O estacionamento antigo. Quase ninguém usa mais depois que abriram o novo. É escuro, m*l iluminado, mas não soa absurdo, é caminho para o café mesmo. Pego a bolsa. Aviso o Edgar que vou sair rápido. — Onde você vai? — ele pergunta. — A Charlie não tá bem. Vou ali e já volto. Ele hesita. — Quer que eu vá com você? — Não precisa. — forço um sorriso. — É coisa boba. Ele me olha por um segundo a mais do que o normal. — Me manda mensagem quando chegar. — Mando. O estacionamento cheira a poeira e concreto molhado. O lugar está quase vazio. Só alguns carros abandonados, pichações nas paredes, luzes falhando. Meu celular vibra. Charlie: Tô lá no fundo, perto da rampa. Engulo seco. — Tá — respondo. Caminho devagar, o som dos meus passos ecoando alto demais. — Charlie? — chamo,

