O começo de uma nova vida

1263 Palavras
— Ah, caramba... Hm Chanyeol... — gemi em seu ouvido enquanto o estocava com meus dedos e apertava sua b***a. — Ah, assim está tão bom… você é tão gostoso ahn… — disse ele dando uma estocada certeira em minha próstata e beijando meus lábios enquanto eu abria mais as pernas e gemia seu nome. Não demorou para que nós dois chegássemos em nosso ápice pela quarta vez na noite. Deitamos lado a lado ofegantes e sorrindo. — Já está quase amanhecendo. Eu não acredito que fizemos tanto assim. — disse sentindo minhas bochechas corarem enquanto escondia meu rosto na curva do seu pescoço. — Eu estou bem cansado agora. — ele riu acariciando a minha cintura — Mas se você me der alguns minutos e alguns beijos, eu consigo fazer muito mais. — disse rente ao meu ouvido me deixando arrepiado antes de puxar meu queixo e me beijar. Eu sempre tive essa coisa de me perder nos beijos de Chanyeol, ele era simplesmente o homem da minha vida, é normal que fosse assim, mas aquela noite parecia tudo tão diferente, parecia ainda mais verdadeiro do que sempre foi. — Chan... — chamei enquanto acariciava seu rosto e ainda dava alguns selares em sua boca — Você me ama? Chanyeol olhou sério para mim e depois fez uma cara pensativa, me puxando para mais perto de seu corpo quente e tomou meus lábios de um jeito calmo e gostoso. — Amo. Como nunca amei ninguém. Sorri e voltei a esconder meu rosto em seu pescoço, sentindo suas mãos quentes e fortes afagarem minhas costas. — Eu também amo você.  Abracei seu corpo com força enquanto fechava os olhos e deixava o cansaço me tomar, sentindo o seu cheiro misturado a suor e sêmen eu acabei adormecendo. {•••} Na manhã seguinte acordei e Chanyeol já não estava mais ao meu lado. Dele apenas a mochila e um bilhete. "Desculpe sair tão cedo, mas eu não poderia adiar isso por mais tempo" Eu sabia do que ele estava falando, ele estava falando do envelope que SooHae havia deixado antes de partir, e partir para nunca mais voltar, já que dentro tinha uma carta de despedida, que Chanyeol prometeu me contar em outro momento, pois nosso reencontro não poderia ser assim, com nada triste, apenas os melhores momentos de nós dois. Levantei da cama e fui direto tomar um banho, logo depois troquei os lençóis e fui para cozinha atrás de algo para comer. Kyungsoo estava deitado no sofá da sala, em sua frente um copo de leite já vazio e um prato, provavelmente ele comeu uma torrada, que Chanyeol deve ter feito para si, Kyungsoo é pequeno demais para alcançar os móveis da cozinha. — Tudo bem, meu amor? — perguntei sentando ao seu lado e lhe dando um beijo na testa. — Uhum, Appa saiu cedo. Onde ele foi? — Resolver umas coisas. — respondi acariciando suas perninhas. — Papai. Posso perguntar uma coisa? Você pode me contar em segredo. — O que foi bebê? — perguntei franzindo o cenho, estranhando a pergunta. — Appa ainda castiga você? — perguntou assustado. — Como assim, Kyunggie? — Quando eu era pequeno, Appa sempre castigava você, e vi que ontem ele fez a mesma coisa. Porque você fica com um Appa que faz dodói em você papai? — Kyunggie falou com lágrimas no olhos e aquilo me doeu. Abracei meu filhote o enchendo de beijinhos. — Seu pai nunca vai me machucar. Nunca. Pode ter certeza disso. A gente estava só brincando, essa coisa de... Castigo é uma brincadeira que temos entre nós dois. Não se preocupe com isso, filho. — disse beijando o topo de sua cabeça. Fiz uma torrada para mim e depois fiquei deitado com Kyungsoo no sofá até a hora de Chanyeol chegar, e isso já passava um pouco do meio dia. — Como foi lá, amor? — perguntei e recebi um selinho seu antes dele beijar a testa de Kyungsoo e sentar ao nosso lado do sofá. — Vai haver uma audiência. Mas eu estou livre e Sehun vai ser preso, hoje mesmo. — disse sorrindo. — E o que tinha na carta dela? {•••} "Quero que você saiba que eu gostei de você desde que vi seu sorriso ladino direcionado a mim, suas mãos grandes e fortes... Quando senti seu beijo a primeira vez, eu senti como se fosse uma adolescente de novo, mas então isso trouxe consequências e mesmo que eu quisesse eu não fui capaz de amar Kyungsoo, eu o entreguei a sua mãe por isso e sabia que você tinha um coração grande demais para rejeita-lo. No começo, quando vi aquele garoto tomar o meu lugar em sua vida, eu fiquei com raiva, eu quis tirar Kyungsoo de você para que doesse e até ajudei na armação contra você. Mas eu estou realmente arrependida e talvez isso custe a minha vida, mas eu vou lhe entregar tudo que sei e que tenho sobre a sua prisão, você é um homem livre Chanyeol, livre da justiça e do preconceito. Espero que um dia entenda que eu fiquei cega por achar lhe amar, e me perdoe pelo meus erros, para que pelo menos minha alma possa ir em paz. — SooHae." — Nossa Chan, que pesado isso. Eu, nem sei o que falar amor. — disse ao terminar de ler a carta. — Só não conte nada ao Kyungsoo, se ele não lembrar dela vai ser mais fácil.  Assenti e dobrei a carta como estava antes, colocando na gaveta da cômoda do nosso quarto. Dei um beijo em seus lábios e voltei para sala com Kyungsoo. — O que você acha de ligar para o Tio Chen enquanto eu faço o almoço? — perguntei para Kyungsoo e ele assentiu animado correndo em direção ao telefone. {•••} Minseok e Jongdae  chegaram e o almoço já estava quase pronto. — Eu fico feliz que chegaram, eu quero comemorar com vocês ter toda a minha família de volta. — abracei os dois e fomos para a cozinha onde Chanyeol colocava a mesa e Kyungsoo já comia um pouco do caldinho de broto de feijão. Sentamos todos na mesa e Chanyeol nos serviu, logo depois setando ao meu lado. — Quero contar um causa também, você é meu melhor amigo. — disse Chen e pegou a mão de Minseok — Não é nada sério, mas eu e o Umin queremos tentar alguma coisa, sabe... Um relacionamento. — Chen, isso é maravilhoso, eu fico feliz demais com isso. — Eu também, tio Chen. — disse Kyungsoo levantando e dando um beijo em Chen — Só não castiga ele como o Appa faz com o papai, fazer dodói não é legal, mesmo que de brinquedo. — disse bem sério apontando o dedinho para Chen. Minhas bochechas ficaram num tom de vermelho que estava quase indo para o roxo, de tanta vergonha que eu senti daquela pérola do Kyungsoo. Todos começaram a rir, notavelmente entendendo a piada, até mesmo Kyunggie ria, mas que não entendesse o motivo daquilo tudo. E naquele momento tudo estava como sempre deveria ter sido.  Estávamos em família. Todos eram a minha família. Chanyeol era o amor da minha vida, Kyungsoo o filho que eu amava mais do que a mim mesmo, Xiumin e Chen eram meus melhores amigos, as melhores pessoas que eu poderia ter conhecido, quem me deu força para nunca desistir. No fim, eu não teria feito nenhuma escolha diferente. — Eu amo vocês.
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