On Kate
"Estes somos nós a família Swan, nós permanecemos juntos sempre e para sempre"
- Para dar início a reunião de família coloquem na mesa seus anéis - disse meu pai.
Tirei meu anel do meu dedo médio da mão direita, era um anel de ouro com um S grande representando a família, todos membros da família de sangue tinha um, ganhamos um quando completamos 18 anos e passamos pela prova de lealdade. Cada um colocou seu anel no meio da mesa.
Estávamos na sala de reunião, uma mesa grande com 10 cadeiras ocupadas por membros da família meus irmãos, primos, meu pai e meu tio, meu pai se sentava na ponta da mesa, no seu lado direito meu irmão, meu tio no esquerdo, eu estava do lado do meu irmão, essa era a sequência do comando meu pai, meu tio Aron, Jonh, eu, Maya, Kleber, Tania, Taylor e por último Eliza.
Normani atrás da Taylor porque a Eliza não era uma Swan de sangue por assim dizer porém ela ganhou o direito à um anel e um lugar na mesa porque os pais dela eram muito amigos do meus pais e porque Eliza foi criada pela minha família, pra mim ela era minha irmã mas existiam regras uma já tinha sido mudada por ela ter um anel, a hierarquia não podia mudar.
Minha mãe também tinha um anel por ser casada com meu pai mas ela não tinha um lugar na mesa pra votação, meu pai iria colocar ela na mesa por causa da exceção da Eliza, mas minha mãe não quis.
- Estamos aqui essa noite para votarmos - meu pai falou, ergui uma sobrancelha.
Normalmente quando tem votação é uma mudança em algum negócio ou no nosso código que foi se modificando ao longo dos anos.
- Surgiu um novo negócio com a máfia Italiana, eles querem vender alguns remédios controlado pra gente pela metade do preço, eles precisam de dinheiro pra financiar uma guerra que eles estão tendo com máfia Russa - falou Tio Aron.
- A gente não se mete com remédios - falou Maya.
- Podemos vender pros hospitais e clínicas - disse meu pai.
- Novos negócios, porém essa é uma área que a gente não tem domínio, provavelmente tem alguma organização cuidado disso nos nossos estados - falou Taylor.
- Sim provavelmente tem pessoas cuidando disso porque a gente nunca se envolveu com remedios ilegais, mas também não tem só isso, existem muitas pessoas que são dependentes desses remédios podemos vender pra esse público também - disse minha mãe.
- Temos alguns contatos em alguns hospitais, tenho certeza que muitos hospitais privados vão adorar economizar com remédios - falou meu pai.
- Vamos expulsar alguma organização de remédios se encontrarmos? - perguntei.
- Não, deixem eles fazerem seus negócios, os remédios é um negócio temporário por enquanto. Vamos receber as cargas no final de semana se vocês aceitarem - disse meu tio.
- Pode gerar um lucro de 50 milhões de dólares, vamos gastar 15 milhões pra comprar deles - disse meu pai.
- Bom lucro - disse Tania.
- Porém eles vão chegar pelo porto da Flórida eles não vão conseguir fazer chegar no nosso porto - falou minha mãe.
- Não podemos passar pelo porto dos Swan's - falei.
- Vamos votar, depois damos um jeito- disse meu pai.
Um celular começou a tocar fazendo um barulho irritante, era o de Maya, todo mundo olhou pra ela que parecia irritada.
- É do meu informante da polícia do Texas - disse Maya olhando pro nosso pai.
- Atenda - falou meu pai.
- Alô - Maya atentou ficando um tempo em silêncio, derepente ela bateu na mesa irritada - Ok, vou mandar mais homens aí - ela disse e desligou.
- O que ouve? - meu pai perguntou.
- Na minha cidade no Texas Cotulla, a Interpol prendeu um carregamento de heroína de 10 milhões de dólares, não é nosso. Também prenderam 2 caras com a marca dos Swan's, a ainda isso - Vero falou e mostrou pra todos uma foto.
Revirei os olhos ao ver Flavie com uma blusa de manga comprida com o gorro na cabeça, com a irmã dela Carina e mais 3 caras.
- Swan's passando mercadoria pelo nosso território interessante - disse meu pai - Podemos negociar, devolvemos os 10 milhões deles e eles recebem no porto da Flórida os nossos 50 milhões - disse ele, ergui uma sobrancelha.
- Essa heroína pode ter caído do céu - falei.
- Vamos votar - disse tio Aron.
No final das contas todos votaram sim, meu pai mandou eu, Eliza e Maya até o Texas para resolver o problema, pegamos nosso jatinho particular pra fazer a viagem de 5 horas, passaríamos na nossa pista clandestina.
No meio do caminho lustrei minha arma, eu não iria usar ela na Flavie hoje e se um dia rolasse alguma guerra contra a família Garcia provavelmente nunca teria coragem de fazer isso, não porque eu amo ela, mas não vou ser hipócrita de falar que teria coragem de mata-la.
Chegamos em Cotulla por volta de 00:30 e fomos direto pro hotel que os Garcia's estavam hospedados, na verdade só tinha na cidade, ficamos esperando eles saírem já com as armas apontadas.
Então eles saíram, 3 homens delas e as duas, Flavie e Carina que olharam pra nós, elas não pareciam surpresas. Nenhum demonstrou reação de pegar armas, estavam em desvantagem e com 10 armas apontadas pra eles.
- Vocês acham que podem entrar no meu estado, em uma cidade como Cotulla e não vão ser vistos? Ainda mais com uma apreensão de heroína pela Interpol no meu quintal - disse Maya firme, ela estava irritada.
- Olha não queremos confusão, só vamos pegar o que é nosso e cair fora - disse Flavie firme.
- Claro, porque assim é fácil passar drogas pela minha cidade, roubar essa droga da Interpol dando holofote pra cá - disse Maya.
- Então é isso, vocês entram aqui sem nem pedir licença e pensam que podem fazer o que vocês querem - disse Eliza.
- Só vamos pegar o que é nosso e vamos embora, não passaremos mais drogas por seu estado - disse Carina , eu acabei sorrindo.
- Conhecem as leis, essa heroína não é mais de vocês - falei, Flavie estreitou os olhos, em pensar que a 18 horas atrás ela estava na minha cama.
- Saímos de uma reunião de família pra resolver isso, meu pai não gostou muito mas como temos Garcia's originais aqui era melhor a gente resolver isso - disse Maya.
- Vamos resolver quando eu pegar o que é nosso - disse Carina.
Eu olhei pra Vero que agora estava sorrindo, era a hora de jogar um pouco.
- Quem cuida da Flórida? - Vero perguntou.
- Eu - falou Flavie, eu já sabia mas não queria estregar o jogo.
- Podemos resolver isso fazendo um pequeno acordo - Vero falou.
- Qual acordo? - perguntou Flavie.
Guardei minha arma nas costas levantei a mão fazendo um sinal de circular, meus homens logo abaixaram as armas se afastando ficando longe, Flavie olhou pros meninos e eles se afastam também, sem tirar os olhos dos meus. Eu e minhas irmãs chegamos mais perto da Flavie e Carina.
- Deixo vocês pegarem sua heroína porém no próximo sábado preciso de passagem livre no porto da Flórida pra uma carga - disse Maya.
Flavie passou a mão no cabelo ela parecia nervosa, eu sabia o que isso significava, ela teria que esconder coisas da família e isso não é uma boa coisa no nosso meio, não podemos esconder, ter secredos acaba com a confiança, se não tem confiança aqui, não tem nada.
- Qual é a carga? - perguntou Flavie, Maya deu de ombros.
- São duas caixas grandes só isso - ela disse.
Flavie olhou pra Carina, que balançou a cabeça de forma discreta negando, pra falar a verdade Carina estava certa negócios paralelos a família é um erro, eu não conheço o código doa Garcia's mas não deve ser tão diferente do nosso. Perder 10 milhões era melhor do que deixar um rival passar uma carga que você não sabe pelo seu porto.
- Tenho que fazer uma ligação - disse Flavie pegando o celular e se afastando mais, revirei os olhos.
Ela falou com o pai dela, no final das contas ela fez o certo, pedir autorização era a melhor coisa, 10 milhões não era nada, segredos acaba com tudo.
- Jonas aceitou o acordo mas teram que ajudar a gente hoje - disse Flavie.
- Não vamos nos meter nisso - disse Maya, sorri.
- Vamos, vai ser divertido - falei.
- Flavie e sua obsessão por perseguições com carro - disse Eliza.
- Mike não vai gostar - disse Eliza, suspirei, ele não iria.
- Ele não precisa saber - falei.
- Flavie a gente sabe que você gosta de uma aventura mas...
- Vamos e pronto. - falei séria interrompendo a Maya.
Maya suspirou mas concordou, agora não era só a Kate, era hierarquia eu queria ir e pronto. Organizamos uma nova interceptação dessa vez só a gente iria eu e minhas irmãs, Flavie e Carina.
Iríamos usar os carros que as Cabello's chamaram, iríamos nos dividir em 3 carros, eu e Flavie em um, Eliza e Carina no outro e Maya e um homem de confiança da gente. Nossos associados iriam ficar na curva aonde iríamos fazer a emboscada pra não dar chance de reação deles, tinha que sair perfeitamente.
Coloquei luvas, uma toca de assalto, também coloquei um silenciador na minha arma, eu estava entusiasmada fazia tempo que eu não participava de uma ação.
- Sério? - perguntou Flavie quando abriu a porta e me viu sentada no banco do motorista.
- Sim, nosso território eu dirijo - falei, mesmo por trás da touca eu conseguia ver a cara de insatisfação dela.
- Não faça nenhuma merda - ela falou, mesmo por trás da máscara sorri e eu sei que ela percebeu.
- Você vai me ver em ação, não vai se apaixonar em - falei, ela revirou os olhos castanhos que eu gostava, sim eu gostava deles.
Eu segui na frente com Maya atrás em outro carro com um dos nossos homens, seguido do carro da Eliza que estava com Carina, quando chegarmos na rodovia 3 quilômetros depois da saída da cidade deixamos os carros no acostamento, saímos dos carros passando na rodovia um cordão de pregos grande para furar os pneus, eles iriam passar em 2 minutos.
Entremos nos carros, segundo o informante da Flavie os rádios, comunicação e gps estaram desligados por 1 hora, iríamos conseguir sair daqui em paz. Flavie recebeu uma mensagem de texto dos homens dela falando que eles chegariam em 15 segundos. Eu acelerei o carro ficando na frente, com o carro de Maya atrás de mim, Flavie pegou a arma estabilizadora que parava qualquer carro desligando qualquer mecanismo de movimentação.
Então eu os vi pelo retrovisor vindo rápido eles não viram os pregos porque colocamos em uma curva, primeiro era o carro da Interpol, eu sentia a adrenalina no meu corpo, meu coração disparado, eu podia morrer ou ser presa essa adrenalina era como uma droga pro meu corpo, eu amo sentir essa sensação.
O primeiro carro passou furando os pneus, Flavie com a cabeça pra fora do carro acertou o carro da Interpol que perdeu mais velocidade ainda parando logo em seguida, Flavie fez o mesmo com o segundo carro que era preto, Maya acertou o outro carro preto e Carine o último carro que era da Interpol.
Os nossos associados que estavam escondidos saíram da escuridão apontando as metralhadoras para os carros do nosso inimigo, sai do carro rapidamente apontando minha arma pro carro da Interpol, tudo passou muito rápido na minha frente, eu só sentia o meu coração disparado.
Eles saíram do carro rendidos com as mãos pra cima, eles não tinham como reagir, era fazer isso e morrer, me aproximei de um homem de terno que estava no carro preto apontando minha arma pra ele.
- Onde está a heroína? - perguntei firme.
- Não sei de heroína nenhuma - falou, revirei os olhos e com o cabo da minha clock bati na cara dele que gemeu de dor, logo vi o sangue descer da seu nariz - Porta malas - falou rapidamente, sorri por trás da máscara.
- Melhor - falei.
Flavie empurrou uma mulher loira que ela tinha rendido em direção ao porta malas pedindo pra ela abrir, Flavie pegou em uma mala os 10 quilos de heroína e deu pra Carina.
- Agora vocês vão ficar quietinhos pra ninguém se machucar - disse Flavie pegando algumas cordas que um dos homens dela trouxe.
Com rapidez amarramos todos eles nas árvores enquanto Maya cortava toda a comunicação que eles tinham nos carros, pegamos também celulares e liberamos os dois Garcia's que tinham sido presos, antes de irmos deixamos nossa marca.
Com uma pedra deixei nosso sigla o S de Swan's marcado em um carro preto e Flavie fez o G de Garcia's em outro carro, sempre que fazíamos coisa do tipo ou mortes deixamos nossa marca, não temos medo do que somos mas eles têm medo da gente.
Flavie entrou no carro comigo de novo enquanto eu dirigia para a cidade de Austin capital do Texas onde nossos jatinhos particulares esperavam a gente, não podíamos voltar pra cidade, podia ser perigoso, tínhamos uma hora de diferença, ainda cobrimos as placas do carro, iríamos trocar os carros pretos por carros mais populares na próxima cidade e ainda iríamos descartar as armas em uma das casas que a Maya mantinha pra esconder drogas e coisas lícitas.
- Você mandou muito bem - falei pra Flavie enquanto a gente se afastava de tudo.
- Obrigada, vocês também foram bem, parece que foram bem treinadas - falou, sorri.
- É, treino pra dias assim desde quando comecei a andar - falei.
- Não somos diferentes - ela disse.
- Parece que não - eu disse.
E realmente não éramos diferentes, a gente nunca conversou sobre isso mas é nítido que tivemos praticamente a mesma criação, temos as mesmas responsabilidade, somos opostas na personalidades mas no fim a gente se entende.
Chegamos em Austin no início da manhã, as Garcia's foram direto para o jatinho delas no aeroporto sabendo que sexta alguns Swan's estariam na Flórida para pegar o que é nosso no porto.
Maya iria continuar aqui no Texas, já eu decidi ir pro Arizona eu tinha algumas coisas pra resolver, Kleber não tinha falado uma mentira, no Arizona tinha surgido algumas organizações vinda da fronteira do México vendendo cocaína no meu território, eu já tinha pegado alguns deles mas ainda tinha mais, eu tinha me livrar dessa merda logo, antes que Mike comece me encher o saco com esse assunto.
Estes somos nós a família Swan, nós permanecemos juntos sempre e para sempre...