Retratos

3134 Palavras
Minhas mãos rumaram para seu rosto, eu não conseguia acreditar que era real. Pulei em seu colo o abraçando o mais forte que conseguia enquanto sentia meu corpo tremer pelo choro que não parava. — Eu estava com saudade. — Eu também estava, Baekkie, você não sabe o quanto. — Chanyeol me apertou mais contra seu corpo, minhas pernas rodearam sua cintura enquanto afundava meu rosto em seu pescoço. Ao ouvir as palavras não pude evitar sorrir novamente e segurar o rosto de Chanyeol o beijando com todo o carinho que estava guardado em mim há mais de um ano sem vê-lo. — Como conseguiu sair? — perguntei olhando em seus olhos e acariciando seu rosto. — Eu não recebi nenhuma informação sobre o processo de guarda do Kyungsoo, então eu pedi liberdade condicional, eu sabia que era contra a minha sentença, mas eu precisava ver meu filho e... — Chanyeol parou de falar quando seus olhos saíram do meu rosto e foram para além de mim. Desci do seu colo olhando para trás e vendo Kyung com um bico nos lábios apertando seu pinguim de pelúcia contra o peito. Chanyeol caiu de joelhos no chão, abrindo os braços e esperando que Kyungsoo viesse até ele como sempre veio, mas o pequeno apenas ficou mudando seu olhar de mim para Chanyeol, até que eu fizesse um sinal com a mão e ele viesse até o pai. Kyunggie veio todo tímido até Chanyeol, o maior o apertou em um abraço saudoso antes de encher o rostinho pequeno de beijos, fazendo Kyungsoo rir fofamente e largar a pelúcia para abraçar o pai. — Eu senti tanta saudade de você, filho. Você não faz ideia. Perdoa o Appa por sumir. — disse dando beijinhos em meu rosto. — Eu achei que você não fosse voltar mais, papai disse que você foi fazer uma viagem de três anos. — falou com um bico nos lábios e Chanyeol olhou para mim com um grande ponto de interrogação no olhar.  Apenas movi os lábios dizendo que era uma longa história. — Acho que não vamos mais a praia então... — disse Chen chegando de repente e se escorando na porta com as mãos no bolso. Chanyeol levantou do chão com Kyungsoo no colo e ficou olhando aquela cena. — Vamos, claro que vamos, mas dessa vez vamos nós cinco, vai ser divertido. — Ah, claro, muito... — falou com tom de ironia. — Chen, leva o Soo pra tomar um sorvete? Nos encontramos em meia hora para sair. — disse rindo e dei um beijo no rosto do meu filho antes de pegar do colo do Chan e entregar a Jongdae. — Vai ser suficiente? — Jongdae! Não começa! — Chen revirou os olhos pegando meu filho e indo em direção ao elevador — Temos muita coisa a conversar. — disse a Chan quando fechei a porta. — Com certeza, sim. Quem é ele? — perguntou bravo. — Um amigo, Chan. — Um amigo com muito ciúmes de você. — Mas é só um amigo, eu disse que ia esperar você e estava esperando, e já disse que esperaria a vida inteira se necessário fosse, não aja como se eu tivesse te traído durante esse tempo, porque eu não fiz isso, eu estou aqui sendo fiel, cuidando do nosso bebê e esperando o dia que você volte para casa apenas para ficar comigo. — disse tudo num fôlego só e vi a expressão de Chanyeol suavizar. Chanyeol foi chegando mais perto e me puxou para si, segurando minha cintura com força enquanto tomava meus lábios. Suas mãos adentraram minha blusa enquanto ele me prensava contra a porta com um beijo mais necessitado. — Não é hora pra isso Chan... Além disso, nem temos tempo. — disse quase gemendo por seus beijos em meu pescoço, eu estava com tanta saudade. — Temos tempo suficiente. — respondeu descendo suas mãos para minha b***a e apertando com força, me fazendo gemer, meu m****o ganhava vida dentro da calça larga de moletom. — Chan, tem ahn tanta coisa pra falar com você, por favor, vamos deixar isso pra um momento especial. Chanyeol deu um último beijo em meu lábios. E parou de me apertar selando minha boca várias vezes me fazendo rir. — Tem certeza? Você não está com saudades? Eu quero tanto fo- — Chanyeol! — repreendi rindo. Fui andando em direção ao quarto o vendo me seguir e olhando para todos os lados, principalmente os retratos que estavam espalhados pela casa, tinha muitas fotos minhas com Kyungsoo, Chen, Xiumin, mas muito poucas que Chanyeol apareciam, ainda mais as fotos da minha formatura que ele não pode estar presente. Assim que chegamos ao nosso quarto, tirei os livros de sobre a cama o colocando na estante e pegando uma caixinha que estava ao lado da cama para guardar no guarda-roupas, antes que Chanyeol descubra a existência da mesma.  — Tem muitos livros... Fotos... — É, eu estou estudando para o vestibular e estou fazendo um curso de inglês também. Tenho prova na semana que vem, então tenho que pegar pesado... E as fotos são da formatura, já que foi ano passado. — Uhum... Entendo... — Amor, pode ir tomar um banho, relaxar, eu vou estar esperando aqui por você. Ele concordou com a cabeça e seguiu para o banheiro enquanto eu me atirava na cama. Alguns minutos depois Chanyeol saiu do banheiro totalmente nu e lisinho, seus cabelos curtos penteados para trás, ele era tão sexy, não aguentei em morder os lábios olhando para aquele cara lindo que eu amava tanto. — Só um pouquinho. — ele sussurrou engatinhando sobre mim, que estava deitado na cama. Não segurei o riso ao sentir seus beijos em meu rosto. — Só um pouquinho… {•••} Quando finalmente descemos para o saguão do prédio Chen e Minseok já estavam escorados no carro com um Kyung distraído com alguma bebida que tomava, mas assim que nos viu saiu correndo vindo para meu colo. — Agora a gente vai para praia papai? Eu quero brincar na areia. — Vamos sim, meu bebê, vamos fazer muitos castelinhos com o Appa Chanyeol. — Chanyeol concordou com a cabeça enquanto eu fungava o pescoço de Kyung  o fazendo rir — Eu vou dirigindo, se a gente for voltar essa noite você dirige, Min. — Pode deixar. — rimos e Chen me jogou a chave do carro muita contra vontade, sentando atrás com Kyungsoo no meio, sentado no seu adaptador.  — Então vamos nos divertir em família, meu amores! Minseok também sentou no banco de trás, este dividiu um fone com Kyungsoo e ficou brincando com meu pequeno enquanto Chen ficou olhando para o lado de fora como se nós não existíssemos. — Quando tirou a carta? — Chanyeol perguntou, essa era mais uma coisa que era nova para ele, já que Chanyeol sempre me levou para tudo que é lado. — Faz pouco tempo, relaxa, eu sei dirigir. — disse rindo e Chanyeol concordou com a cabeça acariciando minha coxa enquanto ia se ajeitava melhor no banco e fechou os olhos. Ele com certeza estava cansado e eu nem havia lhe dado um tempo de processar tudo que estava acontecendo. {•••} Em poucas horas já tínhamos chegado na beira da praia.  Saí do carro e tirei meus tênis colocando os pés na areia, Chanyeol e Kyungsoo  – que pegou no sono no meio da viagem – ainda dormiam. Chen saiu do carro e foi andar na beira da praia enquanto Minseok sentou no capô do carro ao meu lado. — Baek, eu não sei o que fazer, por que ele tem que ser assim? — Minseok perguntou brincando com o próprios dedos. — Porque ele é um i****a. Você é um cara incrível, Min. — fiz um carrinho sutil em sua perna. — Para ele eu sou só um amigo incrível, eu não quero ser prêmio de consolação sabe, mas nem para isso ele me vê. — Eu namoraria você. Ele é muito i****a de desperdiçar alguém como você. — falei pegando a mão de Minseok, passando confiança — Você é lindo, inteligente, muito legal. Tem tudo que qualquer homem quer. — Você só não namora porque tem a mim é? Senão já tem outros pretendentes? — Chanyeol saiu do carro com aquela falsa carranca que eu tanto amava. — Ah amor, não tenho culpa de só conhecer gente maravilhosa! — disse rindo e Chanyeol me deu um beijo, me abraçando por trás e comprometendo Minseok com um aceno. — Você é o amigo do grupo de estudo dele? — Uhum. A gente se conheceu por causa do Chen, estamos estudando para entrar na mesma faculdade. — explicou Minseok. — Ah legal. — Vamos acordar o Kyungsoo e aproveitar esse dia na praia sem lamentações. Fui até meu bebê o tirando do cinto de segurança e o acordando devagar. Trocamos de roupa e pegamos as coisas para nós ajeitamos sob o guarda-sol.  Kyunggie foi até o mar e voltou correndo com seu baldinho cheio de água para fazer castelos com Chanyeol. Eu não perdia momento nenhum, tirando várias fotos.  Minseok pegou seu violão e começou a tocar uma música lenta, cantando uma canção que todos conheciamos, sendo acompanhados até mesmo por um Kyung alegre. E assim passamos a tarde. Quando a noite começou a chegar, alugamos dois quartos em uma pousadinha a beira mar para aproveitar ainda mais aquele dia maravilhoso. — A quanto tempo Kyungsoo está com você? — Chanyeol perguntou quando estávamos a sós, Minseok tinha convidado Chen e Kyungsoo para comprar comida no centro. — Praticamente desde que você foi preso. Um mês depois, mais ou menos, a SooHae apareceu lá em casa, me deixou um envelope super secreto e ele comigo. — Que envelope? — Não sei, está guardado lá. Ela disse para eu te dar quando você saísse da prisão. — Pra você me dar é? Tá esperando o quê, amor? — perguntou malicioso, Chanyeol não sabia levar nada a sério. Mas não resisti quando seus beijos passaram por meu pescoço e suas mãos se infiltraram dentro da minha blusa apertando a pele. — Você ficou tão mais gostoso. — Gordo você quer dizer, eu engordei depois que você foi embora, não precisava ficar bonito pro mozão. — disse rindo e gemi quando Chanyeol acariciou meu m****o. — Eles já vão chegar, a gente não pode ficar assim amor, hmm, Chanyeol. — eu queria parar, mas com seu corpo sobre o meu não é como se eu realmente quisesse fazer alguma coisa além de tirar nossas roupas. — Dá tempo, é só você deixar eu meter bem rapidinho. — Você parece um adolescente tentando me convencer que meus pais não vão chegar quando eu estiver gemendo seu nome, mas eu sei que eles vão. — disse colocando minhas mãos dentro de suas calças e apertando sua b***a. Ouvi batidas na porta e comecei a rir. — Chegamos, venham comer. — disse Minseok.  — Eu disse que eles iam chegar.  — Na hora que o Kyungsoo dormir eu vou te levar pra fora desse quero e vou te f***r, tô falando sério. — falou Chanyeol arrumando sua calça e me fazendo rir.  — Vou esperar com muita vontade amor. — falei meio irônico e  dei um beijo na bochecha de Chanyeol, caminhei em direção a porta abrindo a mesma e indo para o quarto ao lado.  Os meninos haviam comprado sushi, então sentamos todos em círculo em frente as camas de solteiro do quarto de Minseok e Jongdae e começamos a comer. Kyungsoo sentou no colo de Chanyeol, comendo  e olhando para o pai o tempo todo, como se tivesse medo do maior simplesmente sumir em algum momento. {...}  — 'Tô com sono papai. — disse Kyungsoo fazendo manha para mim e eu dei um beijo em sua cabeça. — Vamos ir para a cama então. Boa noite meninos. — levantei e Chanyeol também, pegando um Kyungsoo sonolento no colo. — Boa noite, Baekkie, amanhã de manhã vamos logo após o café da manhã, tudo bem? — Uhum. Acabamos por voltar para o quarto e deitar com Kyungsoo entre nós, o mesmo estava grudado ao pescoço de Chanyeol o máximo que podia para não deixar ele fugir de seus bracinhos pequenos, o que me fez rir, não era que hoje que Chanyeol ia conseguir aquilo. Mas ele pareceu imensamente mais feliz de ter aquele momento com Kyungsoo, afundando o rosto no pescocinho quente e se aconchegando nos braços no filho. Abracei os dois e ficamos dormindo juntinhos, como a família que éramos antes de tudo acontecer. {•••} Depois do café da manhã acabamos aproveitando mais um pouco da praia, Xiumin e Chen estavam diferentes um com outro, mais juntos. Eu adora ver o brilho nos olhos do meu amigo ao sorrir timidamente a Chen, e acho que finalmente ele estava percebendo o cara que esteve a sua vida inteira ao seu lado. Assim como Minseok, eu não queria que Chen o visse como um prêmio de consolação, mas talvez isso seja necessário para que ele aprenda a amar o Minseok. {•••} Acabamos que chegamos a noite em casa, depois de dar o jantar para Kyungsoo e tomar um banho, o colocamos para dormir e voltamos para o nosso quarto, trancando a porta por dentro como a muito não fazíamos. — Eu senti muito a sua falta nessa cama, você não tem ideia do quanto ela parecia enorme sem você… — disse ao me sentar na cama e olhar Chanyeol fazer o mesmo. — Eu só nunca entendi se você me ama tanto... por que não quis me ver na cadeia? Por que fez aquilo? — Era doloroso demais pra mim, Chan... Eu não sabia como lidar. E eu já estava cuidando do Kyungsoo, eu tinha tanto trabalho e escola, eu larguei o Baseball e- — Largou o Baseball? — Eu não consegui conciliar com tudo, era muita coisa, então não deu. — falei olhando para meus dedos que remexiam o edredom da cama. — Eu sinto que você ter me conhecido acabou com sua vida. — disse Chanyeol triste. — Não é verdade, amor. Eu sou muito feliz graças a você. — Mas você não é nada do que foi antes de mim. — E eu amo isso, eu cresci ao seu lado. Mas se você quiser me compensar por essa nossa vida... Eu aceito. — sorri de ladinho e Chanyeol me olhou com os olhos arregalados. {•••} — A-ah, eu não acredito que... Aceitei isso. — disse Chanyeol mordendo sua própria mão para não gemer. Ele estava de bruços na cama e eu estava sobre seu corpo, uma perna de cada lado do seu quadril, massageando seus ombros enquanto o estocava lentamente. — Deixa de ser chato, e-eu to só massageando você...  — Com o p*u na minha bunda... Hmm quando a gente se conheceu eu disse que jamais ia dar o cu, Baekkie, qual é... Faz isso direito ah... — sorri por sua mudança de assunto repentina e comecei a ir mais rápido, vendo Chanyeol abrir a boca e deixar gemidos mudos saírem. Eu estocava forte e rápido, gemendo baixinho e achando uma delícia ouvir Chanyeol gemer também, aquilo estava tão bom. — Baek, acerta lá, eu gostei ahn… — disse gemendo e dando uma empinada na b***a que me fez até rir enquanto tentava estocar sua próstata e gemia em seu ouvido. Não demorou para que eu acabasse gozando. Me retirei de seu interior e joguei a camisinha fora, virei Chanyeol de frente para mim e tomei seus lábios em um beijo sedento, descendo os selares para seu peito, sentindo sua respiração ofegante. Tomei sua ereção e a coloquei na boca de uma única vez, chupando com vontade. Eu sentia saudade de senti-lo de todas as formas.  Apertei as coxas de Chanyeol dando mais atenção a sua glande, chupando com força enquanto Chanyeol gemia baixinho e enroscava seus dedos nos meus cabelos. Não muito tempo depois eu senti seu corpo tremer e logo ele gozou em minha boca, engoli tudo antes de limpar o que escorreu pelo canto da minha boca e sorrir para ele. Beijei todo seu corpo, voltando aos lábios. Depois disso me deitei ao lado de Chanyeol completamente ofegante e sorrindo.  — Eu adorei, amor. — Ainda não acredito que dei pra você. — disse Chanyeol sentando na beira da cama e passando as mãos no rosto. Revirei os olhos. — Não era hora de quebrar o clima, mas já que você já fez, vamos ver o que a SooHae deixou para você. Levantei da cama e fui até a estante, abrindo a última gaveta e tirando de lá o envelope que ela havia deixado para ele. Chanyeol abriu o mesmo com cuidando tirando de lá dois cd’s e alguns papéis. — O que é isso? — Papéis de processos e uma carta. — Que processos? — Provas. — disse um tanto atônito. — Do que? — De que eu sou inocente, Baekhyun, eu poderia estar solto todo esse tempo se você tivesse aberto quando ela te deu. — ele riu soprado e colocou tudo de volta no envelope, o guardando na cômoda ao lado da cama. — E-eu... Chan, eu não sabia... Amor me perdoa! — disse sentindo as lágrimas escorrerem por meu rosto. — Tudo bem, bebê. Não tinha como você saber, tudo bem. Chanyeol voltou para cama beijando meus lábios com calma. Não precisaríamos estar matando a saudade daquele jeito que eu tivesse dado um pouco mais de importância aquele envelope.  Eu não acredito que eu praticamente fui o culpado da prisão de Chanyeol, eu o mantive preso por todo esse tempo. Chanyeol ficou entre minhas pernas, beijando meu pescoço e acariciando meu corpo me fazendo suspirar. — Me perdoa, eu te amo tanto, se eu soubesse... — Eu sei amor, eu sei... Só vamos aproveitar essa noite, porque eu não suportava mais ficar longe de você. Nossos lábios voltaram a se encontrar em um beijo longo e doce, ao mesmo tempo que era cheio daquele desejo que nunca nos abandonava. Suspirei quando senti Chanyeol me adentrando aos poucos. Eu m*l conseguia manter meus olhos abertos, apenas sentia cada toque seu. Ele primeiro acariciou meu rosto antes de prender minhas mãos sobre minha cabeça e estocar forte. Afundei minha cabeça no travesseiro gemendo baixinho e aproveitando de cada toque, até que pela segunda vez na noite meu corpo não suportasse tanto prazer e eu me desfizesse entre nossos corpos. Sendo acompanhados por Chanyeol alguns minutos depois. Aquela noite ainda ficamos longos minutos apenas nos beijando antes de dormir. O dia seguinte seria cheio demais.
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