– Desculpe, meu filho – diz minha mãe saindo rapidamente da mesa. Fico olhando para ela completamente atônito. Estávamos indo tão bem, conversando sobre a nova cidade e a escola. Falando em como lá é bonito e que ela gostaria da praça das flores, principalmente da praça das flores. Então ela começa a chorar. Não um choro contido, que muitas vezes pode expressar felicidade. Mas um choro barulhento. Alto e doloroso, sobretudo para mim. Heitor e eu fomos para a cozinha e preparamos uma macarronada. Na verdade Heitor preparou, já que meus talentos culinários são bastante limitados. Estávamos comendo sentados à mesa da cozinha, incluindo Bárbara, que chegou algumas horas atrás para substituir dona Alzira. Normalmente além de Dona Alzira e Bárbara – que se revisam nos cuidados de minha mãe –, t

