Capítulo 2

1790 Palavras
Michael Owen 15 anos antes… Era a primeira vez que eu vinha a Boston, passei semanas treinando para poder vir acompanhar o meu pai. Eu nunca saí da Itália antes, tenho um alvo na minha cabeça desde o dia em que nasci. O meu pai, Leonardo Moretti, é o Capô da Cosa Nostra, também conhecido como d***o. Desde que nasci fui moldado para ser tão c***l e impiedoso quanto ele, uma versão sua, porém melhorada. Todas as vezes em que o meu pai levantava a mão para minha mãe eu estava lá, ela sempre dava desculpas dizendo que ela havia feito algo de errado para ele agir assim, como uma criança eu não entendia muito bem. Quando fiz cinco anos minha mãe cometeu suicidio, desde então não comemoro mais o meu aniversário. Agora aos oito anos o meu pai decidiu que já estava na hora de eu conhecer o mundo, ter prática. Parecia ser tudo planejado, ele havia trazido poucos homens, era o Capô, não seria e******o assim a não ser que fosse de propósito. Antes de chegarmos ao nosso destino, eliminaram os homens do Leonardo, fomos perseguidos por dois carros. Estávamos em alta velocidade e Leonardo não viu o carro na frente dele enquanto atirava pela janela, colidimos fazendo ambos capotarem. Naquele dia eu tive que crescer, meu pai estava desacordado e os homens estavam se aproximando de nós, eu havia me cortado um pouco pelo atrito dos cacos de vidro da janela em minha pele. Não sei como permaneci acordado. Fui rápido e passei para o banco de trás, rasguei o couro do banco e tirei um outro fuzil que sabia que era guardado ali em todos os carros da famiglia. Quebrei o vidro traseiro do carro e apoiei o fuzil, quatro homens e três disparos. Matei todos. Fui rápido em arrastar o Leonardo para fora do carro antes que ele explodisse, com uma mão eu o arrastava e com outra segurava o fuzil. Deixei ele encostado no carro e fui até o outro em que colidimos. O homem e a mulher estavam mortos, mas lá também havia uma garotinha, a menina pedia incessantemente para eles acordarem. Não fui ensinado a ter empatia e misericórdia, mas parece que ao menos isso eu puxei um pouco da minha mãe. — Vem! — Chamei, mas a menina se negou. Encolheu-se no banco chorosa. Eu até entendia que ela havia acabado de perder os pais e pela sua idade, talvez nem soubesse o que aconteceu direito, mas eu não podia perder tempo. Ela estava coberta pelo sangue dos pais. Peguei ela no colo enquanto a mesma se debatia contra o meu corpo, seus olhos pareciam uma jabuticaba. Procurei o celular do Leonardo e o retirei do bolso da sua calça, liguei para Yuri mandando a localização de onde eu estaria. Não ficaria nem mais um minuto aqui, provavelmente sairia mais de onde esses vieram. — Menina, se você não calar a boca eu vou amordaça-la. — Murmurei olhando sério para ela. A garota chorava incessantemente, eu já estava irritado com tudo o que aconteceu e ela não colabora. Eu já estava me arrependendo de ter tirado a pirralha de dentro do carro. Leonardo acordou, me perguntou o que eu havia feito e como. A expressão dele de dúvida assim que olhou para a menina se fez presente. — Ela estava no carro em que você bateu, os pais morreram. — Murmurei, ele concordou. Meu pai se encarregou de cuidar da menina e disse que faria com que a vida dela fosse boa, eu acreditei. O meu maior erro. Yuri chegou para nos levar embora, a menina se foi e nunca mais a vi, mas a cena dela abraçando a mãe morta e ensanguentada nunca saiu da minha cabeça. Dias atuais… Quinze anos sonhando com aquela menina, eu decidi fazer o meu curso em Boston na esperança de encontrá-la. Tentei fazer com que Leonardo me dissesse onde ela estava ou apenas procurá-la, mas foi em vão. Me arrependo eternamente de não ter procurado saber onde ela ficaria naquele mesmo dia, talvez se tivesse feito isso eu poderia protegê-la. Desde o dia do acidente eu senti algo em mim crescer por aqueles olhos de jabuticaba, ela estava indefesa e era uma presa tão fácil. Quando Leonardo se recusou a me dizer a localização da menina eu também tentei fazer as minhas próprias buscas, mas era como se ela tivesse sumido no mapa. Nenhum jornal noticiou o acidente, nenhum programa da tv, o que era estranho ao meu ver. Eu estava iniciando o quinto período, decidi fazer TI, por mais que também gostasse muito de contabilidade. Assim que voltei para Boston comprei uma casa e uma moto, montei um arsenal e uma sala de tiros no subsolo. Eu não podia parar de treinar, sou o herdeiro da famiglia. Parei a moto em frente ao semáforo, assim que desviei o meu olhar da frente e olhei para o lado eu a vi. Não podia ser coincidência, era ela, tinha os mesmos olhos, aquele rosto angelical. A menina já tinha virado uma mulher… A encarei por alguns segundos, encontrei a minha menina. Soltei alguns palavrões assim que ela tirou o seu olhar do meu e entrou no táxi. Agora que eu a tinha visto aqui, não teria mais como ela se esconder. Eu seria capaz de vasculhar o bairro inteiro, a cidade e até mesmo o país para vê-la novamente. Linda. Ela estava tão linda. O sinal abriu, o caminho até a faculdade parecia ser mais longo do que costumava ser. Eu não parava de pensar nela, minha mente sádica só pensava em reivindicá-la, mostrar o lençol com seu sangue para a famiglia. Estacionei a moto na minha vaga, assim que tirei o capacete e olhei para o lado lá estava ela novamente. A surpresa me invadiu com tudo, seria mais fácil do que eu imaginava. Seu olhar encontrou o meu, por algum motivo eu não conseguia parar de olhá-la, não sabia o que tinha de errado comigo, eu só queria tê-la. Tirei algumas fotos dela distraída e achei o seu perfil em uma rede social dela. Mia Clark. Ela não teria mais paz, agora que a encontrei ela será minha. [...] — Eu tô doido para arrancar essa sua língua, ragazza. — Murmurei. Ela me olhou perplexa, me afastei novamente dela. — Se machucou? — Perguntei, ela negou. Quando passei com a moto por ela, a garota caiu. Seu corpo era pequeno e na minha cabeça qualquer coisa seria capaz de quebrá-la. — É sério que você só tá me perguntando isso agora? — Ela disse indignada. Contive um sorriso, essa garota ia dar um trabalho dos infernos. É difícil ficar no mesmo ambiente que ela, sua blusa era fina e dava pra ver os m*****s arrebitados. Eu salivei. Seu peito cabia certinho na minha mão. — Quer comer algo? — Engoli em seco. — Já que você me sequestrou, acho que quero sim. — Ela forçou um sorriso. — Você vai pagar ein. Joguei o meu celular ao lado dela. — Pede o que você quiser. Passei as mãos pelo cabelo aflito, minha cabeça estava a milhão. Mia pegou o meu celular e eu me aproximei dela lentamente. Eu era a merda de um sociopata, não conseguia ficar muito tempo sem deixar esse lado escuro aparecer. A obsessão no peito só crescia a cada segundo mais perto dela. Meu desejo era arrastá-la para o quarto e fazê-la gemer meu nome até ficar rouca. Mia já estava grande, meninas da idade dela geralmente namoram e já transaram. Fechei punho com esse pensamento, eu mataria qualquer um que tivesse tocado nela. — Quero que seja sincera. — Ela me encarou. Estávamos a trinta centímetros de distância. — Você deixou algum homem te tocar, Mia? Ela congelou o seu olhar no meu, meu corpo estava agindo por mim. Peguei na sua mão e a levantei do sofá, Mia deixou o celular cair no estofado. Desci uma das minhas mãos até a sua coxa e fui subindo lentamente, até chegar na sua i********e onde eu apertei lentamente. — Aqui? — Perguntei. Ela me empurrou, seu olhar estava assustado e ali eu pude concretizar que não. Minha menina ainda era pura, coisa que facilitaria muito nossas vidas. — Você é louco!? — Ela estava muito assustada. — Sou, Mia. Quero deixar bem claro que sua aproximação com homens será proibida, só eu vou te tocar, só eu vou me enfiar no meio das suas pernas. — Deixei bem claro. — Você é minha! — Nós nem nos conhecemos, e vou embora. — Isso é um problema pra você? — Zombei. — Posso te mostrar meu corpo, minha casa, e irei conhecer o seu também. — Owen, isso não é brincadeira. Você acabou de dizer que não sente atração por mim, seu i****a. — Sorri. Era verdade, que p**a mentira eu disse. — E o que você fez… Você sabe que isso é assédio, não sabe? Fui até ela em passos rápidos e tomei sua boca, a beijei com fúria, ela me deu espaço permitindo a entrada da minha língua. Ela me aceitou. Se com apenas um beijo, meu p*u está duro feito rocha, imagina quando eu ver essa garota sem roupa. Será a minha perdição. Me afastei lentamente. — Está se sentindo assediada, Mia? — Perguntei. — Não faria nada contra a sua vontade, se tivesse recusado beijo eu me afastaria. Deixei bem clara para que ela não pensasse que eu a faria m*l, me mataria antes disso. Ela não me respondeu, apenas continuou olhando para a tela do celular enquanto tentava regularizar a respiração. — O que escolheu para comer? — Perguntei. — Pizza, você não me disse o que queria. — Quero a sua b****a, Mia. — Murmurei sério a encarando. Ela suspirou. Eu estava parecendo um adolescente no cio, doido para fode-la, mas também queria saber como foram todos esses anos. — Mora com os seus pais? — Perguntei pensando na hipótese dela ter sido adotada. — Ah, não. — Ela falou triste. — Os meus pais morreram quando eu era criança, morei com minha tia por um tempo, mas desde o ano passado moro sozinha. Mas, e você? — Meu pai mora na Itália, sou de lá. — Nome e sobrenome americano, eu nunca imaginaria que você fosse italiano. — Ela comentou. — Minha mãe era canadense, Michael Owen Moretti. — Eu não me lembrava da última vez que falei da minha vida abertamente assim com alguém. — Owen, eu tenho que voltar cedo para casa. — Neguei. — Universidade amanhã cedo. — Tudo bem, a gente come e eu te levo embora. Contragosto, mas por hora eu faria o que ela queria.
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