Helena acordou com a lembrança do sorriso dele latejando na mente. Não era apenas um gesto passageiro; era uma faísca que havia acendido algo dentro dela. Algo que não podia ser ignorado. Ela levantou-se da cama devagar, deixando os pés tocarem o chão frio, e percebeu que todo o corpo parecia vibrar em antecipação. Ainda de pijama, caminhou até a janela e olhou para a cidade despertando. Cada luz, cada reflexo parecia ampliar o peso daquilo que sentia. Tentava racionalizar, tentava afastar, mas não conseguia. A lembrança do toque dele, do olhar que acompanhava cada movimento seu, insistia em invadir cada canto da mente. Quando chegou à empresa, a tensão no ar era quase palpável. Cada passo pelos corredores parecia ecoar não apenas nos ouvidos, mas também no peito. Helena sabia que ele es

