capítulo 140

1268 Palavras

[NARRADO POR MURILO FERREIRA – NA BOCA] A porta m*l tinha batido e o silêncio voltou, mas já não era mais aquele silêncio quente, carregado de tensão e desejo. Era um silêncio risonho, sacana, que ficava zombando da gente pela metadinha de safadeza que não rolou. Melissa virou pra mim com a mão na cintura, olhar de juíza da quebrada — sentença na ponta da língua. — “Agora tu vai pegar teu filho, levar pro quarto, cobrir direitinho e fazer ele dormir. E nem reclama, que hoje tu já causou foi muito.” Cruzei os braços, fingindo indignação. — “Ah, é assim? O pai da criança só serve pra botar pra dormir agora?” — “É. E tu tá no lucro que eu nem te dei chinelada por quase trepar na mesa.” — “Que injustiça, moça. Meu crime foi amar demais.” — “Vai logo, Murilo, antes que eu te dê mais uma

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