— Sehun foi o culpado pela minha prisão.
— Do que está falando, amor? — perguntei beijando seu pescoço antes de sentar em seu colo de frente para si.
— Exatamente isso que ouviu. É por isso que eu não quero você perto dele, foi ele quem matou aquele cara, não eu. Baekhyun eu temo o porque dele ter te procurado. — Chanyeol me puxou e me deu um selinho logo acariciando meu rosto.
— Não aconteceu nada demais amor, não tem com o que se preocupar. — iniciei outro beijo, que levou a outro e outro — Precisamos ir embora. Só viemos aqui buscar minhas roupas — sorri — Além disso eu quero ver o Kyunggie hoje. Mas antes, já que está aberto a contar coisas... Por que não posso te chamar de amor?
Me ajeitei em seu colo e Chanyeol suspirou enquanto acariciava minha cintura.
— Minha mãe não é minha mãe de sangue. Ela era uma amiga da minha mãe biológica. Quando eu tinha uns seis anos, minhã mãe disse "meu amor, eu volto logo" e fugiu com um bêbado, nunca mais voltou... — ele suspirou de novo, dessa vez escondendo seu rosto por meu pescoço e dando uns beijos ali — Quando eu estava no ensino médio o Luhan me chamava assim, e ele ajudou a f***r minha vida. Então a SooHae me chamou assim. Eu não queria que você me chamasse assim e como eles me traísse ou fosse embora.
— Eu nunca vou te deixar amor. — disse e beijei seus lábios vários vezes.
— De qualquer forma, só não queria ter mais um na lista de decepções.
Beijei seus lábios com ternura antes de levantar do seu colo e passar a me vestir e pegar as poucas coisas que tinha esquecido no quarto. Quando acabamos apenas nos olhamos e Chanyeol agarrou minha cintura saindo do quarto.
Enquanto ele pegava a moto no estacionamento, eu passei na recepção deixando pago os dias a mais que fiquei e entregando a chave.
Depois de encontrar Chanyeol em frente ao hotel e coloquei meu capacete subindo na moto.
Não demorariamos muito para chegar, foi justamente por isso que ao invés de me segurar em sua cintura, me segurei em suas coxas, colocando minha mão direita entre suas pernas e rindo das reações que Chanyeol tinha, sem poder desconcentrar do trânsito.
Pouco tempo depois já estávamos em frente ao prédio em que morávamos, mas Chanyeol não parou na garagem, ele parou em frente ao prédio onde um cara tão grande quanto ele estava parado. Chanyeol retirou seu capacete e minha mão de suas pernas, por isso desci da moto e tirei o capacete o olhando enviesado.
— E ai, cara?! Esqueceu isso no serviço ontem. — direcionou a caixa a Chanyeol, mas com um manear de cabeça fez o loiro grandão mudar seu rumo e a entregar pra mim — Finalmente mudou o corte de cabelo, está bem melhor assim.
— É, Baekhyun que cortou. BaeBae, leva ele pra casa que eu já vou indo. — assenti e dei um beijinho rápido em seus lábios entrando com o gigante me seguindo.
— Eu sou o Kris, trabalho com o Chanyeol.
— Hm, sou Baekhyun, o namorado dele. — abri a porta do apartamento e dei espaço para Kris entrar — Pode sentar, se quiser. Onde vocês trabalham? — perguntei abrindo a caixa e ficando surpreso com o que havia dentro.
— Em uma s*x Shop, no centro. — arregalei os olhos, mas antes que pudesse falar alguma coisa, senti as mãos de Chanyeol na minha cintura, me abraçando por trás, o que fez mudar o foco da conversa.
— Isso são chocolates? Em forma de pintos?
— Uhum, você vai gostar, eles são de chocolate branco por dentro. — disse com a cara enfiada no meu pescoço e olhando a caixa.
— Hm, ta bom. E depois vamos conversar sobre esse seu misterioso trabalho. Agora eu vou tomar banho, depois vamos na casa dá SooHae.
— Tudo bem. — ele disse e eu lhe dei alguns beijinhos antes de ir em direção ao banheiro e deixar Chanyeol conversando com seu amigo na sala.
{•••}
Depois de tomar um banho e colocar todas as minhas roupas – que não eram muitas – para lavar, vesti apenas uma cueca que parecia um short super curtinho e uma blusa de Chanyeol.
Passei na cozinha e peguei um dos bombons em formato de pênis, segui para a sala onde Chanyeol conversava animadamente com um tal de Kris e bebia uma cerveja.
Sentei no colo de Chanyeol e comecei a comer meu doce prestando zero atenção no assunto deles.
— Amor, eu tô com fome. — sussurrei no ouvido de Chanyeol, que acariciava a minha cintura com uma mão e segurava a garrafinha com a outra.
— Então vamos cozinhar. — Chanyeol deu um beijo em minha testa e eu levantei de seu colo — Baekhyun, não tinha roupa melhor não?
— Coloquei todas as minhas pra lavar amor, eu não tenho muitas. — falei com um bico.
— Então com o salário desse mês você compra suas roupas e eu me viro com as contas da casa.
— Tudo bem. Eu vou comprar umas bem coladinhas e sexy! — disse rindo ele ele franziu o cenho.
— Sabe que se fizer isso eu vou te castigar todos os dias, né? — perguntou com um sorriso malicioso.
— É o que eu mais quero. — Chanyeol levantou do sofá e eu rodei meus braços em seu pescoço, beijando seus lábios calmamente e sentindo um tapa na minha b***a, sorri quando nós separamos ouvindo um pigarrear.
— Desculpa, cara, eu até me perdi aqui. Vamos pra cozinha fazer o almoço.
— Tudo bem, cara, eu também me perderia se tivesse uma sorte dessas. — ele proferiu me olhando, minhas bochechas coraram no mesmo instante.
— Ué, você não é hétero? — Chanyeol perguntou enquanto pegava os legumes para que eu picasse.
— Eu disse que tenho namorada, não que sou hétero.
Depois de me dar tudo em minha mão e colocar o macarrão no fogo, Chanyeol ficou abraçado em minha cintura enquanto conversava com Kris, se conheço bem meu namorado, ele estava tentando cobrir minhas pernas.
{•••}
— Amor, já é quase noite, agora que seu amigo foi embora e no fim o dia não foi nada do que eu havia planejado! Eu quero ver nosso bebê. — fiz bico o olhando enquanto tomava banho.
— Ah, Baebae, eu não quero aguentar a SooHae de novo! Eu estava lá ontem mesmo!
— Eu sei amor, mas eu quero tanto, tanto ver o Kyunggie!
Chanyeol revirou os olhos e saiu do chuveiro.
Esse homem nu...
Mordi meu lábio inferior olhando para baixo e esperando pelo menos ele vestir uma boxer.
Assim que ele o fez, voltei a olhar para Chanyeol, o vendo chegar mais perto, mais perto, até que eu estivesse encurralado na parede do corredor, sentindo suas mãos em minas coxas e seu nariz acariciando minha pele.
— O que você não pede que eu não faço, não é? — perguntou subindo as mãos para minha b***a e apertando.
— Hm, não me dá o... — não consegui terminar a frase, pois senti ele chupar meu lábio inferior — Yeol, é normal a gente sentir essa... Essa atração o tempo todo? Tipo... Você está comigo porque gosta de mim, né? Não porque a gente transa o tempo inteiro e não consegue parar nunca.
— Não seja i****a, eu estou com você porque... Você sabe. — ele disse acariciando minha bochecha.
— Não sei não, me diz.
— Ah Baek, você sabe sim!
— Talvez eu saiba, mas é melhor ouvir de você.
— Estou com você porque eu amo você! — Chanyeol disse sério e eu senti meus olhos arderem e lacrimejar, eu nunca achei que Chanyeol fosse dizer algo assim, de forma tão séria.
{•••}
Chanyeol tocou a campainha e logo SooHae abriu a porta, não me vendo escondido ao lado da mesma.
— Urgh! Que bom que veio, eu preciso sair e você tem que tirar o pestinha daqui.
— Não fale desse jeito do meu filho! E o que está aprontando? Vai dizer que eu sequestrei ele enquanto você estava saindo a dar pra qualquer um?
— Olha Chanyeol, não respondo a altura porque tô atrasada. — e demoraria demais pensando, completei a frase dela mentalmente — KYUNGSOO, SEU PAI ESTÁ AQUI, PEGUE SUAS COISAS!
— Onde você ia deixar ele?
— Na sua casa, ué, onde mais alguém ia querer uma peste dessas?! — respirei fundo a cada vez que ela insultavam meu Bebê e sabia que Chanyeol fazia a mesma coisa, ou era capaz de nós dois jogarmos ela da janela.
— Appa! — ouvi os passos de Kyungsoo correndo em direção a porta.
— Bebê, vim aqui porque alguém queria muito te ver. Além de mim, claro.
Apareci em frente a porta e me abaixei com os braços abertos, eu estava morrendo de saudade de Kyungsoo, mas meu mundo caiu quando Kyunggie agiu exatamente como Chanyeol, cruzou os braços e franziu o cenho.
— Eu não quero falar com esse tio, Appa.