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As palavras dele me pegaram completamente desprevenida e me pergunto se foi Guga quem disse para ele o que aconteceu.
Não estava nos meus planos fazer fofoca. Não queria que ele soubesse pois tenho medo de como ele pode reagir e como elas podem reagir depois comigo. Tenho medo pois já vi alguns rostos conhecidos na favela e não tenho certeza se vão sempre manter a mesma distância que mantiveram aqui.
Ele me acomoda em seu braço esquerdo, a ponta dos seus dedos traçando a linha da minha coluna até a lombar e subindo novamente, me causando um arrepio gostoso de se sentir.
— Como? — a palavra saiu estrangulada.
Ele se deitou de lado, apoiando a cabeça na mão, e me puxou para deitar de frente para ele. O colchão de plástico reclamou sob nosso peso. Seus dedos ainda estavam debaixo da minha blusa, na minha cintura.
— Guga me contou. Sobre as mulheres. A fila. — os olhos escuros dele me escaneavam, estudando cada microexpressão do meu rosto. — Te assustaram?
Eu engoli seco, lembrando da raiva na voz daquela mulher.
— Um pouco — admiti, minha voz saindo mais fraca do que eu gostaria. — Me senti uma intrusa. Tipo, como se eu não devesse estar aqui, sabe?
VH emitiu um som baixo, quase um rosnado de aprovação.
— E não devia mesmo. — disse, simplesmente. — Esse lugar não é pra você, Amanda. É pra mulher de bandido, pra quem já tá no meio. Não pra uma menina estudada e gente boa igual a tu.
— Porque você me trouxe pra cá, então? — perguntei, e havia um fio de desafio na minha voz. — Se eu não devia estar aqui.
Ele sorriu, um sorriso lento e perigoso que fez meu estômago embrulhar.
— Porque eu posso. — a resposta foi simples, brutal. — E porque eu quero. E o que eu quero, eu consigo.
Seu polegar fez um círculo suave na minha pele.
— E elas sabem disso. Aquilo tudo lá fora? É inveja. É saber que você tem o que nenhuma delas vai ter. — Sopra. — O homem delas não tem o dote necessário pra conseguir fazer elas entrarem antes de todo mundo.
Ele se inclinou para frente, seu rosto ficando a centímetros do meu:
— E se alguma delas te tocar... — a voz dele baixou para um sussurro que era mais assustador que um grito. — Eu arranco a mão dela. Entendeu? Você é minha. E ninguém mexe no que é meu.
Eu paraliso por um segundo, presa nos olhos dele. O medo se mistura a atração quase doentia que sinto por aquele homem que fala de violência com naturalidade, como se falasse sobre o clima. A possessividade que deveria me assustar, me aterrorizar e me fazer fugir, na verdade, em algum ponto pequeno e escondido dentro de mim fazia com que eu me sentisse protegida.
— Elas devem me odiar — sussurrei, mais para mim mesma.
VH riu, um som curto e seco.
— Odeiam. E vão odiar mais ainda daqui a pouco. — seus olhos brilharam maliciosamente. — Quando você sair daqui toda arrumadinha, andando direitinho, com aquele jeito de moça fina que você tem... e elas souberem que você acabou de sentar na p**a do homem que manda na cadeia inteira.
Meu rosto pegou fogo.
— VH! — Acertei-lhe um tapa no seu braço, escondendo meu rosto entre meus dedos em seguida.
— É a verdade, morena. — ele encolheu os ombros, como se estivesse comentando sobre o tempo. — E digo mais, muitas queriam estar no seu lugar, mas você vai ser a minha única.
Ele puxou meu corpo mais perto dele, até que nossas pernas se tocaram.
— Agora para de pensar nelas. — ordenou, sua voz perdendo a suavidade e ganhando um tom de comando que não admitia discussão. — Elas não importam. Só eu importo. E você. Aqui. Agora.
Ele juntou nossas bocas. Primeiro, um selinho seguido do outro e em seguida, aprofundando. Em segundos, sua língua estava dentro da minha boca.
Um gemido baixo escapou da minha garganta, e eu senti os dedos dele se contraírem na minha cintura, puxando-me ainda mais contra ele. Meu corpo, que antes tremia de nervoso, agora tremia de outra coisa.
Uma de suas mãos abandonou minha cintura e subiu pelas minhas costas, encontrando o fecho do meu sutiã. Os dedos, ágeis e precisos, desataram o fecho com uma habilidade que só fez um calor intenso se espalhar pela minha barriga. O sutiã afrouxou, e sua mão grande veio para frente, palmeando meu seio por cima do tecido de algodão.
Ele quebrou o beijo, ofegante, e encostou a testa na minha. Seus olhos estavam escuros, as pupilas completamente dilatadas.
— Tá bom? — ele perguntou, a voz um rosnado rouco, enquanto o polegar dele encontrava meu mamilo já duro e o pressionava através do tecido.
Eu não consegui falar. Só balancei a cabeça, affirmative, meus olhos fechados, meu corpo arqueando contra a mão dele involuntariamente. Era um sim. Um sim para tudo.
— Preciso ouvir, morena. — sua voz era uma ordem suave, mas ainda uma ordem. — Tá bom?
— Tá... — saiu um sussurro trêmulo dos meus lábios, que ainda formigavam com o beijo dele.
Um sorriso de satisfação c***l curvar os lábios dele antes que ele descesse a cabeça e enterrasse o rosto no meu pescoço, mordiscando e beijando a pele sensível lá enquanto sua mão continuava seu trabalho debaixo da minha blusa. Sua boca encontrou meu lóbulo, e seus dentes o morderam com uma precisão que me fez gritar baixinho.
— VH... — gemi, minhas mãos finalmente saindo da inércia e se enterrando nos cabelos curtos dele, sentindo a textura áspera contra meus dedos.
— Hmm? — ele murmurou contra minha pele, sua boca descendo, descendo, até encontrar a barra da minha blusa. Ele puxou o tecido para cima com os dentes, expondo o sutiã aberto e meu seio por completo ao ar frio da cela.
Ele parou por um segundo, só olhando com uma admiração que me fazia sentir ainda mais nua do que já estava. E então, sua boca se fechou sobre meu mamilo.
Eu arquei as costas num gemido alto e estrangulado, meus dedos se enterrando com força no couro cabeludo dele. A sensação era eletrizante, uma mistura de dor e prazer tão intensa que eu pensei que ia desmaiar. Sua língua circulou o bico, seus dentes mordiscaram de leve, e eu estava perdida, completamente perdida em uma tempestade de sensações que eu nem sabia que eram possíveis.
Enquanto sua boca trabalhava em um seio, sua mão livre desceu, deslizando pela minha calça de moletom até encontrar o elástico. Seus dedos entraram por dentro, sem pressa, até encontrar o centro úmido e latejante que o esperava.
Ele quebrou o contato com meu seio para olhar nos meus olhos, sua mão parando no lugar, pressionando, mas não indo além.
— Tudo meu, Amanda — ele sussurrou, a voz carregada de uma posse que deveria me revoltar, mas que só me excitou mais. — Hoje e sempre. Entendeu?
Eu acenei com a cabeça, completamente agoniada. Meus quadris pressionaram um pouco para baixo, em busca de contato e eu gemi.
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