Acordei antes do despertador, envolta pelo silêncio confortável do apartamento. A luz da manhã entrava ampla pelas janelas de vidro, espalhando-se pelo chão claro da sala como se Nova Iorque estivesse, por um instante, disposta a ser gentil. Edgar ainda dormia ao meu lado, de costas, a respiração profunda e regular. Observei-o por alguns segundos antes de me inclinar e beijar seu ombro nu, sentindo-o se mexer lentamente. — Bom dia — murmurou, a voz ainda rouca de sono. — Bom dia — respondi, sorrindo. Ele virou o rosto para mim, me puxou para mais perto e beijou minha testa, depois meus lábios, com a naturalidade de quem já conhece cada gesto. Ficamos assim por alguns segundos, sem pressa, até que o dia nos chamasse de volta. Tomamos banho juntos. A água quente, o vapor cobrindo o espe

