CASEBRE DA VELHA DO RIO. UMA RAJADA DE VENTO ABRE A JANELA E FAZ LARISSA SE ASSUSTAR. MAS A MENINA NÃO RECUARIA, MESMO O UNIVERSO TENTANDO AFASTÁ-LA DALI. A velha levantou-se. Foi até o fogão a lenha e pegou uma concha. Encheu sua xícara com o caldo que havia dentro do caldeirão. Era uma espécie de gosma verde levemente espessa. Não parecia algo saboroso. -- Quer? -- Perguntou a velha do Rio. -- Não, obrigada -- Respondeu Larissa tentando esconder sua feição de nojo -- A senhora não vai me ajudar ou não? Ficou um silêncio até a Velha do Rio sentar-se em sua cadeira e voltar a balançar enquanto sugava o líquido verde de sua caneca, refletindo. -- Não vou ajudá-la, serão os espíritos. Eu sirvo apenas como um canal. Se algum deles quiser atender seu desejo, eu apenas serei como uma linh

