Eu voltei para dentro da clínica juntamente com Bryan e Tom. Assim que entrei na sala de espera, Wilson estava lá com seu advogado de merda.
— Você tem que dar um jeito. Ela não pode chegar lá em casa e querer tirar o meu filho de mim. Vejo Dr Henriques passar as mãos na cabeça.
— Dr, lembre ao seu cliente, que eu sou a esposa. E antes dele, eu tomo as rédeas da vida do meu marido. Digo passando por eles.
— Isso não vai continuar, Daniela. Ele fala vindo para meu lado, mas o seu advogado o para.
— Ela tem razão. Antes de você, ela é esposa e pode tomar as decisões para Thomas. Sorrio olhando para eles.
— Wilson, se você quiser pode ir embora, porque aqui vai demorar mais. Digo me sentando com os meninos.
— E você acha que eu vou deixar meu filho aqui, assim? Não. Eu só saio daqui com ele. Dou de ombros, porque isso não vai acontecer. Não direi nada a ele para pegá-lo de surpresa.
— Dani? Tom me chama e eu olho para ele.
— Você pretende levar ele hoje com você?
— Essa é a oportunidade. Se eu deixar Wilson levá-lo, talvez eu não consiga tirar ele das garras do mesmo. E outra, estão limpando o organismo de Thomas, se ele for para lá, tenho certeza de que Wilson vai continuar envenenando-o com tantos remédios.
— Verdade. Então vamos fazer o seguinte, levamos ele para nosso apto e amanhã você vai com ele para o apto de Bryan.
— Obrigada, gente! Obrigada pelo apoio! Sou sincera com eles.
— De nada! Vamos te ajudar no que precisar. Assinto sorrindo.
Fiquei sentada na sala de espera. Eu sabia que o médico iria mandar me chamar assim que os procedimentos acabassem.
Wilson estava inquieto. Eu só quero ver a cara dele quando eu falar que ficarei cuidando de Thomas longe dele. Sorrio dos meus pensamentos.
Já havia se passado uma hora e eu estava cansada demais. Via nos rostos dos meninos que eles também, mas eles não querem arredar o pé daqui enquanto eu não for. Eu aceitei e estou curtindo muito que eles estejam aqui comigo.
— Sra Clarke! Uma enfermeira me chama e eu levanto. O Dr que conversar com a Sra. Assinto.
— Eu sou o pai dele e quero saber também o que o médico tem a dizer. Wilson se manifesta.
— Não. Eu quero conversar com ele sozinha. Já disse que se precisar eu converso com você.
— Eu sou o pai dele, e tenho meus direitos. Wilson grita e eu sorrio para ele.
— Busque os seus direitos na justiça, porque você não vai entrar comigo. E se atrever, eu chamo a polícia para você.
— Você não pode fazer isso. Ele grita, mas eu nem me abalo. Vou andando com a enfermeira. Ele não vai mais controlar tudo em sua volta, nem a mim e nem a Thomas. Chegamos na sala do médico e ele estava me aguardando.
— Sente-se, Sra Clarke.
— Alguma novidade? Indago me sentando.
— Como eu suspeitava, ele estava sendo dopado de remédios. Nós fizemos uma lavagem em todo seu organismo.
— Fora isso, o que mais ele tem para está daquele jeito?
— Eu não sei o medicamento que ele tomou para ficar daquele jeito, posso dizer que ele tem sido envenenado com vários medicamentos, e também drogas. Me levanto em choque.
— Como é? Drogas?
— Não tem outra explicação para ele está daquele jeito. Ele pode ter sido medicado com remédios e drogas, porém, eu não vou saber te dizer quais, porque tem que ser um laudo bem preciso e precisamos de tempo para analisar.
— Tenha o tempo que precisar, mas eu preciso saber para colocar meu sogro na cadeia. Esse homem não pode continuar andando por aí como se nada tivesse acontecido. Digo firme.
— Achei que a Sra iria dizer isso, já mandei para o laboratório. Assinto.
— E como ele está?
— Ele está dormindo agora. Deixa-o passar a noite com a gente. Vamos monitorá-lo. Hoje o dia foi muito desgastante para ele. Para todos nós. Penso comigo.
— Posso ficar como acompanhante?
— Claro que sim. Ele já está no quarto.
— Ele tem chances de voltar ao normal?
— Sim e não. Vamos acompanhar como ele vai ficar com o tempo que ele não tomar mais nada que o deixe daquele jeito. E outra, vamos começar a alimentar ele por sonda até ver como ele vai responder.
— Eu preciso de uma enfermeira na minha casa para me ajudar a cuidar dele. Eu trabalho e estudo, então eu realmente necessito de alguém de confiança.
— Posso te ceder uma pessoa daqui. Aqui todos são de confiança.
— Não pode ser comprável. Wilson pode nos encontrar e tentar de tudo para levar o filho de volta.
— Não se preocupe. Não vai. As pessoas aqui são todas de confiança. E fora que ninguém quer se envolver com a justiça. Assinto.
— Eu vou falar com meus amigos lá fora, que vou ficar aqui para dormir com Thomas.
— Tudo bem! Se precisar de alguma coisa, estarei aqui amanhã cedo.
— Obrigada por tudo, Dr. Espero que ele reaja com o tempo.
— Vamos torcer para isso. Tudo vai dar certo. Assinto e me levanto. Sair da sala dele e já fui para sala de espera.
— Está tudo bem, Dani? Tom indaga estranhando.
— Está sim. Porém, o médico acha melhor manter Thomas aqui, até amanhã, para ver como ele reage aos exames.
— Meu filho não vai ficar aqui. Wilson grita e eu olho para ele.
— Me poupe, Wilson. Você não vai conseguir nada com esses gritos. Você encontra seu filho daquele jeito, e não quer fazer nada para mudar a situação dele? Indaguei olhando para ele.
— O médico que ele consultou ontem me disse que ele não tem jeito.
— Ótimo. Mas eu farei de tudo para ouvir outras opiniões. Digo não deixando transparecer o que o médico me disse. Vou pegar esse i****a de surpresa.
— E fazer ele passar por tudo isso? Você não acha que ele ficará cansado? Que é desnecessário?
— Não. Não acho. Portanto, ele vai passar a noite aqui para ser monitorado.
— Eu quero vê-lo e vou ficar no quarto com ele até amanhã.
— Felizmente não. Se você quiser ficar aqui, tudo bem! Mas eu sou a esposa aqui, e vou ficar com ele.
— Eu vou chamar a polícia. Você não pode me proibir de ficar com meu filho.
— Chame quem você quiser, Wilson. Vamos contar a polícia de vez onde você achou Thomas. O motivo dele está desse jeito, sendo que ele era um homem normal. Eu estarei disposta a ouvir seus relatos para a polícia, já que você não quer me contar. Seu rosto é de pavor. Esse infeliz esconde algo terrível, mas eu não vou me preocupar com isso agora.
— Isso é alienação parental. Sorrio.
— Eu não disse que você não pode vê-lo. Eu disse que você não vai dormir com ele, porque eu vou fazê-lo.
— Eu quero vê-lo agora.
— Vamos lá. Estou tão calma. Fomos caminhando para o corredor que dar para os quartos. Todos vieram. Assim que chegamos na porta. Mostrei para ele o filho pela janela de vidro.
— Por que ele está cheio de aparelhos? Wilson indaga e esse homem é burro.
— Eu disse que ele está sendo monitorado.
— Eu quero entrar para vê-lo. Wilson vai para porta, mas ela está trancada. Só abre com o cartão magnético que deram para mim. Por que ele está trancado? Eu quero vê-lo de perto.
— Ninguém pode entrar aí, se não for os médicos. Blefo.
— Por quê? Daniela, você só está me deixando com mais raiva de você. Sorrio para ele.
— Eu estou tão preocupada com isso. Mas enfim, você já viu seu filho. Está vendo que ele está sendo bem cuidado, bem melhor do que se estivesse na sua casa.
— O que você quer dizer com isso? Dou de ombros.
— Que ele estava vegetando na sua casa e aqui ele está recebendo os devidos cuidados. Portanto, não tem motivo para esse alvoroço todo.
— Quem vai pagar por isso? Eu não tenho dinheiro para pagar nada.
— O que você fez e faz com a pensão dele? Ela deveria ser usada para ele, e pelo que vi na sua casa, não estava sendo. Dito isso, você se vira. Digo saindo de perto dele.
— Dani, você precisa que fique aqui com você? Tom indaga e eu balanço a cabeça em negação.
— Não. Podem ir. Eu vou ficar bem. Aquele ali não pode me fazer mais nada. Ainda mais aqui.
— Você quer que traga alguma peça de roupa? Bryan questiona.
— Eu iria amar, mas não quero que vocês fiquem mais do que já ficaram. Se puder trazer amanhã para mim, eu agradeço.
— Tudo bem! Vamos e amanhã eu estarei aqui de manhã. Tom diz e eu assinto.
— Obrigada mais uma vez por tudo, meninos. Eu não terei como pagar o que vocês fizeram e fazem por mim.
— Já está pagando. E outra, essa dívida será paga como madrinha do nosso casamento. Faço um O bem grande com a boca.
— Que lindo, meninos. Eu já aceito o convite. Amei.
— Deixa a gente ir. Magno já ligou aqui preocupado com a gente. Não vai gostar de não ver você lá.
— Explica para ele, por favor. Eu preciso andar para trás agora, para depois seguir em frente.
— Pode deixar. E eu acredito que você está fazendo o certo. Bryan diz e eu abraço os dois ao mesmo tempo.
— Vão descansar. Dar um abraço em Magno para mim. Eles me dão um beijo na bochecha, cada um de um lado, e vão embora. Volto para quarto e escuto Wilson discutir com Dr Henriques.
— Você tem que fazer alguma coisa. Ela não pode continuar fazendo exames no meu filho?
— Ela só está tentando trazê-lo de volta, Wilson. Qual é o problema disso?
— Excelente pergunta, Dr Henriques. Qual o problema de querer meu marido de volta? Indago com cinismo.
— Eu sei o que você quer, Daniela. Você acha que se ele se recuperar, você vai nos deixar? Não vai, porque eu farei a cabeça dele para não te dar o divórcio. Você vai voltar para nossa casa.
— Sonho, Wilson. Só sonho. Digo não me abalando. Ninguém vai fazer eu continuar com Thomas. Isso vai acabar de vez.
— Vamos ver. Ele passa por mim com raiva.
— Se eu fosse o Sr, Dr, pularia fora desse barco, porque o seu cliente está metido até a cabeça com o sumiço do filho e posso dizer, que ele também está envolvido nessa situação de Thomas. Pisco para ele e pego o cartão do quarto. Entro no mesmo e me sento no sofá que tem ali. Suspiro cansada. Eu estou um caco hoje. Espero que no fim tudo valha a pena. Vou me aconchegando no sofá e fecho meus olhos.
Acordo com a porta sendo aberta. Vou abrindo os olhos devagar.
— Só vim trocar a alimentação dele, Sra. Pode continuar dormindo se quiser. Uma enfermeira fala e eu me levanto.
— Quantas horas? Indaguei bocejando.
— Quase dez da manhã. Me assunto.
— Nossa, eu apaguei mesmo.
— Estava cansada do dia de ontem. Seus amigos já estão lá na sala de espera.
— Obrigada! Vou vê-los. Olho para Thomas, e ele está com os olhos abertos olhando para o nada.
— Você sabe me dizer como ele passou a noite?
— Bem. Ele não teve nenhuma reação. Ele está do mesmo jeito de ontem. O bom que ele está aceitando bem a alimentação que estamos dando a ele através da sonda.
— Que bom! Espero que ele fique bem.
— Vai ficar. Assinto.
— Vou lá falar com meus amigos. Sair e fui para sala de espera. Gente, me desculpem fazer vocês esperarem. Eu apaguei.
— Não precisa pedir desculpa. Você estava cansada por ontem. Tom fala e eu assinto. Aqui suas coisas. E também um café com pão e queijo. Precisa se alimentar. Assinto.
— Como estão as coisas? E Magno?
— Disse que não era para você esquecer dele.
— Jamais. Digo me sentando e tomando o café que eles trouxeram. Vocês viram Wilson?
— Não. Estamos aqui desde as nove e meia, e não vimos ele em lugar nenhum.
— Que ótimo! Eles ficam calados e eu os olho. Está tudo bem? Indaguei vendo a cara deles.
— Markos apareceu. Fico sem fala. Ele me ligou perguntando se eu sabia de você. Tom fala com certo receio
— Você disse?
— Não contei tudo, porque vocês dois tem que conversar.
— Minha prioridade não é Markos. Gostaria muito dele está aqui comigo, tentando resolver o que seria melhor para nós dois, porém, ele tem suas prioridades e agora eu tenho as minhas. Ele não é meu pensamento do dia, mas sim a minha vida.
— Eu entendo. Mas ele vai querer conversar com você.
— Tudo bem! Neste momento, eu só quero tirar Thomas das garras de Wilson e fazer com que ele volte a ser quem era, para depois eu me ver livre dos dois.
— Ele pode está esperando por você lá em casa. Bryan diz e eu me levanto.
— Eu não quero lidar com Markos agora, gente. Vou ali tomar meu banho e ver com o médico sobre liberar Thomas. Se Markos ligar para vocês, diga que eu estou muito ocupada resolvendo a minha vida. Volto para o quarto e vou logo para o banheiro. Tiro todos meus itens pessoais que os meninos me trouxeram. Suspiro. Farei de tudo para não ficar pensando em Markos.
Eu estava levando meus pensamentos para outro lado, e conseguindo me focar em outra coisa que não fosse Markos. Portanto, eu vou continuar pensando e vivendo o que eu estou agora.
Tomo meu banho e me visto após passar um hidratante corporal.
No quarto Thomas estava do mesmo jeito. Era hora de procurar o médico e ver se a liberação iria ocorrer hoje.
Saio do quarto e vou para a sala do médico. Bato na porta e escuto um entre. Adentro a sala.
— Bom dia, Dr!
— Bom dia, Sra Clarke! Imagino que a Sra quer saber se vamos poder liberar Thomas.
— Sim. A enfermeira me falou que ele passou a noite bem.
— Sim. Ele não demonstrou nenhuma reação, porém os sinais vitais dele estão ótimos. Ele recebeu bem a dieta pela sonda e assim vamos manter até ele está bem para comer algo pelas vias normais. Dito isso, vamos mandá-lo para casa. Vou te passar os cuidados com ele e uma enfermeira daqui também vai fazer o acompanhamento dele vinte quatro horas por dia.
— Eu não preciso disso tudo, Dr. Somente até umas oito da noite, até sexta, porque sábado e domingo eu estarei em casa e posso cuidar dele.
— Pode ser. Ela vai te mostrar como trocar sonda e fralda.
— Obrigada!
— Vamos então liberar vocês. Ele se levanta. Saímos os dois conversando sobre os cuidados com Thomas. Agora era esperar que tudo desse certo para melhora dele.