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COMO ME VINGUEI DE BENJAMIN HACKER

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Sinopse

Benjamin Hacker é filho de uma família de Judeus. Seu pai prometeu deixá-lo sem Herança caso ele se case com uma moça que não seja judia. Na verdade, todos sabem que a família de Benjamin deseja casá-lo com Rebecca, filha de Ephraim (Judeus ortodoxos). Porém, Benjamin não ama Rebecca, seu coração pertence à petulante e desnecessária Larissa, que vive rindo da aparência da pobre* Rebecca. Com ajuda de sua mãe, Larissa pretende a todo custo subir de nível social e enriquecer. Benjamin é a grande chance da moça!

Rebecca, por sua vez, sempre amou Benjamin e até o ultimo segundo custou a crer que estava sendo usada pelo seu noivo (e futuro marido) apenas para que ele conseguisse a herança do pai e que, após o casamento, Benjamin continuaria a ver Larissa, a moça que ele realmente amava.

Rebecca decide se casar mesmo assim, mesmo sabendo que seu noivo a rejeita. Ela fez isso por uma única razão: ela vai se vingar de Bejamin e vai mostrar a ele que talvez a Herança do pai não valerá o preço que será pago por ele tê-la humilhado diante de todos.

De moça ingênua a uma mulher fria e decidida a mostrar ao marido que “bem me quer, m*l* me quer” e que, sem que percebes, Bemjamin passará a comer na palma da mão de Rebecca. Contudo, quando ele perceber que Rebecca sempre foi seu grande amor, poderá ser tarde demais!

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PRÓLOGO
-- Você está linda-- Disse Raquel, mãe de Rebecca ao entrar no quarto e ver a filha vestida de noiva. Rebecca olhava seu imponente vestido de um tecido branco muito alvo, cravejado de cristais em pontos estratégicos. Havia sido comprado por seu pai e custava uma verdadeira fortuna, mas nada que a família sentisse pesar no bolso., e sobre sua cabeça um véu longo acompanhando a calda do vestido tão longa quanto. O véu cobria seu rosto e tapava aquele que consideravam o maior dos seus defeitos: o nariz longo. Talvez o queixo um pouco projetado para frente e os olhos caídos com sobrancelhas pouco arqueadas fossem responsáveis por fazer de Rebecca uma mulher não tão atraente assim. -- É.... -- Disse ela olhando para si mesma no espelho que abrangia o corpo todo -- Obrigada, completou vendo o reflexo de sua mãe no espelho logo atrás dela. -- Eu devo esperar lá embaixo, Rebecca. Daqui a pouco seu pai virá aqui para acompanhá-la. Eu estou tão feliz que Benjamin e você estão se casando. Quem diria que aquelas duas crianças que se conheceram tão pequenas, um dia viriam a ser marido e mulher? Fao muito gosto dessa união! Depois disso, Raquel saiu, deixando a filha a sós em seu vestido de noiva esplendoroso, mas que mais parecia uma roupa fúnebre, onde ela sepultaria tudo o que lhe restara de bondade. Seu futuro marido, aquele que já aguardava no altar, era apaixonado por outra.E nem parecia fazer questão de esconder isso, já que muitas pessoas da família dele comentavam sobre as traições. Os olhos de Rebecca se estreitaram como se ela estivesse prestes a chorar. Aquele casamento, teoricamente , era para ser o dia mais feliz da sua vida. E seria, se o único problema não fosse aquele que já estivesse parado em pé, no altar, apenas aguardando ansiosamente a entrada de sua noiva: Benjamin, não fosse um traidor. Rebecca olhou pela janela e, lá de cima, podia ver toda a cerimônia armada. Estava tudo tão bonito com o arco de galhos e flores que fizeram para simbolizar a entrada por onde caminharia até o altar. Até mesmo a grama da fazenda parecia mais verde naquele dia sob o sol lindo brilhando em um céu azul quase cintilante. Mas Benjamin, seu futuro marido, não a amava. Dali ela conseguia perceber o quanto ele queria fugir ou correr e que se submetera aquele casamento apenas porque não queria perder a herança que seu pai lhe deixaria caso não se casasse com uma judia. O olhar de Rebecca vasculhou as duas fileiras de convidados e lá estava Larissa, com os cabelos arrumados em um penteado que Rebecca tinha certeza de que a moça não teria dinheiro para pagar. É claro que foi Benjamin quem arcou com os gastos. O vestido vinho também não devia ser barato, custou algumas centenas de reais. Larissa não pagou pela roupa, óbvio que não. As joias nem seria preciso citar. Larissa só estava ali por causa de Benjamin, para não deixá-lo só naquele momento em que ele simplesmente não queria viver. E que se pudesse fugir, o teria feito. Isso se não fosse deserdado pelo pai no mesmo instante. Isso doía no coração de Rebecca, seu noivo levou a amante para o próprio casamento. Não respeitou nem mesmo aquele momento. E doía mais ainda porque Rebecca o amava, porque desejava que Benjamin a amasse também, sempre foi assim, desde quando eram crianças. Na palma de Rebecca estava a moeda que Benjamin lhe dera anos antes, no dia em que Rebecca conheceu o cavalo de Benjamin e o batizou de Faísca. Ela apertou o metal com força por entre os dedos e mais uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Nunca teria o amor de seu marido, nem sequer o respeito ou apreço dele. Não poderia ter deixado Larissa comparecer. Seria o mínimo que Benjamin poderia fazer por Rebecca, mas não o fez. -- Filha, como você está linda! -- Disse o pai ao entrar no quarto. O véu que cobria o rosto de Rebecca não permitia ver as lágrimas molhando seu rosto. -- Obrigada. Vamos, papai? -- Claro que sim. Olha, Benjamin é um homem de sorte. -- Aposto que sim. -- Está feliz? -- Perguntou seu pai. A moça apenas assentiu, pois não conseguiria mentir com palavras. Ficou um silêncio depois dessa fala do pai. Será que nem ele e nem Raquel eram capazes de notar o quão escroto* Benjamin era? Que ele ele havia permitido que a própria amante estivesse no casamento? Ele levou Larissa, não respeitando nem mesmo aquele momento que seria um momento sagrado. Poderia não amá-la, mas seria o mínimo de respeito para com Rebecca, não permitir que Larissa estivesse ali. Impossível que os pais não soubesse das traições. Uma pequena carruagem, dessas de princesas, com rodas de madeira altas e ancorado a um lindo cavalo branco, a esperava na saída da casa da fazenda, a fazenda onde moraria. Morariam ela, Benjamin e a amante dele. Como Rebecca faria para suportar tudo isso? Com ajuda do pai, ela entrou na carruagem e sentou-se no pequeno banco e de frente para ela, seu pai. Rebecca sentia seu corpo pesado, o coração parecia ter sido substituído por chumbo e havia um nó na garganta. Rebecca amava Benjamin, amava mas que a si mesma, talvez. Desejava com toda sua força tirar aquele sentimento de dentro de si. -- Por que está tão calada? -- Perguntou o pai assim que a carruagem começou a andar. Rebecca tirou os olhos da paisagem que via pela pequena janela e mirou o pai. -- Estou com cólica. -- Rebecca... -- O pai pareceu preocupado. -- Rebecca, não me diga que você... -- Não, pai. Eu ainda sou virgem*. Nenhum homem me tocou. e que homem desejaria me tocar? Eu me pareço com uma mulher atraente? A frase saiu com um ressentimento mais evidente do que Rebecca teria gostado de demonstrar. -- Estou feliz que ainda seja pura, mas quanto essa última parte, o que quer dizer com isso, minha filha? Que nenhum homem gostaria de tê-la? Benjamin, Benjamin adora você. -- Não, não adora. Pare de agir como se não soubesse, papai. O senhor e a mamãe sabem que ele nunca me quis de verdade, que apenas está sendo obrigado a se casar. -- Rebecca... -- Seu pai mantinha um tom de advertência. -- Estou dizendo a verdade. -- Filha, os homens amam de maneira diferente. Espero que não envergonhe nossa família desrespeitando seu marido. As palavras subiram com tanta pressa pela garganta de Rebecca que ela precisou levar a mão à boca para não deixar tais palavras se juntarem em uma frase que seria: Mas Benjamin pode me desrespeitar levando a própria amante no dia do nosso casamento? -- Não, papai, nunca irei envergonhar nossa família. Não se preocupe com isso. -- Está tudo bem? Ainda está com cólicas? -- Sim, mas está passando. -- Respondeu ela. A carruagem parou bem em frente ao arco de gravetos e flores, dando entrada para um longo tapete vermelho estendido sobre a grama verde. Convidados se levantaram de ambos os lados do corredor de cadeiras, curiosos por vê-la. Perto do altar, os músicos já se ajeitavam para iniciar a marcha nupcial, apenas esperando o comando da mestre de cerimônias, que tentava coordenar tudo. Dois ou três fotógrafos começaram a clicar fotos de Rebecca. Os flashes a irritavam. -- tira um pouco o véu -- pediu a cerimonialista. -- Não, não quero -- Respondeu Rebecca de maneira seca -- Quero que fique exatamente como está. -- Rebecca, apenas para fotos do álbum de casamento -- Disse o pai. -- Sim, querida. Vai ficar linda. Senão depois vai se arrepender de não ter fotos para o seu álbum. Hoje é seu dia. Rebecca quase riu da fala da cerimonialista. Chega ser irônico ouvir aquilo. -- Não quero, já disse. Vamos. -- claro, claro. Vou dar ordem aos músicos. A cerimonialista pediu que os fotógrafos corressem para frente do altar, para pegar a entrada de Rebecca. Ela posicionou a noiva na entrada do arco ao lado de seu pai, que a entregaria ao noivo, e deu sinal aos músicos, para que pudessem iniciar a marcha. E logo os instrumentos de sopro harmonizados com os de corda passaram a ecoar uma melodia esplendorosa que preenchia tudo ao redor. Era linda de se ouvir. E triste de se escutar. -- Podem entrar e lembrem-se apenas de não irem de maneira apressada. Olhe para os convidados de cada lado, Rebecca. Você está linda, boa sorte -- Disse a cerimonialista ao ajeitar o véu e a cauda gigante do vestido em um último gesto que não faria muita diferença. Rebecca deu o braço para o pai e ajeitou o buquê ao lado do corpo. Ela olhava aquelas pessoas que estavam levemente borradas por conta do véu cobrindo seu rosto. Algumas sorriam, outras cochichavam algo que ela não sabia o que era. Outras choravam de emoção, mas se soubessem sobre o que de fato acontecia ali, chorariam de tristeza pelo destino de Rebecca -- casar-se com um traidor frio que não respeitava nem o dia do casamento. Em uma dessas olhadas para os convidados, o olhar de Rebecca cruzou-se com o de Larissa, a filha dos caseiros da fazenda e amante do seu futuro marido. A moça estava bonita, Larissa era bonita. Apesar do véu que cobria o rosto de Rebecca, Larissa parecia ser a única pessoa capaz de perceber a dor no olhar de Rebecca e de divertir-se com isso também. Larissa sabia que , apesar de Rebecca estar se casando com Benjamin, Benjamin não amava Rebecca, ele amava a ela, Larissa. Benjamin havia prometido a Larissa que nunca encostaria um dedo em Rebecca e que o casamento seria apenas de fachada. Então a moça não se preocupava de não ser ela caminhando até o altar onde Benjamin estava. A aliança que Rebecca receberia em seu dedo da mão esquerda não era páreo para o que Larissa tinha na palma da mão: o coração de Benjamin. O pai de Rebecca a entregou no altar. Os olhos da menina em momento algum se encontraram com o do noivo. Benjamin até tentou cumprimentá-la, mas Rebecca apenas se ajoelhou diante do Rabino assim que a marcha nupcial parou. O rapaz ficou com certo estranhamento, mas fez o mesmo que a noiva após olhar para o entorno para ver se algum convidado havia notado que a noiva o ignorou. As palavras do rabino eram vagas para Rebecca, ela não era capaz de assimilá-las, apenas queria que tudo aquilo acabasse logo, que sua mãe parasse de chorar emocionada, e que seu pai enxergasse que aquele casamento era uma fraude. -- E que Deus abençoe essa união -- disse o Rabino caminhando para o fim da cerimônia. Depois o rabino fez a famosa pergunta: se Rebecca aceitava Benjamin Hacker como seu legítimo esposo. A moça disse que sim, um sim seco, sem qualquer emoção ou suspense. A mesma pergunta fora feita ao noivo e Benjamin respondeu afirmativamente. ele olhou para Rebecca mas ela continuava com a cabeça virada para o rabino. Não aprecia estar ali. -- Então o noivo pode beijar a noiva. Benjamim esperava por isso, e não se importava de beijar Rebecca, não naquele dia. Já até havia conversado com Larissa, de que seria obrigado e que ela não ficasse com ciúmes. Ambos se ergueram e ficaram de frente um para o outro. O coração de Rebecca ardia, pensando ao ver aquele homem bonito e por quem era apaixonada, se casando com ela puramente para não perder sua herança, e que a mulher que o interessava estava lá, em meio aos convidados, rindo de sua desgraça. O amor que Rebecca nutria desde muito nova por Benjamin, transformava-se em dor, rancor*, mágoa e desejo de retribuir na mesma moeda toda a aquela vergonha que ele a fazia viver. Benjamin iniciou o movimento para puxar Rebecca e beijá-la. Rebecca, porém, se afastou, ouvindo um burburinho se alastrar pela multidão de convidados. Rebecca olhou nos olhos de Benjamin e ele pode ver que ela chorava. Benjamin sabia porque a sua esposa chorava, não era t**o. Ele ficou sem reação, e antes que pudesse detê-la, Rebecca saiu do altar, sem beijar o noivo, o que foi motivo para uma comoção exasperada inflamar os convidados, alguns até horrorizados, acreditando que algo de muito grave entre os recém casados estava acontecendo. Mas não se tratava disso. Esse foi o primeiro passo que Rebecca deu para se vingar de seu, agora, marido. Com a cabeça erguida, Rebecca segurou a barra do vestido e negou qualquer ajuda da cerimonialista. Ela queria que todos vissem, que todo mundo percebesse que aquilo era uma fraude, mas que sobretudo Benjamin percebesse que seus dias casados com ela não seriam fáceis Se eu não poderia fazê-la feliz, Rebecca decidiu retribuir o respeito que Benjamin teve por ela na mesma medida. "Vinte e três de março, Domingo ensolarado. Me chamo Rebecca e vou contar como me vinguei de Benjamin Hacker"

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