CAPÍTULO SEIS

1044 Palavras
— Não é fácil conversar sobre se.xo com uma menina de doze anos. — falo para Henrique, enquanto estamos esperando Luíza acordar para o café da manhã. — Não é fácil conversar sobre se.xo com sua própria filha, independente da idade! Como eu vou fazer isso? — Henrique coça a cabeça olhando para os próprios pés. — Você quer que eu faça isso por você? — E deixar você encher a cabeça dela com o seu estilo de vida? Ela tem que saber todas as versões para saber o que ela quer. — Nossa! — olho para ele espantado. — Me perdoe! Não foi isso que eu quis dizer. Eu só acho que é uma escolha de cada um, como você mesmo me ensinou… — Mas é por isso que estou admirado, Henrique! Mais uma vez você me surpreendeu com sua maturidade que parece não ter fim! É realmente uma escolha dela e, até pais b**m às vezes não querem uma filha nesse meio... você sempre me surpreende, amigo. Tenho muito orgulho de você! Tenho certeza de que você vai conseguir falar com ela sobre isso! É só achar um ponto de partida. — Mas você vai ficar, né? — ele me olha nos olhos, como quem procura ajuda. — Claro que sim! Eu prometi que cuidaríamos dela sempre juntos. — Obrigado! Sei que Luíza vai te agradecer também. Aproximadamente meia hora depois, Luíza entra na sala de jantar para tomar seu café da manhã. Ela nos dá bom dia com um beijo no rosto de cada um. — Puxa! Por que ser mulher implica em ter dores? — ela pergunta desanimada. — Eu não sei, querida. Mas há muitas outras coisas que em que vocês mulheres ganham dos homens... — Em que, papai? Os homens têm os melhores empregos, ganham mais, geralmente são muito mais fortes que nós... — Não é disso que estou falando, querida. — É sobre o que então? — ela pergunta franzindo as sobrancelhas. — Éehhh... sobre o poder... que vocês mulheres... têm sobre os homens... — Henrique fala devagar e olha para mim, com certeza me passando o "bastão de corrida", fazendo uma cara meio torcida, do tipo acho que estou mandando m.a.l. — O que seu pai está tentando te dizer, Lu, é... — olho para Henrique para ter certeza ele assente, enquanto Luíza me olha atentamente. — as mulheres têm todo o poder de dominar um homem. Seu corpo foi feito com muito mais atrativos que o corpo masculino. Uma mulher pode ser sensual sem ser vulgar, apesar de algumas escolherem ser assim. Você sabe alguma coisa sobre se.xo? — a pergunta pega ela de surpresa. — Ah... então essa é "a conversa"? — ela pergunta depois de um longo momento. — Sim, se você estiver confortável de falar com a gente sobre isso. — Henrique responde. — Se eu não falar com vocês, o que vocês vão fazer? — Bem... nós temos várias mulheres aqui na fazenda, temos várias na fazenda do tio Rapha e temos suas avós, que são suas madrinhas, também. — Não. Sempre conversei com vocês sobre tudo... se vocês conseguirem parar de ficar vermelhos e sem graça, vai ficar tudo bem. Então, se vocês estiverem confortáveis... como você conheceu minha mãe? Você conheceu ela, tio Rapha? — Henrique empalidece e olha para mim de olhos arregalados. — É assim que vocês querem ter essa conversa comigo? — ela parece irritada. — Vai chamar a Donna então, tio Rapha! Ela quem me amamentou, ela deve ser o mais perto que eu tenho de uma mãe. — ela faz bico e cruza os braços, olhando para a mesa. — É essa atitude que você vai ter com a gente, Luíza? — falo muito sério com ela. Ela arregala os olhos ainda olhando para a mesa. — Desculpa... — ela fala baixinho. — eu ando muito irritada, não sei por quê... — São seus hormônios. Mas você não pode colocar a culpa neles toda hora! — respiro fundo — Respondendo à sua pergunta, sim. Eu vi sua mãe uma vez, no dia em que você chegou. Seu pai a viu duas vezes, uma quando eles fizeram se.xo e a outra no dia em que chegou nessa casa. — O que aconteceu com ela depois disso? — Tudo o que sabemos é que ela deve ter saído do país. Ela queria ir para os Estados Unidos, para trabalhar na Nasa. Ela tinha quinze anos, assim como seu pai. — a imagem de Sabrina jogando o minigame dela, sem nem olhar para Luíza, invade minha mente. Estremeço ao me lembrar da frieza dela, aos quinze anos. Graças a Deus, Luíza não lembra nada dela! Nem o rosto, o jeito, nada! Ela é muito parecida fisicamente com a tia Maria, sua avó. — Isso quer dizer que ela não queria ser minha mãe... — Não! Ela não queria ser mãe de ninguém! — Henrique a interrompe. — O problema era ela e não você! — Luíza se levanta e vai até a parede de vidro, ficando de costas para nós. — Querida... — Não, tio Rapha! Se eu não tinha importância para ela, ela também não deve ter para mim! Donna me amamentou, se um dia eu precisar de uma mãe, eu falo com ela. Diga a ela que se ela quiser vir me ver e se aproximar mais de mim, eu estou disposta a me aproximar dela também. Diz a ela que eu só queria dar tempo para ver se aquela mulher surgiria algum dia. Se Donna vier, eu me desculpo com ela. Olho para Henrique que faz um aceno curto de cabeça. — Claro, Lu. Eu falo com ela ainda hoje. Você prefere conversar com ela sobre se.xo? — Estão querendo fugir da responsabilidade? — ela olha para nós por cima do ombro e dá um sorriso triste em meio às lágrimas que agora vejo em seu rosto. — Ah, Lu! Eu sinto muito! — eu falo e eu e Henrique vamos até ela e nos ajoelhamos à sua frente. Ela abraça a nós dois, um em cada braço, mas ela não chora mais. — Eu quero saber o que acontece durante o se.xo, como se chega até isso e como eu posso ser sensual...
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