Quando a campainha tocou, o coração dela acelerou de forma quase impossível de controlar. Levantou-se e abriu a porta. Lá estava ele, com o paletó levemente desalinhado, a camisa aberta no colarinho, e um olhar que conseguia ser sério e acolhedor ao mesmo tempo. A presença dele era suficiente para preencher o apartamento inteiro, para tornar cada espaço mais denso, mais intenso. — Boa noite — disse ele, a voz firme mas com uma suavidade que a fez estremecer. — Boa noite — respondeu Helena, com um sorriso que tentava ser natural, mas que traía a excitação que sentia. Ele entrou, tirou os sapatos, deixando-os à porta, e caminhou até o sofá. Helena se sentou, e ele a acompanhou, sentando-se ao lado dela, mas sem encostar-se de imediato. Havia tensão no ar, uma mistura de proximidade e cont

