LUA ALTA NO CÉU, BRILHANDO NA ESCURIDÃO ACIMA DA COPA DAS ÁRVORES, TINGINDO TUDO DE UM TOM PRATA, SOMBRIO E PÁLIDO. AS FOLHAS DAS ÁRVORES BALANÇAM FAZENDO UM SOM DE CHOCALHO SUTIL. CORUJAS UIVAM, O VENTO UIVA. POR ENTRE AS ÁRVORES A CASA DA VELHA DO RIO, FEITA DE MADEIRA E BARRO, TEM SEU INTERIOR ILUMINADO POR UMA LAMPARINA ANTIGA, DESSA DE QUEROSENE, QUE FAZ SOMBRAS DENTRO DO LUGAR TREMELUZIREM. Larissa sentiu medo da primeira vez que procurou a mulher. A Velha do Rio era uma espécie de lenda viva, da qual todos tinham uma história para contar sobre, de algum conhecido que já havia procurado os favores da velha feiticeira e conseguido o que almejavam, apesar de depois terem pagado algum preço por se envolverem com forças ocultas. Ao menos eram os boatos que corriam no entorno da Velha do

