Capítulo 13 - Exaustão Mental

1182 Palavras
Liam O dia demorou a passar. As horas pareciam ter parados, somente para me fazer lembrar que eu fui um grande i****a mais uma vez. Me arrependi amargamente. E eu não faço ideia de como lidar com esse sentimento que está me consumindo. Eu não sei fazer isso desde que me envolvi com a Ana. Ela é diferente. Parece ser frágil demais, o contrário da minha ex-mulher. Julie acordou, comeu e foi dormir novamente. Desta vez, em seu quarto. Ainda era tarde, o sol entrava pelas frestas das janelas, iluminando todo o quarto. Aproveitei para revirar alguns relatórios pendentes. Selena estava me enlouquecendo, e para não acabar fazendo algo banal, preferir resolver às coisas de casa até Julie melhorar. Abri o notebook na aba dos e-mails e lá estava tudo que eu deveria manter meu foco, mas como? Como vou fazer isso, se meus pensamentos se voltam para Kyra, a todo instante. Pensei em ligar. Em mandar alguma mensagem, mas preferi não fazer nada disso. Ela precisava de tempo e eu também. Preciso de tempo para fazer algo em que eu possa me desculpar pelas duas vezes em que fui um grande i*****l, mas não sei como fazer isso. Por isso liguei para a melhor pessoa que eu conhecia: — Alex? — Ouvi seu riso ao atender, como se não acreditasse que eu. — Lembra da babá da minha filha? Eu fui um i****a com ela e não sei como me desculpar por isso. — Chego em meia hora. Como está Julie? Vi Rafael no estacionamento e ele me disse que ela havia passado m*l. — Desgraçado daquele médico, sempre se metendo onde não era sua conta. — Mas então... está apaixonado por ela? — Não — respondi de imediato, sem pensar duas vezes. — Claro que não. Só quero me desculpar porque ela é babá da minha filha e Julie gosta bastante dela. E eu não quero ser uma má impressão para ela, não por enquanto. — Acho que não é somente a Julie que gosta dela. — Não respondi, e talvez meu silêncio me entregue mais do que eu permita. — Ok... vou levar o que aprendi com Mary, e uma garrafa de vinho. Quer mais alguma coisa? — Só isso? Traz mais alguma coisa, eu não sei mais como fazer isso... Antes que ele respondesse, lembrei que eu ainda não estou morto. Acho que me precipite ao ligar para ele, sem tanta precisão. Enviei uma mensagem, pedindo que ele esquecesse o que eu disse. Ele não respondeu, mas visualizou. Kyra Sempre soube que as pessoas são um poço de ingratidão. Mas desde quando se é humilhada por fazer exatamente o que mandam? Eu estou seguindo todas as regras, mas ainda sim, sou humilhada na primeira oportunidade que ele tem de fazer isso. Voltei ao apartamento que eu havia alugado e, pela primeira vez pensei se não seria melhor se eu voltasse. Marcos uma hora vai me encontrar mesmo, só preciso estra preparada para quando esse momento chegar. Mas o que estava apertando meu peito, era o fato de Marcos ser irmão da ex-esposa da Ana. Será que ele e Liam se conhecem — droga, como eu não pensei nisso antes —, claro que se conhecem, porra... Peguei algumas roupas que eu iria usar bastante nos próximos dias. Com previsões de chuvas fortes, tempestade e nevasca. Não são peças raras e chiques, mas são quentes e confortáveis o bastante. As poucas coisas que eu tinha e que ainda valia alguma coisa, não pensei duas vezes — tirei fotos e anunciei em aplicativos de vendas —, ao mesmo eu poderia usar o dinheiro e pagar Liam. Ouvir batidas na porta e me lembrei do que eu estava fugindo. Peguei meu utensílios de proteção — aqueles que comprei —, e estava preparada para qualquer coisa. Porque eu sabia que não seria o Liam. — Isabelle, abre a porta. Eu sei que você está aí. — A voz que sempre me desestabilizou, estava me assombrando outra vez. — Não vai bancar a difícil agora. Você levou a brincadeira a sério e se escondeu longe demais, quase não consegui encontrar você. Não respondi. Não dei qualquer certeza para ele de que eu estivesse parada ao lado da janela. Pronta para pular a qualquer momento. — Entendi... você não quer falar comigo agora. Mas eu espero, porque eu tenho todo tempo do mundo para você e eu posso visitar você em seu trabalho também. Acho que vai ser bom rever Liam Blackthorne depois de anos. — O que você quer? — Abri a porta e o vi, a mesma coisa de sempre. Bonito, mas podre por dentro e por fora. — Eu não tenho para conversar com você. Não acha que já acabou com a minha vida o suficiente? — Acabei com a sua vida? Isabelle... eu só... eu pensei que você fosse curtir. Claro! Eu adorei ver minhas fotos e vídeos íntimos, sendo vazados pelo meu próprio namorado. Em grupos de amigos, sites adultos e vendas ilegais para homens nojentos. Ele me dá repulsa e eu não consigo explicar o nojo que sinto dele. Mas ele jamais retornaria somente para me infernizar, ele sempre vem em busca de alguma coisa, desta vez não seria diferente. — O que você tá querendo agora? Eu sei que tudo isso não é somente pra encher meu saco. Então fala que p***a você quer. — Olha só... parece que a gatinha está mostrando suas garras. — Seu olhar percorreu para dentro do apartamento e sua expressão ano foi das melhores. — Já te vi em situações melhores. No momento eu não quero nada, mas se eu souber que está saindo com alguém, vou te relembrar o passado. Depois que ele foi embora, eu continue arrumando as coisas, até porque ele nunca agiu por impulso. O Desgraçado sempre pensa na pior forma possível de traumatizar. Após arrumar tudo, tomei um banho rápido antes de voltar para a mansão. Assim que o portão foi aberto, me senti perdida novamente. Eu deveria voltar daqui mesmo. Abandonar tudo e ir embora, como da última vez, mas do que vai adiantar viver fugindo para sempre? Ao entrar na mansão. Fui diretamente para o quarto coloquei minha bolsa ao lado da porta e fui ver como Julie estava. E ela estava bem melhor que pela manhã. — Kyra — não me virei, mas senti meu corpo estremecer quando ele tocou em meu ombro. Colocando uma mecha de cabelo para trás. — Me desculpe pelo que disse. Pela forma rude como a tratei, pela segunda vez. Me desculpe. — Está tudo bem. Eu quem peço desculpas, senhor Blackthorne. — Respondi cansada para qualquer tipo de interação. — O senhor está precisando de algo? Sua demora a responder me fez reparar em algo que não era da minha conta. A cozinha estava sob a luz de velas, senti o aroma e pensei: sortuda a mulher que foi convidada. — No momento não. — Espero não ter atrapalhado nada, senhor. — Não esperei respostas, apenas subir, entrei no quarto e tranquei a porta temporariamente.
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