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O Viúvo Que Me Odiava

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Sinopse

Sillia foi contratada para cuidar de Letícia Farina, uma esposa frágil em corpo… mas c***l em essência. Enquanto todos acreditavam que Letícia era uma mulher doce, Sillia conhecia a verdade amarga por trás das paredes daquela mansão: humilhações, gritos, ameaças veladas e noites intermináveis de abuso silencioso.Alónzo Farina, o marido ausente, jamais enxergou o que acontecia sob seu próprio teto. Preso a um casamento de aparências, selado por um acordo entre famílias poderosas, ele se afastou, até que a morte da esposa o trouxe de volta… e com ela, o ódio.Agora viúvo, Alónzo tem certeza de uma coisa: Sillia é culpada. Ela estava com Letícia no fim. Ela tinha acesso aos remédios. Ela tinha motivos.Mas o que ele não sabe é que Sillia também guarda segredos, e nenhum deles envolve assassinato.Presos por um testamento inesperado, eles serão forçados a conviver. Ele quer puni-la. Ela só quer sobreviver. Mas a verdade está prestes a emergir... e destruir o pouco que restou de cada um deles.

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"A chegada Do Viúvo"
A chuva começava a cair na mansão dos Farina. Sillia observava o caixão com o corpo de Letícia Farina, sua ex-patroa, a mulher que atormentou sua vida por um ano inteiro. Letícia tinha uma beleza angelical, mas por dentro era um verdadeiro demônio. ​Sillia encarava os longos cabelos loiros da falecida. Ela parecia apenas dormir. Mas chorar? Ela não conseguia. Nunca desejou a morte daquela mulher, longe dela ser assim. Mas desde o primeiro dia em que pisou naquela casa, Letícia a odiava com todas as forças. No início, ela não entendia o motivo. Talvez fosse por causa da dívida que sua mãe tinha com a família Farina. Mas, no fim, entendeu: Letícia a odiava simplesmente por ser c***l. Olhou ao redor, procurando o marido da falecida. Em um ano naquela casa, ela jamais o viu. Letícia dizia que ele era mais frio que as geleiras da Antártida. Todos sabiam que o casamento havia sido arranjado entre as duas famílias. Em três anos, Letícia teve muitos amantes, e o marido nunca se importara. Isso a deixava cada vez mais amarga. O abandono era, para ela, pior que qualquer coisa. ​No início, ela sentia pena daquela mulher. Tentou oferecer afeto. Mas Letícia apenas ria da sua cara. Ela sofria de lúpus e teve várias crises durante o período em que Sillia cuidou dela. No fim, não resistiu. ​Sillia foi tirada de seus pensamentos ao perceber um rosto conhecido se aproximando. Era o irmão de Letícia, um homem alto e loiro. Ela sempre o via muitos próximos, no começo pensou que era mais de um dos amantes de Letícia, já que sua família nunca comentou sobre o irmão dela. ​— Não imaginava te encontrar aqui — disse ele, seco. — Achei que quando minha irmã morresse você iria embora. ​Sillia se surpreendeu com o ataque. ​— Josep — disse, firme —, por que eu iria embora? Eu cuidei da sua irmã por um ano. ​— E foi bem paga para isso. Mas não fez o serviço certo. Porque, se tivesse feito, minha irmã estaria viva. ​Sillia sentiu o rosto queimar. Várias pessoas começavam a olhar a cena se formar. ​— Eu cuidei de Letícia com todo o respeito e cuidado. Fiz tudo o que estava ao meu alcance. Não me coloque como culpada nisso. ​— Que seja... ​Ele se afastou, deixando Sillia sem reação. Ao redor, cochichos se espalhavam como fogo em palha seca. Alguém tocou seu ombro com delicadeza. ​— Sillia, você está bem? ​Era o doutor Gerald, médico de Letícia, um homem sempre gentil. ​— Doutor Gerald... eu estou bem. Só que não está sendo fácil. Eu fiz de tudo o que pude por Letícia e ainda assim estou sendo massacrada. ​— Eu sei, Sillia. Você cuidou dela com carinho. Eu vi isso de perto. ​O velório seguiu sem mais tumultos. Mas Sillia ouviu duas mulheres comentando próximas ao caixão: ​— Como o marido não aparece no próprio enterro da mulher? ​— Todos sabem que Alonzo casou com Letícia por obrigação — respondeu a outra, com desdém. — Ele sempre deixou claro que esse casamento não significava nada pra ele. ​— Agora é um belo viúvo — disse a primeira, com malícia. — Jovem ainda, trinta e três anos. Vai ter fila de mulher querendo consolar. ​Sillia sentiu náuseas. Como podiam ser tão descaradas? Falar daquilo no velório da esposa do homem. Mas não teve tempo de pensar muito. Alguém entrou no salão e o ambiente ficou mudo. ​Sillia levantou os olhos. Um homem alto, de cabelos castanhos escuros e olhos incrivelmente verdes, atravessou o salão. Seu rosto, no entanto, não tinha expressão alguma. Estava ali apenas por estar. ​“Quem será ele?”, pensou Sillia, observando-o. Sentiu o olhar dele pousar sobre si com desdém. “Por que está me encarando assim?”, questionou-se, corando. ​Chegou a hora do enterro. Todos fizeram a oração. Ninguém chorava. Nem a própria mãe de Letícia. Sillia pensou: Que família sem coração. ​Após o enterro, as pessoas começaram a se dispersar. Sillia, que ainda morava na casa, sabia que provavelmente teria de voltar para sua cidade. Mas não se entristecia. Sentia falta da mãe. ​Estava arrumando suas coisas quando o mordomo apareceu à porta do quarto. ​— Sillia, vá até o escritório. ​Ela franziu o cenho, sem entender. Mas obedeceu. Caminhou pelos corredores silenciosos até a enorme porta dupla do escritório. Bateu. Nenhuma resposta. Abriu devagar. ​Um homem estava de costas, diante da enorme janela de vidro. A luz do entardecer iluminava os cabelos castanhos dele. ​Sillia se surpreendeu. Era o homem do velório. ​Ele se virou e a fitou com aqueles olhos impassíveis. Ela não sabia o que ele queria com ela. Mas manteve a postura e falou com educação: ​— Desculpe... o que o senhor quer comigo? ​Ele sorriu. Um sorriso debochado, amargo. ​— O que eu quero? Eu queria que a funcionária contratada para cuidar da minha esposa tivesse feito seu trabalho. Talvez, assim, ela tivesse sobrevivido. ​Sillia ficou sem palavras. O choque ainda não passara quando ele deu mais um golpe: ​— Então, Sillia... o que você tem a me dizer?

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