Capítulo 2

1100 Palavras
Feedback do passado do Marcos: Logo quando completei dez anos de idade minha mãe me deu cargo do seu maior tesouro sendo a sua empresa que se dedicou tanto, lembro que no início os funcionários estranharam por uma criança como eu tomar conta disso mas que a dona Marta foi bem exigente a relação a isso deixando claro que ninguém tinha o direito para opinar caso contrário seriam demitidos sem mais perguntas, claro que ao decorrer dos anos a empresa da mãe faliu, logo a mesma faleceu me deixando sozinho no mundo, tendo como única amiga a Sabrina que conheci um dia por acaso na biblioteca que trabalhava que mantemos contatos depois que tudo isso aconteceu porém me deixando sem saber o que fazer e até que rumo deveria seguir mas por sorte a tia Maria me acolheu em sua casa me oferecendo algo que jamais recebi pela minha mãe quando estava viva, amor. Dona Maria era muito gentil, doce, carinhosa, se preocupando comigo se eu fosse seu próprio filho, pagou minha educação, insistia para eu sair brincando por aí, fazer novas amizades, trazendo aqui em casa para que pudemos ter mais aconchego, me sentia acolhido, amado, cuidado e esses sentimentos eram muito bom porém a vida não foi tão bom como gostaria pois infelizmente nem no dia do meu aniversário dos quinze anos Dona Maria faleceu de câncer que nem seu marido Thiago soubesse que assim que a mesma foi enterrado a única coisa que saiu da boca dele não foi nada agradável. — Até oito horas da manhã eu quero você fora dessa casa e tudo seu que acharei caso esqueça, saiba que irá para o lixo então veja se não esquece nada! - disse o Thiago Então fui até meu quarto recolher meus pertences certificando que não estava esquecendo nada pois sabia que se esquecesse nunca iria conseguir de volta mais uma vez sem saber por onde ir, verificava as gavetas, armários, banheiro, tudo para ter certeza que estava levando tudo meu e não estava esquecendo de nada, perguntando para mim mesmo onde eu iria morar até completar dezoito anos, faltando exatamente três anos para que me tornasse maior de idade. Assim que fechei a minha mala e minha mochila, olhei uma última vez para o quarto onde dormi desde meus dez anos, sendo cinco anos morando naquela casa sobre os cuidados da dona Maria e assim joguei a mochila nas costas, peguei minha mala indo até a sala avisar o Thiago que estava de partida porém que nem fez questão de levantar um dedinho para me responder e se despedir de mim. Me dirijo até a saída caminhando sem destino ainda processando tudo que já tinha acontecido, tentando pensar em algum familiar ou até amigo que eu poderia ficar portanto ninguém vinha na minha cabeça no momento o que brevemente poderia começar a me preocupar pois logo a noite viria e eu não queria dormir na rua de jeito nenhum, querendo achar pelo menos um lugar onde passar essa noite. — e agora por onde vou? - pergunto para mim mesmo Caminhava pelas ruas olhando em minha volta tentando achar algo ou alguém, minha mochila quanto a mala estava começando a ficar pesado, precisando parar um pouco para descansar tentando achar em uma solução o quanto antes querendo evitar que a assistência social me achasse querendo me enviar para um orfanato ou até a um abrigo onde de repente me lembrei da casa da praia da minha mãe que sempre passamos as férias lá, portanto não era tão perto e ir caminhando até lá, nem pensar tendo agora que achar um jeito de conseguir chegar até lá, quando lembrei da mesada que a dona Maria me deu mensal durante o período que estava morando com ela. Pego minhas carteira em meu bolso e vejo que tinha economizado cinquenta reais, pego meu celular para ver quanto que custava o uber e vendo que era vinte reais decido solicitar um que não demorou muito a chegar aproveitando que estava no carro para avisar a Sabrina de todos os acontecimentos que eu via-a como apenas uma irmã mais velha mais disso para mim não passava, esperando que ela me via da mesma forma como eu, e assim adentro aguardando-o para me levar até o destino que assim que chegamos acerto o pagamento com ele e saio do veículo pegando meus pertences no porta malas me dirigindo até a casa da praia, tendo que caminhar umas quadras para chegar até lá. Assim que chego vejo que a mesma estava toda suja, poeira, teia de aranha, baratas mortas onde dava para ver que esse lugar estava inabitado já faz tempo porém não tinha visto o estado das outras coisas como lençóis furados, sofás mofados e assim vai então sem perder tempo pego o kit de limpeza e boto a mão na massa mas que pouco segundos antes de começar ouço um barulho que me chama atenção largando as coisas em um canto para não perder, indo atrás do barulho em questão. Subo as escadas olhando cada peça, cada canto, o jardim, a parte traseira onde havia a praia mas nada e nem ninguém porém o barulho continuava permanecendo ali, estava quase desistindo quando me assusto ao ver um cachorrinho filhote sair do nada de sei lá da onde vindo lamber a minha perna, fazendo-me cócegas, começando a rir de repente logo me abaixando até o mesmo vendo que tinha um colar escrito seu nome, Pupy. O mesmo era muito fofo sendo uma mistura de dois tipos de cachorros que eu não saberia dizer quais era, seu pelo era pretinho, olhos marrom, não tão grande nem tão pequeno ou seja uma fofura, tentei procurar seu dono mas logo que encontrei logo me arrependi, chocado como tratava o bebê filhote me lembrando que era exatamente daquela forma que o tio Thiago me tratava. — Pode ficar com esse infeliz que joguei na rua, se está doente, saudável, vivo ou morto estou nem um pouco aí - disse o antigo dono Suas palavras me chocaram e depois desse dia nunca mais voltei para lá, os dias se passaram Pupy e eu tinha criado um laço que nem eu saberia explicar, a casa estava finalizando limpa, organizada, pronto para se morar apesar que alimentar esse pequeno filhote custava caro e ainda estava sem dinheiro para repor as coisas estragada da casa tendo que achar um jeito e rápido para trabalhar a fim de poder sustentar Pupy e eu, sem contar das outras coisas que caso contrário tanto o filhote quanto a mim não iríamos aguentar.
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