Apareci em frente a porta e me abaixei com os braços abertos, eu estava morrendo de saudade de Kyungsoo, mas meu mundo caiu quando Kyunggie agiu exatamente como Chanyeol, cruzou os braços e franziu o cenho.
— Eu não quero falar com esse tio, Appa.
Me surpreendi com as palavras de Kyungsoo e lavantei do chão.
— Eu vou esperar vocês lá em baixo. — nem esperei o elevador chegar ou ouvir o que Chanyeol poderia me dizer para me consolar, apenas segui para as escadas de emergência e desci uns três lances da escadaria antes de sentar no chão e deixar que as lágrimas saíssem livremente.
Eu não consigo entender como do dia para a noite tudo parece dar tão errado, sempre tem alo que impede a nossa felicidade completa, nos fazendo sofrer ao invés de aproveitar o amor que estava pronto para transbordar de nós.
Quando me acalmei eu termeinei de descer os lances de escada que restavam secando minhas lágrimas e torcendo par que meu rosto não tivesse inchado ou vermelho.
Quando saí da escadaria e atravessei a porta dando para o saguão, Chanyeol já me esperava lá com Kyungsoo no colo.
— Por que demorou tanto?
— E-eu me perdi. — disse olhando para baixo e mordendo os lábios, não queria enfrentar mais rejeições da parte de Kyungsoo, já basta ele ter escondido o rostinho no pescoço do pai assim que me viu.
— Você mente muito m*l. Além disso, eu conheço você, pirralho. — ele bagunçou meus cabelos e me puxou mais para perto pegando minha mão e entrelaçando nossos dedos — Em casa a gente resolve isso.
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— Kyungsoo, você viu como deixou o tio triste? — Chanyeol perguntou para o pequeno assim que chegamos em casa, Kyungsoo apenas negou com a cabeça formando um bico nos lábios — Baekhyun te ama demais, sua atitude deixou ele muito m*l.
Sentei no sofá e fiquei ali encolhido, olhando para Kyungsoo.
— Mas, appa, a omma disse que ela não me ama e ninguém vai me amar. Que o Hyung diz que me ama porque ele quer você, que ele jamais gostaria de mim. — ele disse com lágrimas nos olhos e meu coração se apertou.
— Kyung, não é verdade, eu te amo muito, mesmo que eu não gostasse do seu pai eu ia continuar te amando. — me aproximei dos dois tentando abraçar Kyungsoo, mas o mesmo ainda me rejeitava.
— Não é verdade, você não me ama, só o appa me ama. — ele disse e abraçou Chanyeol com força.
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Depois disso Chanyeol deu banho em Kyungsoo e ficou olhando um desenho infantil com o mesmo.
Tomei um banho e fiquei revisando as matérias que cairiam no teste que a professora passaria na quarta-feira, além do jogo que eu teria também na quarta-feira.
Eu estava de bruços na cama quando Chanyeol chegou de banho tomado no quarto e sentou ao meu lado na cama, passou seu braço para minha cintura e ficou dando beijinhos no meu ombro tentado ver o que eu fazia no telefone.
— Pensei que não tivesse amigos... — ele disse enquanto arrastava seus dentes do meu ombro para meu pescoço.
— É um grupo de estudos para a faculdade, ano que vem eu me formo e quero ir para uma boa faculdade.
— Faz muito bem. — seus beijos saíram dos meus ombros e passaram para as costas, quase a b***a.
— Então não me distrai. — disse rindo.
— Tudo bem. — Chanyeol segurou meu rosto e virou em sua direção e me deu um selinho antes de sair do quarto.
Alguns minutos depois eu notei que Chanyeol não iria realmente voltar para o quarto, então dei boa noite a Minseok e Jongdae e fui atrás do meu namorado.
Chanyeol estava na cozinha, eu nem havia notado que ele vestia apenas uma boxer branca, o inverno já estava chegando, não era a melhor escolha de vestimenta. Chanyeol estava escorado na mesa da cozinha tomando café e olhando para o forno.
— Você não vem pra cama?
— Você esqueceu, não é? — ele perguntou em olhar para mim e tomou outro gole do café.
— Esqueci o quê? — engoli em seco quando ouvi seu sorriso sarcástico.
— Eu estou fazendo um bolo para amanhã comemorarmos meu aniversário, acho que estou ficando velho.
— Amor, desculpe por ter esquecido algo assim, eu... me desculpe, Yeollie — corri para perto de si e tirei a xícara de sua mão rodando meus braços em seu pescoço — Tanta coisa tem acontecido nesses últimos tempos, não foi minha intenção, eu juro, você sabe que eu te amo mais que tudo, certo?
— Tudo bem, eu sei. — ele abraçou minha cintura e deu um beijo em meus lábios.
— Então assim que esse bolo sair do forno você vai pra cama comigo. — sorri e dei outros beijinhos em seu pescoço e fui descendo até que eu não precisasse mais ficar na ponta dos pés para beijar uma parte do seu corpo.
— E o que vamos fazer na cama? — perguntou me pegando no colo.
— O que melhor se faz numa cama? — sussurrei rente aos seus lábios — Dormir para aproveitar o dia seguinte — ri da expressão de Chanyeol e desci do seu colo — Te espero na cama, garanhão.
Voltei para o quarto e coloquei meu celular para carregar enquanto ia para baixo das cobertas, poucos minutos depois Chanyeol também estava ali.
Ele m*l deitou na cama e já me puxou pela cintura colando nossos lábios mais uma vez. Nossos beijos eram sempre intensos, de tirar o folego.
Eu mais do que gostava, eu amava beijar Chanyeol. Eu não me importo de fazer isso até minha boca ficar dormente, não me importaria de fazer isso por horas, dias, anos talvez. Tem momentos que penso que eu poderia viver uma vida apenas para apreciar o sabor de seus lábios.
Chanyeol desceu sua mão de minhas costas para minha b***a me fazendo arfar durante o beijo, mas não pará-lo por nem um minuto.
— Appa, não consigo dormir. — disse Kyungsoo entrando no quarto, rapidamente me afastei de Chanyeol vendo o pequeno coçando os olhinhos e carregando um pinguim de pelúcia em seus braços.
— Vem deitar aqui com a gente então, bebê. — Chanyeol chamou, mas Kyungsoo logo formou um bico.
— Mas eu não quero dormir com esse tio. Não pode ser só nós, appa?
— Não, essa é a cama do Baek Hyung também e ele vai dormir aqui, se você não quiser dormir com nós é só voltar para o quarto.
— Deixa, Chan, eu vou dormir na sala. — sorri sem graça e senti um puxão em meu braço quando estava levantando da cama.
— Não Baekhyun, aqui é sua cama e você vai ficar, Kyungsoo, para de manha e sobe logo nessa cama.
Eu fiquei bem na ponta, Chanyeol no meio e ajudou Kyungsoo a subir na cama deixando o queno na outra ponta.
Kyungsoo deitou a cabeça no braço do pai e demorou poucos minutos para dormir com os carinhos que Chanyeol fazia em seus cabelos.
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Acordei com Kyungsoo agarrado em meu pescoço e sorri dando varias beijinhos em seu rostinho e pescoço.
— Acorda bebê, é aniversário do seu appa, vamos amassar ele. — sussurrei sorrindo no ouvido de Kyungsoo e ele acordou devagar, coçando os olhinhos e fazendo bico, mas antes que ele pudesse falar o enchi de beijos novamente, dessa vez vendo aquele sorriso lindo direcionado a mim.
Olhei para Kyungsoo e fiz sinal em direção a Chanyeol, logo ele entendeu e pulamos em cima de Chanyeol gritando vários parabéns e dando vários beijos em seu rosto e dorso.
Comemos o bolo que Chanyeol havia preparado na noite anterior como café da manhã. Apesar de Kyungsoo ainda estar receoso quanto a mim, foi um dia muito bom e bem aproveitado, de forma alguma Chanyeol poderia dizer que deixamos seus vinte e oito anos passar em branco. Pois com certeza foram um dos dias mais felizes desde que começamos a nos... relacionar.
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A merda de trabalhar demais era levar bomba nos testes e nem ter tempo de reclamar com o professor, pois tem que correr para o trabalho.
Durante toda a correria até a doceria em que eu trabalhava nem notei que meu celular tinha tocado mais de dez vezes.
Quando começou a tocar a décima segunda atendi no primeiro toque, parecia ser algo realmente sério.
— Baekhyun, você tem como vir... Na delegacia me visitar?
— O que houve, amor? — perguntei preocupado.
— Eu fui preso, mas quando você chegar eu explico.
Chanyeol nem me deixou dizer algo e desligou o telefone.
Por que sempre que parece que as coisas vão seguir um rumo certo algo r**m acontece?