Sentiu minha falta?

1743 Palavras
— Me desculpa. — pedi já começando a chorar e abracei Chanyeol sem receber um abraço de volta — Por favor, Yeol, me desculpa! — Eu odeio você, Baekhyun. Sorri e segurei suas bochechas dando diversos beijos em seu rosto. — Ficou doido moleque? — ele perguntou quase esboçando um sorriso. — Quando você diz que me odeia é porque me ama tanto que não aceita, então você me perdoa. — Concluí óbvio e o puxei ainda para mais perto selando nossos lábios brevemente — Eu te amo tanto. — Você não tem jeito! O que eu faço com você hein? — perguntou falsamente apreensivo e sentou no sofá me puxando para seu colo. — Me da leitinho daddy. Me dá tudo de você! — disse contra seus lábios e então o beijei de verdade. O beijo era lento e cheio daquele sentimento novo outra vez. Chanyeol parecia uma parte de mim sem a qual eu não saberia viver. Poderia se dizer até que ele era minha droga. Que eu era dependendo de seus beijos, abraços e amor estranho. Encerei o beijo com vários selares em sua boca, sorrindo junto consigo quando o abracei escondendo meu rosto em seu pescoço. — Me perdoa amor. Eu fui muito i****a. — Hmm... Eu tenho que pensar bem antes de responder. — disse colocando as mãos dentro do meu jeans e apertando minhas nádegas. Suas mãos escorregaram para minha entrada me fazendo suspirar. — Channie... — sussurrei. — Eu senti saudade. — De mim ou da minha b***a? — perguntei sério e ele fingiu ponderar, olhando para minha b***a e a massageando com suas mãos grandes. — Hmmm... Da sua b***a. — i****a. — ri dando um tapa em seu peito e depois beijei seus lábios com delicadeza, eu estava com saudade de seus beijos como se tivéssemos passado uma eternidade separados — Eu vou tomar um banho, depois você vai tomar um banho e vamos dormir. Levantei de seu colo e podia jurar que ele estava prestes a formar um bico quando me afastei de seu corpo. Tirei minha roupa e admito, a deixei atirada em um canto do banheiro, estava cansado demais para pensar em onde coloca-la. Girei o registo e deixei a água – de início gelada – cair sobre meu corpo me fazendo relaxar. Eu nem acreditava que estava naquela casa novamente e em breve estaria nos braços de Chanyeol de novo. Apoiei minha mão esquerda no azulejo e com a direito comecei a esfregar meu peito e ombros com o sabonete de forma vagarosa. Sentindo o perfume floral que saia do mesmo e pensando em como apesar de fazer as coisas erradas tudo parecia certo ao lado de Chanyeol. — Tá pensando em mim bebê? — ele sussurrou rouco em meu ouvido e mordeu o lóbulo da minha orelha enquanto me abraçava com força, me fazendo afundar entre seus braços. — Na verdade... Eu estava. Estava pensando em como sou mais feliz com você. — respondi sorrindo e ele me girou em seus braços. Não ouve mais palavras, na verdade eu apenas olhei para seus olhos e meu sorriso foi se desfazendo aos poucos enquanto uma vontade insana de beijar seus lábios até o fim dos tempos me consumia. Praticamente pulei em seu colo como um animal faminto e Chanyeol retribuiu de igual forma, apertando minhas coxas e me jogando contra parede e esfregando seu corpo contra o meu. Não era necessário ser um gênio para saber que eu não ia seguir os planos que eu tinha feito para aquela noite. {•••} — Eu passei uma semana longe de você e você já está todo bagunçado. — murmurei enquanto deitado em seu peito e fazendo desenhos invisíveis em sua barriga. — Do que está falando? — Você ainda não cortou o cabelo, que está horrível grande desse jeito. E bom, nem depilou seu saco, sabe... Eu não me importo que tenha pêlos, sabe disso, mas depois não vem achando que eu vou chupar você e dar aquela lambida porque eu não vou. Então, para o bem da nossa relação... Acho que você deveria deixar eu cortar seus cabelos e depilar suas bolas. — Quer depilar minhas bolas? — ele riu sarcástico. — Não me olhe como se fosse um fetiche, mas acho que você gosta quando chupo tudinho, né? — perguntei com jeitinho inocente, o olhando nos olhos e fazendo bico. — Você faz essa cara de criança, mas é um p**a de um safado. — disse como se estivesse me repreendendo e nos virou na cama, ficando por cima de mim e me olhando nos olhos — Eu não acredito que amo você. — ele disse sério e acariciou minha bochecha — Droga, minha mãe estava certa em te olhar daquele jeito... Ela sabia que você ia me causar essas coisas. — Que coisas? — perguntei num sussurro. — Esse sentimento de novo. — ele soltou aquela frase vaga e me largou, deitando de costas para mim — Boa noite, moleque. — Park Chanyeol, nem ouse fazer essa de me evitar, ou seu cu não será perdoado essa noite. — falei bravo e ele virou rapidinho e me abraçou. — Desculpa bebê, força do hábito, você passou muito tempo longe de mim. — Nem vem fazer drama. — selei seus lábios algumas vezes e me virei de costas pra si, ficando de conchinha com ele e, naquela noite, posso dizer que dormir feito bebê. {•••} Acordei com o sol iluminando todo o quarto e Chanyeol ainda me agarrando como se eu fosse seu urso de pelúcia. — Amor, acorda. — disse baixinho e ele apenas se remexeu na cama cheirando meu pescoço — Sério Channieee... Acorda. — Eu tô acordado, bosta. — disse beijando meu pescoço e me abraçando mais — Mas deixa eu dormir só mais um pouquinho. Tá tão gostoso aqui. — Não, vamos levantar, cortar seu cabelo e vamos buscar as minhas coisas. — E quem o senhor pensa que é pra me ditar ordens? — disse com um tom sussurrado e rouco em meu ouvido que fez meu corpo inteirinho arrepiar de um jeito gostoso. — Eu sou seu namorado muito gostoso que vai te fazer uma passagem mais tarde só pra me aproveitar desse corpinho. — disse me virando entre seus braços e beijando seus lábios — Sabe, percebi que somos nojentos, nem escovamos os dentes, estamos compartilhando bactérias. — Tem coisas mais interessantes que eu quero compartilhar com você. — ele disse rindo daquele jeito sedutor e me encoxando. — Se é seu p*u com a minha b***a, pode tirar o cavalinho da chuva e levantar dessa cama já. — dei alguns selinhos em seus lábios ainda rindo e me levantei — Vem fazer o café da amanhã que nosso dia vai ser longo. {•••} Depois do café da manhã reforçado que Chanyeol fez para nós, regado a beijos e coisas melosas – um tanto diferente do que eu estava acostumado –, ele voltou a ser um grosso e se recusou a cortar os cabelos. Mas com meu jeitinho mágico – Greve de sexo! – consegui o convencer rapidinho. — Chanyeol, para quieto só um pouco, já está acabando. — disse já farto de seus suspiros irritado — Eu deixei seu p*u todo lindinho né? Sua cabeça também vai ficar, agora para de se mexer. Assim que ele parou de se mexer eu terminei o corte. Peguei o secador e sequei de qualquer jeito só para ele ver que estava tudo certo. — Deu, está pronto. — disse e ele fechou um dos olhos antes de olhar para o espelho do banheiro. — Wow! Ficou ótimo. Como aprendeu a fazer isso? — Minha mãe não costumava se importar muito comigo, então eu sempre cortei o meu sozinho. Mas enfim... você ficou ainda mais gostoso assim. Vão assediar seu corpinho na rua. — disse e ele sorriu malicioso. — Mas não tem problema. Único corpinho que eu quero é o seu. Com muita dificuldade alguns minutos depois eu consegui afastar seus lábios dos meus. Eu já estava ofegante e não poderia manter contato visual com ele por muito tempo antes que aquele desejo desesperador tomasse conta de nós outra vez. Sem falar nada desci na pia — onde nem notei ter ido parar — e saí do banheiro logo pegando uma roupa para vestir. Chanyeol me acompanhou fazendo o mesmo, ainda em silêncio. Mas antes que eu pudesse sair por aquela porta, ele me agarrou novamente me fazendo puxar os fios – agora curtos – de sua nuca e gemer contra seus lábios. — Vamos acabar logo com isso para que a gente passa aproveitar o resto do dia Channie, se você continuar me beijando nós... Hmmm... — disse gemendo pela forma como ele beijava meu pescoço e apertava minha b***a. — Tá, tá. Vamos logo. {•••} Não demorou para que chegássemos em frente ao hotel em que eu havia passado aquela semana sem Chanyeol. O mesmo fez uma careta assim que parou a moto em frente a porta para que eu descesse. — Eu vou estacionar a moto e já vou atrás de você. — Tudo bem, meu quarto é o sessenta e um. — disse e dei um selinhos em seus lábios. Adentrei o lugar com um pouco de pressa, eram poucas as coisas que tinha deixado no lugar, mas eu precisava delas, além disso, tinha que pagar minha estadia e devolver o quarto. Abri a porta do meu quarto e, assim como na noite anterior, me deparei com Sehun deitado na minha cama. — Achei que não voltaria mais. — ele rapidamente levantou e veio até mim abraçando meu corpo como se sentisse saudade — Onde passou a noite? — perguntou olhando em meus olhos com o corpo não muito afastado do meu. — Seu desgraçado. — ouvi Chanyeol pronunciar e foi rápido demais quando senti meu corpo ser afastado de Sehun e Chanyeol desferir um soco no rosto do mesmo. — Chanyeol! Amor, calma. — disse segurando seu braço e olhando aflito para Sehun — Sehun, me desculpe eu... — Cala boca. — Chanyeol proferiu entre dentes, com raiva, mas não olhando para mim. — Sentiu minha falta, Chanyeol? — Sehun sorriu sarcástico e limpou o sangue em seu lábio inferior cortado. Meu mundo pareceu parar por um instante. O que estava acontecendo ali?
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