Extra (parte 1)

4938 Palavras
Três anos depois Chanyeol, como estão as coisas hoje? [15:45] Amor: horríveis como sempre. Quando você vai voltar? [15:48] Logo, o que aconteceu dessa vez? [15:49] Amor: Aquele amigo chato do Soo que nunca sai aqui de casa. [15:51] Ele é muito mais que amigo do Soo, por isso ele não sai daí. Quando você vai aceitar isso? Jongin é um cara legal, Chanyeol. [15:54] Amor: Kyunggie não ia me desobedecer assim. Aquele garoto é amigo dele e um chato. [15:54] E você um ciumento chato. Olha amor, eu vou ir para o treino, juro que assim que eu chegar eu te ligo. [15:57] Amor: Tudo bem, se cuida, te amo. [15:57] Depois de ler a última mensagem de Chanyeol eu apenas peguei minha mochila e saí do quarto. Já fazia alguns anos que eu voltei a praticar o Baseball. Minha sorte é que eu parecia ter jeito pra coisa, por isso foi fácil tanto entrar no time novamente como também participar do time da minha faculdade atual. Eu não precisei de mais do que um treino para mostrar ao treinador que eu sabia jogar e que essa era minha grande paixão. {•••} Depois de sair do treino passei no quarto de Minseok antes de ir ao meu, tínhamos combinado de sair para jantar. — B-Baek, não esperava você. — disse pigarreando e eu ri. Xiumin estava com a boca vermelha e os cabelos um pouco bagunçados, além de, claro, as bochechas fofas e coradas. — Chen está com você? — ouvi o outro gritar um "estou sim, Baek" e voltei a rir — Que droga, tínhamos combinado de ir jantar, eu me sinto sozinho nesse lugar. — M-mas você se dá bem com o Eduard, a Kety, o John, o Paul... Convida um deles. — disse fazendo bico. — Claro, eu vou sim. Aproveite a noite. — dei um beijo em sua bochecha e segui para o lado contrário de antes, eu voltaria ao meu quarto. Cheguei e liguei o Wi-Fi enquanto tirava as minhas roupas e ia em direção ao banheiro para um banho quente. Assim que voltei liguei o notebook e peguei o celular, vendo várias mensagens de Chanyeol. Deitei de bruços na cama do jeito que vim ao mundo e liguei para Chanyeol em uma chamada de vídeo. Não demorou muito para o meu namorado atender. — Impressão minha ou você está pelado? — disse Chanyeol se mexendo para os lados como se ele fosse conseguir ver algo além de meus ombros e a curva da minha b***a. — Eu tô peladinho, amor. — falei balançando a b***a e rindo, o que fez Chanyeol suspirar alto. — Você sabe que isso é muita maldade, certo? Eu casaria com sua b***a. — E comigo não, Park? — perguntei falsamente irritado e ele riu. — Já sou casado com você. — Porque teve medo. Só me pediu em casamento porque eu ia embora do país. — fiz um bico irritado e ele novamente sorriu. — Você não tem noção de como eu sinto sua falta. De como eu quero te abraçar, te apertar, te beijar. Baekhyun... Eu te amo. — Eu também te amo, amor. Agora falta pouco tempo. Em quatro meses eu me formo e a gente vai ficar juntos sem mais interrupções. Mas sabe... Antes disso tem muitas coisas que a gente pode fazer. — mordi os lábios enquanto ouvia o barulho de Chanyeol abrindo sua calça. — Vamos começar agorinha. {•••} — Amor, mesmo a distância você é incrível. — disse ofegante. — Acho bom eu ser suficiente para manter essa bundinha na linha, porque se alguém tocar nela... — Cadeia de novo não amor, duas vezes por uma vida já foi o bastante. Agora eu preciso dormir. Te amo. Depois de me despedir de Chanyeol eu desliguei o notebook e o deixei ao meu lado enquanto me cobria e ia dormir. {•••} — Baekhyun... Baekhyun.... p***a, acorda Baek. — sentia alguém me sacudir e continuar chamando. — Hmm... Sh. — Sh, nada, você já perdeu todas as aulas da manhã. — disse Xiumin me dando um tapa na b***a e rapidamente eu despertei. — T-todas? — perguntei assustado. — Todas. — Droga. — fiz menção de levantar, mas rapidamente lembrei que ainda estava nu pela noite de ontem — Minnie, olha pro outro lado. — falei tímido e Xiumin o fez quanto eu levantava correndo em direção ao banheiro. {•••} Alguns minutos depois eu voltei do banheiro, já de banho tomado e vestido, pronto para ir almoçar com Xiumin. Este que estava deitado na minha cama mexendo no celular, provavelmente falando com Chen. — Vamos? — perguntei e ele assentiu guardando rapidamente o celular em seu bolso. Era bom estar com eles. Eu não saberia me adaptar se estivesse sozinho do outro lado do mundo. A coisa mais difícil para mim foi deixar minha família. No começo eu não podia dormir uma noite sem pelo menos ficar meia hora ouvindo a vozinha de Kyungsoo dizendo boa noite. Meu bebê tinha doze anos quando eu comecei a estudar aqui, e agora ele já está quase com quinze e até namorando. Me parte o coração não estar ao seu lado para o ajudar em tudo. Eu estava apenas rindo das brigas de Xiumin e Chen quando senti meu celular vibrar no bolso. Bebê: Papai? Eu estou com saudade. Você ligou para o Appa ontem e não ligou para mim? Que c***l. [12:35] Era a mensagem que Kyunggie havia me mandando no kakao. Desculpe, bebê. É que... Ah, só me desculpe por isso. Está noite eu prometo lhe ligar. Vai ser bem cedinho aí para você kkkkkk. [12:37] Bebê: Não quero saber papai, estou magoado. [12:37] Desmancha esse bico agora. Enquanto eu não puder apertar ele está proibido de fazer. [12:38] Bebê: Como sabe que estou fazendo bico? Isso é tão injusto. [12:38] Mas agora o assunto assunto é sério. [12:38] Papai, você precisa convencer o Appa de que Jongin é meu namorado. Eu quero fazer coisas com ele... Sabe?! E não posso. Aff, isso é um saco. [12:40] Eu vou falar com seu pai, mas aguente mais um pouco meu filho, daqui uns meses eu estou em casa, eu juro que não vai demorar. Pelo menos até seu aniversário. Por favor. [12:42] Bebê: Tudo bem. Me ligue a noite, que vai ser manhã aqui. Eu estou com saudade. Te amo. [12:42] Também te amo, bebê. [12:43] — Chanyeol? — perguntou Chen ao notar que eu estava colado no celular. — Não. O Soo. Ai gente, não sei o que fazer com esse namoro dele com o Kai. Tô nervoso. Eu preciso voltar para casa logo. — Calma amigo, não podemos desistir agora. Pensa, falta muito pouco agora. — Xiumin acariciou minha mão. — É, para quem passou três anos, quatro meses não é nada, certo? — perguntei retoricamente e sorri amarelo. Eu estava morrendo aos poucos por não ter meus amores comigo. UM MÊS DEPOIS... Eu estou com tanta saudade de você. [14:14] Já que não estava encontrando na aula de jeito nenhum, achei melhor mandar a mensagem para Chanyeol. Amor: Eu também estou. Mas pensa Baek, falta ainda menos. [14:20] Amor: O que está fazendo agora? [14:21] Estou olhando para o nada fingindo prestar atenção na aula. Eu já não aguento mais sabe. Amor, eu quero ficar com você e o Kyung, parece que minha vida está desmoronando. Está tudo acabando. [14:22] Amor: O que está acabando Baek? Está tudo bem, nosso filho está bem. Nós sentimos muito sua falta, mas entendemos que você precisa disso pra sua carreira, nós somos uma família, nos apoiamos. Amor, não fique preocupado com isso agora. [14:27] Chanyeol, eu não estou suportando sabe? Eu falo com o Kyunggie as vezes. E, amor, ele precisa de mim, e eu não estou aí, isso me mata, sabe? Eu deveria estar cuidando da minha família. [14:28] Amor: Baekkie, você abriu mão de muitas coisas por nós, não deixe que isso te afete agora, está no fim, logo você está em casa. [14:30] Por que quer tanto me convencer a ficar? Está me escondendo alguma coisa? [14:30] Amor: Claro que não. [14:33] Vou te ligar quando chegar em casa. Beijos. [14:33] Não é que eu não confiasse em Chanyeol. Mas eu ainda era inseguro. Chanyeol apesar de ser mais velho ele era um homem muito bonito, do tipo de cara que vai envelhecendo e ficando cada vez mais gostoso, mesmo quando nasce uma ruga você pensa "meu Deus, que delícia de homem". Eu tenho certeza que não sou só eu que penso assim. Todos que olham Chanyeol devem pensar, porque caramba, ele é. Assim que a aula termin?u, eu fui para meu dormitório, não estava nem com cabeça para ir para o treino, ainda bem que era sexta, assim poderia ficar um bom tempo falando com Chanyeol. Assim que troquei de roupa meu Notebook já tinha ligado e fui direto no contato de Chanyeol. — Amor, você não tinha treino hoje? — falou caminhando pela casa que estava toda escura. — O que você está fazendo, Chanyeol? — Eu estava na piscina, amor. — faz alguns anos que nos mudamos do apartamento para uma casa de verdade, com mais espaço para nós. — Hm. E sobre o treino. Eu não vou hoje. Queria ficar com você. Cadê o Soo? — Está na casa do Jongin, ele vai dormir lá hoje. — Você estava sozinho na piscina, as quatro da manhã.— afirmei em tom de deboche. — Sim, mas — antes que ele pudesse falar alguma coisa eu o cortei. — Então quem é aquela atrás de você Chanyeol? — perguntei referente a garota que estava de biquíni na cozinha. Chanyeol abriu e fechou a boca várias vezes antes de soltar a famosa frase... — Não é nada disso que você está pensando. — Nunca é. Acho bom me esperar, estou voltando amanhã. — fechei a tela do computador. O que me restava além de deitar em posição fetal e chorar? Isso mesmo, nada. Nada mesmo. Esse último mês todo foi assim, um Chanyeol meio escorregadio. Tudo que fazia meu coração quase pular pela boca de pensar que algo assim pudesse estar acontecendo, mas claro, é tudo como nos filme clichês, a gente nunca sabe a menos que apareça em um horário diferente. Talvez quando eu chegasse em casa daqui a três meses o que estivesse me esperando fosse os papais do divórcio e malas e não um marido e filho. Meu filho, o que seu pai vai fazer hoje? [15:55] Enviei para Kyungsoo assim que me senti mais calmo. Bebê: Nada papai, ele vai ficar vendo uns filmes até a hora de você ligar. [15:59] Aquela resposta fez ainda mais lágrimas escorrerem por minha face. E como está aí na casa do Jongin? [16:06] Bebê: tudo bem. [16:07] Bebê: Mas como sabe que eu estou aqui? Kkkk [16:07] Sou seu pai, sei se tudo. Mas não faça nada que eu não faria. Te amo. [16:10] Bebê: Também te amo papai. [16:10] Apesar de todos esses anos, esses onze incríveis anos, eu ainda amo Chanyeol da mesma forma de que quando eu conheci, ainda lembro do cara com piercings e tatuagens que conversou comigo em um bar, o cara que me levou para sua casa na primeira noite, que cuidou de mim nos dias seguintes, que seguiu me amando mesmo quando eu aparentemente o abandonei. Amor: Baekkie. Faz horas que estou te ligando, por favor me atende. [17:52] Amor: Eu tenho certeza que não é nada do que está pensando, eu não estou te traindo. Eu juro. [17:53] Amor: Baekkie, amor, eu te amo, eu não ia fazer isso com a gente. [17:55] Cinco minutos depois da última mensagem Chanyeol me ligou outra vez, atendi o telefone, mas não disse nada, até porque estava muito difícil falar com as lágrimas emboladas na minha garganta. — Amor, por favor, fala comigo. Aquela agora... Eu não estava com ela. — Sabe Chanyeol. O r**m não é a traição. A gente perdoa a traição. Eu perdoo. Mas o que faz os relacionamentos acabarem é a falta de confiança. Porque mesmo que a gente continue juntos depois disso eu sempre vou ficar pensando... Ele está fazendo de novo? Esse é o problema de mentiras e traições. — M-mesmo se a gente continuar? Você está pensando em me deixar? Depois de todo esse tempo? Você vai me deixar? — perguntou com a voz falha. — Eu não sei. Por que você mentiu? Por que não disse a verdade? — Pra que você não achasse que estou traindo. Baekhyun, por favor... — Amanhã eu vou pegar o primeiro voo, segunda eu chego aí. Tchau. {•••} — Você tem certeza disso? — Xiumin acariciou meus braços quando meu voo foi anunciado. — Tenho sim, amigo. Se eu voltar hoje eu tenho chance de conseguir manter meu casamento. Porque... Eu não quero ficar sem o Chanyeol. — sequei as lágrimas que brotavam no cantos dos meus olhos. — Vai ficar tudo bem. — Chen me abraçou forte e então ouvimos novamente a chamada para meu voo. — Eu preciso ir, vou ficar apenas uma semana, eu nunca faltei então eu posso explicar depois, me mandem as atividades que eu vou entregar por email e no portal da faculdade. Eu amo vocês. — abracei os dois antes de passar pelo portão em direção ao meu voo. Quando eu sair desse avião outra vez, pode ser o fim de tudo que construí. {•••} - Baekhyun... Não deu tempo que Chanyeol dissesse nada, apenas pulei em seu colo e roubei seus lábios, eu estava com saudade do seu beijo. Chanyeol segurou minhas pernas e me trouxe para dentro de casa, já que eu não tinha usado a minha chave, fechou a porta e me encostou nessa, aproveitando ainda mais o beijo. Paramos por poucos segundos para respirar, mas sem nem ao menos descolar os lábios, para logo voltar ao beijo intenso. Quando eu finalmente achei que estava pelo menos um pouco saciado, me afastei, descendo de seu colo e tirando minha mochila das costas. - Onde está o Kyungsoo? - perguntei já olhando em volta e seguindo para o nosso quarto. - Na escola, mas logo ele está de volta. Baekhyun eu... - Cala a boca. O voo foi extremamente cansativo. Eu vou tomar um banho e você me espera no quarto. Fui em direção ao banheiro já tirando minhas roupas. Por um momento eu senti vontade de chorar, meu peito chegou a doer, mas eu tinha que ser forte. Saí banheiro apenas com uma toalha enrolada na cintura. Chanyeol estava sentado na beira da cama, olhando atento para o que eu estava fazendo. - Tira a roupa! - mandei. - Baekkie, eu acho que... - Eu disse pra tirar a roupa. Chanyeol concordou e se despiu, voltando a sentar na cama. Fechei a porta do quarto e tirei a toalha, sentando no colo de Chanyeol. Suas mãos subiram por minhas coxas num carinho sutil até chegar a minha b***a e apertar com força, me fazendo arfar antes de tomar seus lábios. Dessa vez o beijo era mais calmo. Aproveitando o seu toque enquanto matava a saudade. - Eu amo você. - Chanyeol sussurrou antes de virar meu corpo, me levando para o centro da cama. Chanyeol desceu seus beijos para meu pescoço, meu ombro e minha clavícula, descendo para meu peito até chegar em meu m*****s, me fazendo arfar. Eu estava sensível, estava com saudade dos seus toques, sentia um arrepio gostoso em minha barriga, me entregando aos seus toques cada vez mais. Chanyeol continuou descendo. Mordiscando e beijando minha barriga, me fazendo contrair meu abdômen por conta do contato. Chanyeol desceu pela linha do meu umbigo até chegar em meu m****o, que sem cerimônia colocou na boca, chupando apenas a glande, lambendo o freio e sugando com força, me fazendo gemer audível com o prazer. Segurei seus cabelos para descontar o prazer que estava sentindo em seu ato. Chanyeol era bom demais em me deixar louco de t***o. Seus lábios passaram em um toque sutil por meus testículos, ele deixou alguns beijos em meu períneo antes de levantar minhas coxas e se dedicar a lamber e sugar minha entrada, me fazendo revirar os olhos cada vez que sentia sua língua forçar a entrada, como se ela pudesse realmente estar dentro de mim. Quando ele achou suficiente, apenas se afastou e pegou o lubrificante, espalhando em seu pênis e logo começando a me adentrar. Naquele momento não precisávamos de palavras, não importava se o mundo estava acabando lá fora. Eu gostava do seu toque, eu gostava de tê-lo dentro de mim. Abracei seu corpo e enlacei minhas pernas em sua cintura, gemendo em seu ouvido enquanto sentia as estocadas fortes que Chanyeol me dava, me fazendo revirar os olhos. Nossos corpos conectados daquela forma não poderia ser melhor. Afundei meu rosto na curva de seu pescoço, tentando reprimir meus gemidos que saiam cada vez mais altos por conta das estocadas certeiras em minha próstata. Chanyeol gemia baixinho em meu ouvido e antes de gozar ele me beijou novamente, com aquele desejo evidente, dando uma última estocada antes de me preencher com seu g**o e me fazer gozar também, sentindo todo meu corpo relaxar. Quando paramos de nos beijar e deixamos as respirações normalizarem, deitei de lado, ficando de costas para Chanyeol e puxei sua mão, para que ele me abraçasse. - Vai me deixar explicar agora? - Chanyeol estava beijando meu pescoço e minhas costas, agarrando forte minha cintura como se eu fosse fugir. - Eu sei que a nossa relação está desgastada com o fato do intercâmbio e da gente se ver uma vez a cada seis meses... Eu tenho ciência disso. Mas por que você mentiu? Eu odeio mentiras Chanyeol. - tentei ser o mais calmo possível. Eu e Chanyeol brigávamos como todo casal, mas eu nunca fui de levantar a minha voz, de fazer escândalos, eu sempre achei mais fácil resolver tudo de forma calma, pensando muito antes de tomar alguma decisão. - Eu não queria que você pensasse que eu estava te traindo. Eu sei o quanto você é inseguro com a minha sexualidade. - Chanyeol ficou apenas abraçado a mim, sem mais beijos, apenas me mantendo em seu peito, mesmo que eu não quisesse olhar para sua cara. - Eu acho que isso piora tudo sabe. Eu gosto das coisas ditas de uma vez, antes que tudo piore. Só quero que saiba que o Kyungsoo é meu filho também, não vou deixar ele ou desistir dele só porque você resolveu namorar outra pessoa. - eu jamais abriria mão do meu bebê. Kyunggie é a única coisa que me resta, eu o amo como se ele fosse completamente meu, ele é meu filho, eu o criei e amei como tal. - Mas eu não vou namorar outra pessoa. Baekhyun eu estou há mais de dez anos com você, isso não vai mudar. Eu te amo muito. - disse beijando várias vezes o meu ombro, o que me fez respirar aliviado de algum modo, mas não perdi a postura, ele não poderia pensar que eu cederia fácil, que eu o perdoaria sem pensar, para que ele não me deixasse. - Ama... tem medo que dê pro pessoal da faculdade, mas come a primeira que dá bola. - disse irritado. Boa parte das minhas birras nunca foram embora. Ao lado de Chanyeol eu sempre seria aquele garoto querendo seu carinho. - Baek, lembra do Kris? - perguntou sorrindo, o que fez cócegas em minha orelha. - O que trabalhava com você? - Esse mesmo. Ele é chinês, ele conheceu a Mei, que é a mulher que você viu, e eles tiveram a Ni Ni, lá na China, então ele veio me visitar para que eu conhecesse a filha dele que já tem seis anos. - disse voltando a beijar meu pescoço, já que eu tombei a cabeça mais para o lado, dando espaço para que ele o fizesse. - Mesmo que nossa relação esteja horrível, o único jeito da gente se separar é você dizendo que não me ama mais, Baek. Do contrário, a gente vai ficar juntinhos até o fim. - Você não me traiu? Nem beijinhos? - perguntei fazendo bico. - Nem beijinhos. Eu amo você Baekhyun. Você é a segunda pessoa na terra que eu tenho certeza que amo, acima de você está apenas o meu filho, que é meu tudo. Eu não quero perder você. Chanyeol sussurrou e eu me virei entre seus braços, puxando seus lábios para mim novamente. - Eu fiquei com tanto medo de você me largar, de achar alguém mais novo, mais gostoso e eu chegar aqui e ter que assinar o divórcio, eu não ia conseguir, Yeol, eu te amo pra c*****o, mesmo. - disse dando diversos selinhos em seus lábios antes de subir sobre seu corpo, rebolando sobre seu m****o. - Eu estava com saudade de você fazendo isso. Baek eu estava morrendo de saudade de tudo em você. - disse apertando cada pedacinho da minha pele e me beijando com o mesmo desejo. - AAAH! PAI EU NÃO ACREDITO NISSO! - meu bebê gritou da porta, eu não sabia se ria ou se chorava, por sorte estávamos com o edredom nos cobrindo. - Bebê, eu sempre disse pra bater na porta. - disse saindo de cima de Chanyeol e sentando ao seu lado. - Papai! Quando você chegou? - Kyungsoo quase gritou de tão animado, invadindo o quarto e pulando em cima de mim em um abraço apertado. Enchi seu rostinho de beijos vendo os olhinhos marejados, se Chanyeol tivesse me traído Kyung ficaria tão m*l quanto eu. - Faz umas duas horas. - disse rindo. - Deixe eu apenas me vestir e vou ficar com você, tudo bem. - Kyungsoo assentiu rápido e saiu do quarto fechando a porta. - Ainda bem que a gente não fez mais nada, mas a noite eu vou fazer. - Chanyeol disse dando uma mordida em meu ombro e nos levantamos vestindo uma roupa e encontrando Jongin e Kyungsoo na sala. - Por que voltou papai? - Porque seu pai quer me deixar. - Chanyeol revirou os olhos e agarrou minha cintura. - Não acredite nesse ciumento, meu filho, ele voltou porque não aguentou a saudade nossa ca...sa! - Eu amo muito vocês! - Kyungsoo disse sorrindo com os olhos marejados e veio nos abraçar. - Eu senti tanto sua falta papai, me diz que agora é pra valer. - Não bebê, vou ficar só uma semana e vou voltar para a faculdade, mas depois disso sim, eu volto pra ficar com vocês pra valer, eu juro. - disse limpando suas lágrimas e beijando sua testa. - O importante é que estamos juntos. - disse Chanyeol bagunçando os cabelos de Kyungsoo. - Sim, esse é o mais importante, vocês são os amores da minha vida! Mas quando os abri vi que Jongin olhava para o chão, provavelmente se sentindo constrangido de estar ali naquele momento. — Vem Jongin, você também é dá família. — chamei e Jongin sorriu envergonhado. — Não é não. — É sim. — Kyunggie e eu dissemos rindo. — Não quero incomodar, tio. — Não incomoda. — Kyungsoo riu e assim que o moreno chegou perto ele lhe deu um selinho, deixando Chanyeol bufando. — Meu menino cresceu tanto. Isso me lembra que estou te devendo uma conversa. — acariciei os cabelos de Kyungsoo e Jongin. — Vamos fazer assim, Chanyeol vai fazer o jantar com a ajuda de Jongin e nós vamos conversar. {•••} Saí do banho, porque eu precisava de outro, e sentei na cama onde Kyungsoo estava, no meu quarto. — Nossa, chega a ser estranho saber que você cresceu, meu bebê. Eu lembro da criança que queria brincar com uma bolinha no campo. — acariciei seus cabelos e Kyungsoo deitou a cabeça em meu colo. — Por que meu pai não deixa eu namorar o Jongin? Nossa, eu tenho quase a idade que você tinha quando vocês começaram a namorar. — Justamente por isso, você não lembra, mas nosso relacionamento foi muito complicado, ainda mais por causa do sexo. Eu sei que você quer fazer com o Jongin, eu entendo muito como é ter essa vontade, mas meu amor, tem que ser no momento certo. — Mas eu não ligo pra essa coisa de fazer o momento especial, papai. — disse com um bico. — Essa é a questão, não é fazer um momento especial, é ser especial. Tem que ser em um lugar bom, com calma. Vocês tem se sentir cada toque, não pode ser desconfortável sabe. Você tem que sentir que ele te ama sem que ele te diga, uma coisa dessas não pode ter pressa. — era tão difícil dizer isso, ainda mais que quando eu conheci Chanyeol foi tudo uma loucura só, e não me arrependo de ter me entregado a ele. — Quando eu conheci seu pai não foi assim e foi minha primeira vez também. — E você se arrepende? — Não. Mas seu pai cuidou muito de mim, ele me fez sentir como nunca antes e isso é até hoje. Minha maior dor foi ter que ficar longe dele. — senti a lágrima escorrer pela minha face e respirei fundo sorrindo. — Chanyeol a excessão a regra. Ele me salvou da vida que eu tinha. Mas você não tem necessidade disso meu bebê. A gente te ama, sempre cuidamos de você com todo o amor e esse é um momento que não vamos deixar falhar, entende? Eu quero o melhor pra você. O melhor é fazer quando está completamente preparado, o momento surge, mas não pode ser um impulso. — Eu prometo fazer só quando tiver certeza, sem pressa. — me abraçou. — Eu te amo tanto, papai! — Eu também te amo, você não faz ideia do quanto. — dei vários beijinhos em sua face e Chanyeol abriu a porta. — A pizza chegou. — Nossa, só porque eu queria comer comida do meu maridinho. — disse saindo do quarto e indo em direção a sala, onde tinham duas pizzas grandes e uma garrafa de refrigerante na mesa de centro. — Meu Deus, tudo bem que somos todos homens, mas não acredito que vamos comer tudo isso! {•••} — Retiro o que eu disse, vocês são uns monstros. — eu comi apenas três fatias enquanto eles devoraram as pizzas com tente vontade que nem migalhas sobraram. — Papai, aproveitando esse momento. — Kyungsoo limpou os dedos no guardanapo e ficou de pé. — Pai, eu e Jongin estamos namorando sim, ele nunca foi e nunca será só meu amigo, obrigado! — Kyunggie disse me fazendo rir. — Eu não disse. Chanyeol, Jongin é um amor de menino. — Mas Kyung é uma criança! — Não sou não! — Olha tio, eu sei que se preocupa, mas eu amo de verdade o Soo, nunca vou fazer nada pra magoar ele, não se preocupe. — disse Jongin e Kyungsoo sorriu, abraçando o moreno e lhe dando um selinho. — Viu pai, namorado melhor não podia ser! — Também acho! — concordei e Chanyeol bufou. — Se meu filho soltar uma lágrima por você eu volto para a cadeia! — Tudo bem tio, ele não vai. — Jongin riu para Kyungsoo e esse mordeu os lábios. — Posso dormir na casa do Jongin hoje? — A conversa serviu de nada né. — disse rindo. — Pode. — Mas amor... — Eu tenho muita coisa pra conversar com você essa noite Chanyeol, a gente tem muita coisa pra resolver antes que eu volte para a faculdade! — Boa noite, bebê, vou chamar o táxi. — disse Chanyeol fazendo todos nós rirmos. (...) Depois que Chanyeol levou Kyungsoo e Jongin até o táxi e eu lavei a louça, finalmente fomos para o quarto. — Você vai me falar o tanto de assunto que temos? — Uhum, vou contar tudinho. — disse subindo sobre ele na cama tomando seus lábios. Comecei a colocar minha mão direita em sua calça, masturbando seu m****o lentamente. — Eu sinto tanto a sua falta nessa cama, Baekhyun. E eu não estou falando do sexo, estou falando de você. Eu sinto saudade de dormir e acordar com você, de você sentar o meu colo para o café da manhã e me beijar até cair no sono. É tão difícil de aceitar que você cresceu quanto é difícil aceitar que aconteceu com Kyungsoo, você era só um garoto, agora é um grande homem. — Chanyeol disse sério e eu tirei minha mão da sua calça, sentindo meus olhos marejados. — Ai meu amor, perdão por isso, perdão por estar estragando o nosso casamento com isso... mas agora falta tão pouco... — Eu sei, nem vale a pena desistir... — Chanyeol acariciou minha cintura. — Agora vamos terminar o que você, começou. (...) — Ahhh Channie, to quase, hm... — agarrei as costas de Chanyeol com força, sentindo ele ir mais forte. — Ah ah ah... — Parece um bebê todo manhoso depois que goza. — Chanyeol disse beijando meu pescoço e se retirando do meu interior. — Hoje eu sou tudo que você quiser... Eu só quero ficar com você tudo que eu puder.              
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