On Kate
"Família é uma palavra muito especial, pode significar costumes, comportamentos, tradições e regras mas também é sinônimo de amor incondicional."
- Kate você tem que fazer essa operação da certo - disse meu pai, estávamos na sala de reunião na nossa casa em San Francisco.
- Pode deixar pai, vou fazer com que tudo saia perfeito - falei.
- Kleber, Maya e Eliza também vão com você e mais 3 associados - meu pai falou.
- Kleber? - perguntei, meu pai deu uma tragada no seu charuto.
- Sei que vocês têm uma briga i****a não sei o motivo e também não quero saber, isso vocês se resolvem. Ele sim, já conversei com ele, você manda ele respeita, ponto. - ele disse, suspirei.
- Tudo bem - falei e eu também não poderia falar nada.
Sai da sala encontrando minhas irmãs e Kleber na sala já me esperando, era sexta de manhã, Flavie iria esperar a gente no aeroporto e ficaríamos em um hotel que ela era dona, éramos visitantes em uma cidade inimiga, eu nunca tinha pisado na Flórida ou em Nova York, nunca fui a Time Square, só fui na Disney uma vez escondida porque eu queria muito conhecer, minha vida não me permitia conhecer cidades que não eram da minha família.
Pegamos nosso jatinho particular, a viagem foi longa chegamos em Miami no início da noite, encontramos Flavie no salão de desembarque do aeroporto, ela estava com um rapaz alto, forte, cabelos castanhos claros um pouco arrepiados, ele estava de roupa social, vi um anel dourado no seu dedo, ele era muito bonito, tinha mais três homens mais atrás, ficamos frente a frente.
- Boa noite, bem vindos a minha cidade. Esse é meu irmão Dean - Flavie falou.
- Boa noite, esse é meu primo Kleber as outras duas você já conhece mas seu irmão não, essa é Maya e Eliza minhas irmãs - falei.
- Prazer - disse Dean encarando Maya ao meu lado, estreitei os olhos pra eles.
Apertamos as mãos em um comprimento firme de boas vindas, Flavie falou que tinha alugado carros pra gente, eram dois carros pretos, a gente se dividiu, seguimos eles até um grande hotel perto do porto de Maimi, a cidade era muito bonita, tinha bastante gente circulando pelas ruas, era sexta a noite então muitos estavam se divertindo pelos bares e boates da cidade. Flavie apresentou o hotel pra gente, era da família Garcia.
- Vocês vão ficar na cobertura, cada um em um quarto para o conforto de todos - disse Flavie.
- Você é bem receptiva - disse Kleber sorrindo pra Flavie, eu conhecia aquele sorriso, ele queria conquistar Flavie e isso me irritou.
- Gosto de tratar meus convidados com o maior conforto que eu puder oferecer - falou Flavie, revirei os olhos.
- A noite parece bem agradável porque a gente não sai um pouco? - perguntou Kleber, eu iria arrancar as mãos dele se ele tocar na Flavie, sim tenho ciúmes.
- Não vejo problema nisso não é Dean? - perguntou Flavie, Dean sorriu e era um belo sorriso.
- Claro que não - ele disse.
Combinamos de nos encontrar no salão do hotel em uma hora, eu não tinha trazido roupa pra sair pra uma boate, pensei que ficaria aqui no hotel até amanhã depois ir embora. Então fiquei com a mesma roupa que eu estava, so tirei meu blazer preto ficando com minha regata branca e minha calça social preta, deixei meu cabelo solto e só reforcei minha maquiagem marcando meus olhos.
Enquanto me olhava no espelho passei meus dedos sobre minhas tatuagens, primeiro o S da minha família, depois no meu pulso o nome da minha avô que faleceu a 5 anos atrás, no meu braço esquerdo a data da primeira pessoa que matei eu tinha marcado isso na minha pele, eu iria levar essa culpa por toda minha vida a única pessoa que eu tirei a vida sem realmente essa pessoa merecer, eu tinha uma libélula na nuca em homenagem também a minha avô, no braço esquerdo um pouco abaixo da dobra do meu braço eu tinha uma arma tatuada igualzinha a que eu ganhei do meu pai e uma frase abaixo das minhas costelas "Não faz sentido se você não sentir"
Fiz essa tatuagem quando matei pela quinta vez quando eu tinha apenas 19 anos, eu tinha acabado de entrar nos negócios, não fazia nem 2 anos e eu já tinha mais de 5 mortes nas costas, fiz essa frase para mim não esquecer que eu não sou um monstro e tenho que sentir, o mundo vem tentando me transformar em um monstro desde o dia em que eu nasci.
- Kate - olhei pra porta dando de cara com o Kleber que tinha tirado seu terno ficando apenas com uma regata preta e calça social - Vamos nos divertir priminha - ele disse sorrindo.
Revirei os olhos, coloquei minha arma nas minhas costas embaixo da minha regata não seria problema andar com armas, tenho porte e ainda estamos no território da Flavie ninguém iria parar a gente.
Fomos para uma boate chique, deixei os homens que vieram com minha família livres pra se divertir hoje a noite, Flavie falou que avisou todo o pessoal dela que estaríamos na cidade e que não era pra ter confusão.
A gente ficou no camarote só tinha a gente lá ninguém mais podia subir, a boate estava cheia, música alta, nós nos sentamos em um grande sofá vermelho rodondo com uma mesa grande na nossa frente, Kleber sentou do meu lado só que ele ficou entre mim e Flavie, eu sabia o que ele queria.
- O que vocês querem? Podem pedir qualquer coisa - disse Dean.
- Bebidas e mulheres - falou Flavie antes da gente falar alguma coisa, Flavie chamou um dos homens dela que estava afastado perto das escadas ele se aproximou - Traga uísque, alguns cigarros e umas garotas pra cá - disse Flavie.
- Talvez eu não precise de garotas - falou Kleber olhando pra Flavie que sorriu pra ele, p***a ela era tão linda e estava perfeiramente vestida com um vestido preto até a altura dos joelhos.
- Kleber, isso não vai acontecer - ela disse pra ele que não ficou acabado com o fora dela e eu fiquei feliz com o fora que ela deu.
- Então parece que eu tenho que me contentar com alguma das suas amigas essa noite - ele disse, ela sorriu.
- É, você vai - falou.
As bebidas chegaram junto com algumas meninas, elas eram bonitas estavam com vestidos e sorrisos fáceis uma já foi longo se sentado no colo do Dean e outra no do Kleber, uma loira colocou um copo de uísque pra mim sorrindo.
- Com gelo ou sem gelo? - perguntou com uma voz doce demais.
- Puro - falei sorrindo pra ela que me entregou o copo - Nome? - perguntei.
- Tara - disse e se sentou no meu colo.
A noite passou diante dos meus olhos rapidamente, ficamos boa parte da noite bebendo e conversando coisas banais nada de negócios, foi uma noite agradável, voltamos pro hotel por volta das 3 horas da madrugada, Tara estava comigo, Maya trouxe uma garota e Eliza também, Kleber exagerado estava com duas. Nossos homens também estavam se divertindo.
Me sentei na cama vendo a mulher na minha frente tirar o vestido ficando só com uma lingerie vermelha, eu estava com um cigarro na boca, dei uma longa tragada soltando a fumaça pelo nariz, ouvi duas batidas na porta e depois ela se abriu Flavie entrou séria, ergui uma sobrancelha.
- Tara você pode deixar nós duas sozinhas, pode voltar pra casa - disse Flavie.
- Sim senhora - disse a moça se vestindo rapidamente e dando apenas um aceno para mim.
Enquanto eu fumava meu cigarro observei Flavie trancar a porta e se aproximar de mim ficando no minha frente, segurei sua cintura que eu tanto gostava.
- Estava esperando por isso a noite toda - ela disse, sorri pra ela.
- Pensei que iria ficar com o Kleber - falei dando uma tragada no meu cigarro.
Flavie se afastou sorrindo colocou as mãos na barra do vestido levantado ele logo em seguida, mordi meus lábios vendo ela apenas de lingerie preta e salto na minha frente, ela era linda, tinha o copo perfeito seus p****s médios, barriga lisinha, suas coxas grossas torneadas, Flavie tinha na coxa um coldre com sua arma prateada, diferente de Tara apenas ver a Flavie semi nua na minha frente já me deixava excitada, ela tem um poder sobre o meu corpo que eu não sei explicar.
- Kleber tem um sorriso bonito e é charmoso mas não é ele que eu quero dentro de mim essa noite - ela disse se aproximando de mim.
- O que é que você quer dentro de você hoje? - perguntei.
Ela se aproximou tirou o cigarro da minha mão jogou ele no chão pisou, logo em seguida sentou no meu colo com uma perna de cada lado da minha cintura, coloquei minhas mãos em sua cintura quente e macia.
- Sabe o que eu quero dentro de mim? Quero seus dedos me fodendo rápido e fundo como só você sabe fazer - Flavie falou no meu ouvido.
Apertei a cintura da Flavie com força ao me arrepiar com o que ela tinha falado, Flavie segurou meus cabelos e me beijou com desejo, logo senti sua língua invadir minha boca buscando a minha com vontade, beijar Flavie era arte, nunca um beijo foi tão prazeroso com é com ela.
Quando o ar nos faltou eu comecei a beijar o pescoço cheiroso da Flavie eu amo o cheiro dela, eu beijava e dava leves mordidinhas, fiquei em pé com Flavie no meu colo fazendo ela rir e agarrar meu pescoço, joguei ela na cama enquanto eu ficava em pé, sob o olhar da Flavie tirei minha camisa, tirei minha arma das costas colocando em cima da cama e depois tirei minha calça ficando só de lingerie azul marinho. Tirei meus saltos e os da Flavie.
Ela me observou pegar minha arma depois a dela que estava no coldre em sua coxa, ao pegar as duas caminhei até a cabeceira da cama deixando as duas lá e logo em seguida me deitei em cima da Flavie entre suas pernas, beijei Flavie com urgência tirando seus sutiã rapidamente, eu estava com fome dela.
Eu comecei a descer meus beijos devagar pelo seu pescoço e colo enquanto eu apertava seus s***s que cabiam perfeitamente nas minhas mãos, parecia que eles foram feitos especialmente para mim, até finalmente chegar em s***s com a minha boca.
Os chupei de forma lenta e delicadamente era tão bom ter eles na minha boca, Flavie parecia gostar também de me ter ali porque ela segurava meus cabelos com força enquanto suspirava, quando me dei por satisfeita desci meus beijos pela barriga dela que estava com a respiração desregulada. Quando cheguei perto da calcinha da langeri dela eu já sentia o seu cheiro maravilhoso, Flavie jogou a cabeça pra trás ao sentir minhas mãos apertando com força suas coxas para logo em seguida puxar sua calcinha pra baixo.
Abri as pernas da Flavie com delicadeza observando ela de cima a baixo, sua b****a era linda, delicada e estava molhada esperando por mim, Flavie colocou os cotoves na cama para me olhar melhor, peguei a liga que estava no meu braço fiz um coque no meu cabelo no alto da cabeça, Flavie mordeu os lábios quando deslizei minha mão desde os s***s dela até alcançar o interior de suas coxas, com as pontas dos dedos comecei a fazer círculos em seu c******s de forma lenta.
- Kate não me tortura - ela sussurro jogando a cabeça pra trás e fechando os olhos, ela era tão linda.
- O que você quer? - perguntei enquanto beijava suas coxas pertinho da sua b****a.
- Quero que me chupe como só você sabe fazer - ela disse, assim que Flavie terminou a frase eu dei uma lambida da sua entrada até seu c******s - Oh Kate... - Flavie gemeu deitando na cama novamente.
Gemi junto sentindo seu gosto maravilhoso o melhor que eu já provei, Flavie agarrou os lençóis da cama quando ela sentiu minha língua chupando e lambendo seu c******s, devagar mas de forma intensa, Flavie tava gemendo tão gostoso pra mim que eu sentia minha própria i********e molhada na minha calcinha.
Quando Flavie estava perto de gozar, eu subi meus beijos até nossas bocas se encontrarem acalmando os gemidos dela com um beijo calmo e profundo. Antes dela reclamar por mim ter parado comecei a masturbar Flavie fazendo círculos em seu c******s de forma rápida, Flavie agarrou meu cabelo desfazendo o coque que eu tinha feito enquanto ela gemia no meio do beijo, até que ela se afastou da minha boca começando a gemer mais alto.
- Goza pra mim - falei perto do ouvido da Flavie e bastou isso pra ela gozar nos meus dedos.
Era linda avisão de ver ela entregue pra mim dessa forma, boca entre aberta soltando o melhor som do mundo que são seus gemidos, olhos fechados, cabeça pra trás e uma fina camada de suor cobrindo seu lindo corpo, era a melhor visão do mundo.
Fui parando meus movimentos devagar, Flavie abriu seus olhos castanhos que agora estavam mais claros, eles sempre ficam da cor de mel depois que ela goza e bem escuros quando ela está com t***o, sorri pra ela que sorriu de volta pra mim, sentindo seu g**o nos meus dedos desci minha mão até a entrada da b****a dela e introduzi dois dedos dentro dela, esse movimento pegou Flavie de surpresa.
- p***a Kate... - Flavie gemeu fechando os olhos e agarrando meus cabelos enquanto eu beijava seu pescoço.
Está com meus dedos dentro da Flavie era maravilhoso, quente, húmido e apertado, meus dedos deslizavam para dentro e para fora de forma fluída não tão rápido aproveitando cada centímetro dela.
- Mais rápido por favor - Flavie gemeu, sorri em seu pescoço, aumentando a velocidade e a força.
O quarto cheirava a sexo, o som ambiente era os gemidos da Flavie e o barulho dos meus dedos entrando e saindo dela com mais força e velocidade, não demorou muito e Flavie gozou em meu dedos pela segunda vez na noite, ela puxou meu cabelo para me beijar enquanto gemia na minha boca.
Quando seu corpo se acalmou tirei meus dedos de dentro dela enquanto eu ainda a beijava, em um movimento rápido Flavie virou o meu corpo ficando por cima de mim sentada na minha cintura, era uma linda visão ter ela sentada em cima de mim, sorri pra ela.
- O que vai fazer Flavie? - perguntei, ela sorriu pra mim.
- Sentir você - ela disse mordendo os lábios.
Flavie abaixou o tronco para me beijar, primeiro os meus lábios, depois o meu pescoço enquanto suas mãos tiravam o meu sutiã, seus beijos desceram até meu seio direito onde ela começou a chupar e beijar, era tão gostoso ter sua boca ali, agarrei seus cabelos quando ela chupou meu mamilo colocando ele todo na boca.
Suas mãos logo desceram pela minha barriga até chegar na barra da minha calcinha que ela puxou pra baixo descendo seus beijos pelo meu abdômen, Flavie tirou minha calcinha e abriu minhas pernas me deixando exposta pra ela que sorriu, mordi mordi meus lábios reprimindo um gemido mais alto quando ela baixou a cabeça e soprou em minha b****a que estava escorrendo de t***o.
- Não me tortura por favor - sussurrei fechando os olhos quando Flavie sorriu novamente contra minha carne molhada, eu estava muito sensível.
Ela não demorou mais, senti sua língua lamber da minha entrada até meu c******s colocando ele todo dentro da boca o chupando e depois começou a fazer círculos com a língua sobre ele, agarrei os cabelos da Flavie, talvez eu estivesse até machucando ela mas era difícil me controlar enquanto ela me chupada.
- Flavie, isso é tão gostoso... - gemi, eu costumava me controlar no sexo mas com Flavie eu não tinha controle nenhum sobre nada.
Flavie continuou seu trabalho, não demorou muito pra mim gozar em sua boca gemendo alto pra ela, enquanto eu ainda sentia os últimos espasmos do meu orgasmo Flavie subiu seus beijos e me beijou, eu sentia meu gosto em sua boca era bom, durante o beijo senti Flavie me penetra com dois dedos de forma lenta, gemi em sua boca.
Agarrei seus cabelos que eu tanto gostava enquanto ela entrava e sai de mim com mais velocidade e força, foi impossível continuar o beijo, eu queria gemer livremente, joguei minha cabeça pra trás sentindo meu segundo orgasmo da noite se aproximando, Flavie começou a beijar meu pescoço com mais força, provavelmente ficaria roxo mas não me importo.
Pela segunda vez na noite deixei a onda de prazer me atingir de forma maravilhosa, sentindo meu corpo vibrar, minha b****a esmagando os dedos da Flavie que estavam dentro de mim. Aos poucos minha respiração e corpo se acalmaram.
Abri meus olhos dando de cara com os olhos marrons mais lindos que eu já tinha visto e um sorriso lindo no rosto da Flavie, nós tínhamos uma conexão inexplicável durante o sexo, a gente não conversava muito sobre nada, normalmente essa era hora da Flavie ir embora ou eu.
Só que Flavie se deitou ao meu lado olhando pro teto, ficamos em silêncio por um tempo, até que Flavie se levantou indo até o banheiro, ouvi o barulho do chuveiro, enquanto ela tomava banho decidi fumar um cigarro, coloquei minha calcinha e minha regata, acendi um cigarro me sentando na cama.
Eu já estava no meu segundo cigarro quando Flavie saiu do banheiro vestindo um roupão, seus cabelos amarrados no alto da cabeça, ela se deitou ao meu lado e ficou me observando.
- O que? - perguntei, ela deu de ombros.
- Acho meio engraçado a gente tá aqui, nossas famílias são rivais mas nossos membros não se matam a mais de 20 anos, não tem brigas nas prisões, a gente mantém os nazistas, nacionalistas, latinos, asiáticos e negros sob nosso controle vendendo o que queremos eles só precisam passar o dinheiro pra gente e tudo fica lindo. - ela disse, ergui uma sobrancelha.
- E onde você quer chegar com isso? - perguntei, Flavie esticou o braço tomando meu cigarro pondo em sua boca.
- Quero dizer que nossos pais não vão matar a gente se um dia eles souberem disso - ela disse, acabei sorrindo.
- Entendi, isso é um conforto pra quando forem colocar uma bala na sua cabeça por traição? - perguntei ela riu, peguei meu cigarro de volta.
- Não tem regras sobre t*****r com um Swan - ela disse - Estou dizendo que tudo está muito quieto e organizado - ela disse.
- Sim, a gente só tem que manter e não estragar tudo - falei, ela sorriu e fechou os olhos.
- Me conte algo que eu não saiba sobre você - ela disse e me olhou, olhei pra ela meio confusa, o meu segundo cigarro já tinha acabado coloquei o que sobrou só criado mudo.
- Bom ou r**m? - perguntei, ela deu de ombros.
- Tanto faz - ela disse.
- Não sei se tem muitas coisas boas na minha vida, então vou contar uma coisa que marcou e você me conta uma sua fechado? - perguntei, ela assumiu - Eu matei pela primeira vez com 16 anos com essa mesma arma dourada que ganhei do meu pai - falei, Flavie me olhou surpresa.
- Nossa, você era uma criança ainda - ela disse, até pra uma pessoa que vive uma vida parecida com a minha sabe que foi precoce.
- Faz parte do ritual Swan, ele não merecia, não tive coragem de olhar nos olhos dele, não vou entrar em mais detalhes. Eu sou uma Swan, tá no meu sangue, tinha que ser feito - falei, ela assentiu meio pensativa.
- Matei pela primeira vez com 18, poucos dias depois de fazer minha tatuagem. Não lembro muito bem do rosto, estava escuro. Foi em um tiroteio com uma gangue da Pensilvânia, levei um tiro pela primeira vez 3 meses depois - ela disse mostrando na perna uma pequena cicatriz na coxa.
- Primeiros 6 meses bons em - falei ela sorriu.
Me levantei para ir ao banheiro, tomei um banho rápido sem molhar o cabelo, vesti uma camisa grande de banda de rock que eu trouxe na minha mala, quando voltei pro quarto Flavie estava dormindo lindamente, sorri foi inevitável.
Olhei pela janela o dia estava clareando, eu tinha apenas mais algumas horas pra dormir antes da entrega, me deitei ao lado da Flavie ficando de costas pra ela, eu não iria dormir de conchinha eu não era assim, bom, acho que não sou.