5° Capítulo

1116 Palavras
Alessandra Acordei mais cedo hoje. Precisava ser pontual, afinal, era meu primeiro dia como babá. Tomei banho, vesti uma calça jeans, uma blusa regata vermelha, um colete branco e um tênis vermelho. Amarrei meu cabelo em um r**o de cavalo e passei pouca maquiagem. Fui ao quarto da minha pequena. Ela estava dormindo. Aproximei-me dela bem devagar para não assustá-la. — Ei, docinho — acariciei seu rosto. — Acorda — beijei sua bochecha. — Tão cedo? — Camilly abriu os olhos lentamente. — Infelizmente sim, meu amor. Você vai para a escolinha mais cedo agora — ela esfregou os olhos. — É fazer o quê, vida de pobre é difícil — levantou da cama e foi para o banheiro. Dei banho, vesti minha sobrinha e a levei para a escola. Peguei um táxi e fui para a casa do senhor Miller. Consegui chegar bem cedo. Bati na porta, e Rute a abriu. — Olá, querida — beijou minha bochecha. — Como está bonita! Por favor, entre — abriu espaço. — Obrigada, Rute — sorri. — Onde está Mylene? — perguntei. — Está dormindo, mas já pode ir acordá-la — disse, indo para a cozinha. — Onde fica o quarto dela? — Suba as escadas, é a terceira porta do corredor — explicou. — Ah, claro, obrigada — fui subindo as escadas quando esbarrei em alguém. Olhei para ver em quem tinha sido. — Me desculpe se… Mi… Jonas… — gaguejei. — É a terceira vez que me pede desculpas por algo — ele sorriu. — Bom… é… que… — Tentei falar, mas não saiu nada. — Bom, acho melhor eu ir trabalhar — ele olhou nos meus olhos. Por um impulso incontrolável, em um movimento rápido, beijei sua bochecha. Parei para pensar no que eu acabara de fazer e me arrependi amargamente. Por que eu tinha que ser tão impulsiva e fazer tudo o que me dava na telha? — Ai, d***a — reclamei. — Acho bom eu ir — ele desceu as escadas rapidamente. — Você é uma anta — falei para mim mesma. Com dificuldade, voltei ao meu foco inicial e andei em direção ao quarto da Mylene. Bati na porta e a abri lentamente. Vi que ela já havia acordado, então me aproximei. — Olá, bom dia, Mylene — falei carinhosamente. — Bom dia, quem é você? — perguntou, esfregando os olhos. — Sou a Alessandra. Seu papai me contratou para cuidar de você — acariciei sua bochecha com o polegar. — Então… você é minha babá? — Ela abriu um sorriso. — Sim, sou sim! — fiz cócegas nela, e ela gargalhou. — Vou… morrer… sem… ar — disse em meio a risos. — Está bom, parei — levantei os braços em forma de rendição. — Vou tomar banho — disse, indo para o banheiro. — Tudo bem, enquanto isso, vou separar uma roupa bem linda para você — disse e fui até seu guarda-roupa. Optei por uma calça jeans preta, uma blusa florida e um tênis branco. Fui ajudar Camilly no banho. Minutos depois, saímos do banheiro. Ela foi até a cama e analisou as roupas separadas. — Nossa, que roupas bonitas! — Seus olhos brilharam. — Já que gostou tanto, que tal vesti-las? — Ela concordou com a cabeça e se vestiu rapidamente. — Quero o cabelo preso — afirmei com a cabeça e fiz um r**o de cavalo nela. — Está pronta. Agora é só ir tomar seu café da manhã — ela saiu do quarto, e eu me peguei pensando em Jonas. Ele era realmente muito lindo, seu corpo era simplesmente perfeito, musculoso e deixava qualquer mulher hipnotizada. Até agora não acreditava que beijei a bochecha dele. — Você vai me levar para a escola, tia? — Mylene perguntou enquanto comia. — Claro, por que não? — Ela sorriu. Assim que terminou seu café, fomos direto para a escola. Eu a deixei lá e voltei para a casa de Jonas, deparando-me com ele na sala. — Ah, olá, Sandra — disse ele, tirando os olhos da folha de jornal. — Olá — disse, meio tímida. — Se está assim por causa do beijo na bochecha, pode ficar tranquila — ele escondeu o riso, e eu corei na hora. — A propósito, você sempre foi atirada assim mesmo? — disse ele, sem tirar os olhos do jornal. — Às vezes — disse. Ele se levantou e começou a se aproximar. — Só às vezes, tem certeza? — arqueou a sobrancelha em sinal de dúvida. Acho que se lembrou do abraço que dei nele ontem. Confirmei com a cabeça, e com isso ele se afastou, o que me deu um baita alívio. — Na verdade, na maioria do tempo — disse, constrangida. — Eu percebi isso — disse ele e começou a vir em minha direção, provavelmente indo para o seu quarto. — Só espero que isso não se repita! — Disse em um tom que eu pudesse ouvir, já que ele estava a uma pequena distância. Meu coração paralisou assim que ele passou do meu lado, mas voltou a bater quando Rute entrou na sala. — Está tudo bem? — Rute perguntou, rindo. — Estou… ótima… Quer ajuda na cozinha? — Ela gargalhou e afirmou com a cabeça. Terminamos o almoço e vi que já era hora de buscar Mylene e Camilly. Fui até o escritório de Jonas e bati na porta. Escutei ele gritar "entre" e entrei. — Senhor, vou buscar a Mylene e minha sobrinha. Depois disso, já estou liberada? — disse nervosa, não podia chegar tarde no meu trabalho de garçonete. — Claro — ele sorriu. — Acho bom você ter um tempo para sua sobrinha — mexeu em alguns papéis. — Quem me dera — resmunguei, e ele pareceu ter ouvido. — Espero que você não tenha nada para fazer depois do trabalho. Já te avisei que preciso de você disponível em todos os períodos — disse sério. — Eu sei — falei muito nervosa, chegando a suar de tanto nervosismo. — Você está bem, Sandra? — Ele veio até mim. — Ah, claro, estou sim. Eu vou buscar as crianças — saí o mais rápido possível do escritório. "Jesus me ajude, não quero que ele descubra que eu tenho outro emprego durante a noite!" Busquei Mylene primeiro e pedi para o motorista de Jonas a levar para casa. Em seguida, peguei um táxi e busquei Camilly. Infelizmente, Camilly ficaria no trabalho comigo; meu chefe não se importou em tê-la conosco. Coloquei o avental e comecei a atender as mesas junto com Camilly, que alegrava os clientes. Eu estava certa de que essa minha "farsa" seria descoberta em algum momento, mas isso não podia acontecer.
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