bryan, não quero me atrasar mais. Saio empurrando a cadeira com Bryan do meu lado. Wilson não tem poder sobre mim, e se tiver qualquer coisa para trazer Thomas de volta, eu farei. Mesmo sabendo que pode ser uma esperança infundada.
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