Não foi preciso muito esforço para Aurora identificar a pessoa que Gabriel mandara para lhe buscar, afinal não era todo dia que se via no meio do estacionamento da faculdade um homem grande como uma montanha enfiado em uma roupa de chofer. Com certo constrangimento pelos cochichos m*l disfarçados que algumas pessoas faziam ao vê-la caminhar até o homem parado ao lado de um carro preto de vidros escuro, Aurora seguiu em frente até alcança-lo. – Senhorita Aurora? – o homem perguntou assim que ela se aproximou. – Sou eu – ele assentiu, abrindo um sorriso que não combinava muito com o rosto quadrado de maxilar marcado e traços duros. – O senhor Azevedo me mandou para leva-la a empresa – ele abriu a porta de trás do veículo. Aurora prontamente entrou e se sentou. O nome do motorista era

