— Vocês precisam retornar para Itália o mais rápido possível e informar o conselho sobre a nossa aliança. Já se passou uma semana e vocês não conseguiram nada. Continuem as investigações na Itália que sigo com as investigações daqui. Qualquer novidade entro em contato com você Asmodeus. — Aleksey fala e apenas confirmo com a cabeça.
— Don! Chegou essa caixa endereçada ao Senhor Asmodeus, já foi verificada e não apresenta nenhum sinal. — Um dos soldados entra direcionando suas palavras a Aleksey.
— Aleksey! Quero que você deixe claro aos seus soldados que mesmo não estando em meu território eu sou um Don e exijo respeito. – Falo entre dentes.
— Você ouviu soldado! Não vou entrar na frente da bala que será direcionada a você caso falte com respeito com o Dom da Itália. – Aleksey fala calmamente.
— Me perdoe Don Asmodeus. – O soldado fala me entregando a caixa e vejo o quanto ele está trêmulo. Gosto disso. Gosto de saber que as pessoas me temem. Pego a caixa e o soldado vira as costas na intenção de sair do escritório.
— Quem te deu permissão para sair soldado? Você só sai depois que eu abrir essa caixa e me certificar que não estão querendo me matar. – O soldado me olha assustado e começo a abrir a caixa sobre o olhar atento de Aleksey. Retiro a tampa e agradeço mentalmente por não ser pedaços mutilados de ninguém. Dentro da caixa há 3 cruzes negras, uma maior e duas pequenas. Em uma delas está a data de nascimento de Caterina e a data em que ela foi morta. Nas outras duas havia apenas uma data que era a data do nascimento e morte dos meus filhos. Senti um ódio descomunal e a vontade de matar o soldado a minha frente cresceu de uma forma inexplicável.
— Não mate meu soldado Asmodeus. Estou com um prisioneiro e preciso que ele nos informe o nome dos envolvidos em um roubo de carga que aconteceu recentemente. Creio que seu ódio pode me ajudar.
— Onde ele está? — Falo amassando a caixa.
— Em um dos galpões com Viktor. Meu soldado te levará até lá. – Aleksey fala e olho na direção do soldado que está soando. Me aproximo mais dele.
— Seu medo só aumenta mais minha adrenalina e a vontade de te torturar, e ver seu sangue em minhas mãos nesse momento é maior que qualquer coisa.
— Asmodeus! Torture o prisioneiro não meus homens. — Aleksey fala se levantando. Bufo saindo do escritório e indo em direção aos galpões.
Esse Zeus com certeza não deve me conhecer, caso contrário evitaria essas provocações, o que posso dizer é que ele me confirmou o que já sabia. Vou voltar para Itália sem ter que ficar ouvindo a Esther no meu ouvido me chamando de insensível. Agora vou começar a treinar as torturas que vou fazer naquele maldito.
(...)
— Fiquei sabendo que está com dificuldades para conseguir informações? — Falo me aproximando de Viktor que está coberto de sangue.
— A única coisa que eu não fiz até agora foi arrancar a língua dele, porque preciso que ele fale. — Viktor fala limpando o sangue das mãos em um balde com água.
— E os dentes? — Pergunto olhando para o verme a minha frente que começa a tremer. – Também tem os olhos Pakhan? Acho que ele não precisa dos olhos para falar. — Falo pegando uma adaga na mesa e parando na frente do verme.
— Ele é todo seu Asmodeus. Amo assistir alguém que eu torturei ser torturado. — Viktor puxa uma cadeira e acende um charuto.
— Vamos aos meus termos, posso fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil. O jeito fácil é você falando e tendo uma morte rápida ou o jeito difícil que você fala, mas vai ter uma morte lenta, muito lenta.
— Então você é o famoso Asmodeus? — O verme fala com a voz carregada de sotaque russo.
— Pra você é Don! — Falo tocando a ponta da adaga no seu rosto.
— Você não é um Dom para mim. — Ele fala e cospe na minha direção, mas consigo desviar.
— Agora vai ficar interessante. — Viktor fala e vejo que agora ele está com um copo de Whisky na mão.
— Sabia que não seria do jeito fácil. — Levanto lentamente. Dou três tapinhas na cara dele e em um movimento rápido seguro nos seus cabelos os puxando para traz. Seguro forte a adaga e começo a cortar sua testa escrevendo o nome “DON”. O homem grita e tenta se mexer, mas ele está bem amarrado. Termino, pego o balde de água e jogo na cabeça do verme. Preciso tirar um pouco do sangue para ver minha arte.
— O que achou Pakhan? – Pergunto a Viktor.
— Achei que sua letra é horrível Don. — Ele fala e o ignoro.
— Bom, creio que agora você tenha um nome para o seu Don e só quero te lembrar que antes que diga que não sou seu Don, você tem o corpo inteiro para eu escrever a palavra Don até você resolver aceitar e me chamar de SEU DON. — Falo enquanto brinco com a adaga em minhas mãos.
— Don! — Ele fala em um fio de voz e fico satisfeito. — Se eu falar quem é a pessoa por traz dos roubos ele pode matar minha família. — O homem fala ofegante.
— Então você tem uma família? Você sabia disso Viktor? — Pergunto olhando para Viktor e ele n**a com a cabeça. Volto a minha atenção ao homem amarrado a minha frente. Rodopio a adaga na minha mão e apunhalo ela na coxa do homem que grita.
— Don! Por favor? Eu não posso falar. — Arranco a adaga da sua coxa e o sangue começa a jorrar.
— Mais uma vez eu vou perguntar. Você pode me dar uma resposta rápida e ter uma morte rápida ou, vou te deixar aqui sangrando, vou atrás da sua família e torturar cada um na sua frente. Você vai me dar o nome e mesmo assim eu não vou parar, vou me deliciar com os gritos de dor da sua família e aí, só depois que matar a todos vou terminar com você. — Vejo pavor nos olhos do homem.
— Ivan Petrov. – Ele está à frente de tudo. — O homem fala cuspindo sangue.
— Sério? Tão rápido assim? Nem arranquei seus olhos! — Mas como sou um homem de palavra. – Paro de falar e finco a adaga no meio da sua cabeça. O homem morre na hora. Pego um pano sobre a mesa e limpo as mãos.
— Você é bom com tortura Asmodeus, diria que até melhor que eu. Só não ganha de mim na tecnologia.
— Caguei pra sua tecnologia. Você tem um nome e eu quero um avião pra hoje. Preciso voltar para a Itália.
— Você terá o avião e terá que lidar com o conselho sem minha presença. Darei uma declaração por escrita falando da nossa aliança que será o suficiente para apresentar ao conselho. Terei que lidar com Ivan Petrov. Ele era um dos meus homens de confiança e nos traiu por ambição.
— Não sou um diário pra você contar sua vida Viktor. Apenas prepare o avião. – Ele revira os olhos e sai. O acompanho satisfeito por ter o tirado do sério. Ele entra na casa e segue para o escritório. Subo para os quartos e vou até o quarto de Esther avisar que viajamos ainda hoje. Bato na porta e aguardo.
— Entra. — Ela fala e entro.
— Como está se sentindo?
— Bem!
— Arrume suas coisas. Voltamos para a Itália hoje.
— Estevão! Como assim vamos voltar para a Itália? E seus filhos?
— Eles estão mortos Esther!
— Você tem dois corpos? Deve ter pra se certificar assim.
— Hoje eu recebi 3 cruzes em uma caixa. Quem os matou queria deixar isso claro.
— Você é burro Estevão?
— Esther! Tenha mais respeito, não quero perder a paciência com você. Troque de roupa e arrume suas coisas, quando eu voltar aqui espero que esteja pronta. — Ela bufa e saio do quarto, minha irmã é a única nesse mundo que fala comigo assim e continua viva.
Entro no meu quarto, arrumo minhas coisas e em 2 horas já estamos no jatinho a caminho da Itália. Não vejo a hora de assumir meu lugar e voltar a ser o Don da Itália.