Capítulo 04

1585 Palavras
(Personagem: Veiga) Acordei e abrir o olho com uma certa dificuldade. Quando eu olho para o meu lado, a Emanuelle estava dormindo. Me assustei quando a vi, não lembrava que tinha trazido ela pra cá. Peguei o meu celular e vi que ainda era 04:30. Me levantei da cama, coloquei o meu celular pra carregar e fui tomar um banho. Tomei um banho um pouco demorado e depois sair enrolado de toalha. Quando eu abrir a porta do quarto, a Emanuelle apontava uma arma em minha direção. Veiga: Que p***a é essa? - Perguntei assustado. Manu: Gostou da noite de ontem? - Deu um sorriso sarcástico. Eu neguei com a cabeça e coloquei a mão pra cima. Veiga: Abaixa isso, vamos conversar. - Dei um passo e ela deu um tiro no meu peito. - Aiii! - Gritei. Eu coloquei a mão no peito imediatamente, sentindo repuxando, sei lá, não sei explicar. Manu: Senta na cama. - Continuou mirando a arma pra mim. Veiga: Colfoi, Emanuelle? - Comecei a gemer de dor. Manu: Senta, c*****o! - Gritou e eu obedeci. Veiga: O que você quer? Se vingar? Manu: O Pedro me contou tudo. - Encarei ela. Veiga: Tudo o quê? Se ele tiver contado pra ela sobre o Léo, se eu sair daqui vivo, eu mato ele. Nessa altura do campeonato, se ela souber do do Leonardo, ela vai m***r ele só pra se vingar. Manu: Que você é o filho do Tubarão, que você mentiu pro Caio, dizendo que quem era o filho era o Pedro. - Ela começou a chorar. - Como você teve coragem de m***r um cara inocente? - Me olhou com o maior ódio do mundo. Veiga: Eu fui obrigado. - Falei gemendo de dor. Manu: Obrigado? Vai se fuder! - Ela começou a andar de um lado pro outro com a mão na cabeça. Veiga: Se eu morrer, o Tubarão vai vir atrás de você. - Falei fraco. Manu: Cala a boca! - Gritou. Eu comecei a gritar de dor e ela colocou a arma na minha cabeça. Manu: Eu te odeio com todas as minhas forças. Eu fechei o olho e comecei a orar. Veiga: Não faz isso Emanuelle, você vai se arrepender. Manu: Isso é por toda a dor que você me fez passar... é pelo o dia em que você atirou na minha perna, por ter matado o Pedro... - Falou em meio ao choro. Veiga: Ele não tá morto. - Fechei o olho. Manu: An? - Abaixou a arma. Veiga: O Lobato tá vivo. - Coloquei a mão no peito. Manu: Não pode ser verdade. Colocou a mão na cabeça e se deitou no chão, chorando. Veiga: Pega o meu celular, liga pra Camile. - Falei sem força nenhuma. Ela me olhou nervosa e começou a dar tapas leves no meu rosto. Manu: Veiga... - Me sacudia. - Fica comigo, por favor. - Começou a se desesperar. - Você tem carro? - Assenti. - Onde. Veiga: Ga-ga... ragem. (Personagem: Coringa) Beatriz: Caio, acorda... - Me sacudiu. - CAIO! - Gritou. Estava dormindo, quando a Beatriz me acordou assustada. Coringa: Que foi? - Passei a mão no rosto. Beatriz: A Emanuelle atirou no Veiga. - Sentei na cama rápido. Coringa: O QUÊ? - Me levantei da cama. Beatriz: Ela não me deu detalhes, só falou que ele tá desacordado; o tiro foi no peito. Coringa: Que m***a Emanuelle fez. Vai tomar no **! Vestir a primeira roupa que eu vi na frente, peguei o meu fuzil e fomos pro postinho. Chegamos lá e a Emanuelle tava chorando desesperada. Coringa: O que você fez? - Apertei o braço dela. Beatriz: Solta ela. - Encarei Beatriz. - Leva ela pra casa. Coringa: Vou pedir pro Tatui levar. Beatriz: Pra minha casa. Beatriz entrou numa sala onde o Veiga estava. Eu peguei no braço da Emanuelle e sair arrastando ela pro carro, essa menina só me trás problema. Ela chorava que chegava à soluçar. Coringa: Não adianta mais chorar, agora, reze pra ele sair de lá vivo. - Liguei o carro. Manu: Me desculpa. - Falou soluçando. Coringa: Como você atirou nele, onde você tava? - Olhei pra ela. Manu: Na casa dele. - Começou a chorar alto. Encarei ela cheio de ódio. Coringa: Eu nunca pensei em te dizer isso, mas a partir de hoje, eu não quero saber de você pisando aqui. - Acelerei o carro e sair do morro. [Manu ?] Acordei em um galpão todo escuro. O meu corpo todo doía, m*l conseguia abrir o olho. Eu só consigo lembrar quando os caras chegaram atirando e me tiraram do carro. Manu: Mãe... me ajuda... - Falei chorando. Eu não conseguia nem me mover direito. A dor era tanta que eu mijei na roupa. Descansava os meu olhos, quando uma luz forte começa a surgir e umas voz começa a se aproximar. Tento abrir o olho, mas estava quase impossível. XXX: Coloca ela na cadeira. - Uma pessoa com a voz feminina fala. Os caras me puxam pelo o braço de qualquer jeito. Manu: Aiiiii! - Gritei de dor. XXX: Tá doendo, v***a? - Falava enquanto os caras me amarrava em uma cadeira. Eu só sabia chorar de dor. Eu nunca sentir a morte tão perto, em toda a minha vida. Eles abriram uma porta, deixando o galpão todo claro, facilitando que eu enxergasse eles. A mulher era uma moça bonita, acho que é até umas das pessoas mais lindas que eu já vi; mas a beleza não vale de nada, não passa de uma filha da p**a. Já os caras, eram um pouco desprovidos de beleza. XXX: Podem ir, eu cuido dela, agora. - A moça falou com os caras. Ela esperou que eles saíssem e tirou uma arma da cintura dela. Eu olhei pra arma e comecei a chorar. Manu: Por favor, não me mata... por favor! - Falei em meio às lágrimas que escorriam pelo o meu rosto. XXX: Sabe quem eu sou? - Colocou a arma na minha cabeça e eu neguei. - Eu sou a Camile, pra quem você ligou mais cedo. Quando ela falou isso, eu tive um flashback, lembrando que eu liguei pra uma mulher que o Veiga tinha mandado. Manu: Você é o quê do Veiga? - Perguntei baixo. Camile: Irmã. - Segurou o meu rosto com força, me fazendo gemer. - E sabe o que os irmãos sabem para proteger um ao outro? - Deu um tava na minha cara. - Você sabe, sua v***a? - Eu neguei. Manu: Ele só falou que o Pedro estava vivo depois que eu atirei. - Ela tira a arma da minha cabeça. Camile: É o nome verdadeiro do Lobato. - Assenti. Ela me olhou estranho... não conseguiu fingir naturalidade. A reação dela só provou que o Pedro realmente estava vivo, e, ela sentia alguma coisa por ele. Camile: Onde o Veiga tá? Manu: Minha mãe tá cuidando dele, ele tá no postinho. Camile: É um seguinte... se você sair daqui viva, você só sai depois que a gente conseguir trazer o Veiga pra cá; E até lá, você vai ficar sem comer, beber, tomar banho... então reze para que seu papai colabore e não apronte. - Eu só sentia desespero, medo... Manu: O Pedro sabe que eu estou aqui? - Ela ignorou a pergunta. - Responde... ele sabe? Vocês podem me m***r agora, o Caio não vai entregar o Veiga só pra me salvar, isso, "se ele tiver vivo". - Peitei ela. Bom, a morte eu já tenho do meu lado, se eu saísse daqui viva, só com milagre. Então, eu não vou abaixar a cabeça pra essa p**a. Ela não respondeu nada, só se aproximou de mim e eu sentir uma forte pancada na cabeça. Dois dias depois... (Personagem: Lobato) Rocinha, terça-feira, 18:20. Fiquei sem entender com o que a Camile ms falou pela ligação. Só quando eu cheguei no morro, que ela me explicou direito. Fiquei sem reação quando ela me falou o que tinham feito com a Emanuelle. Camile: O que foi que tá com essa cara? - Ignorei a pergunta. A Camile tá muito diferente, parece que virou outra pessoa. Camile: Ela tentou m***r o meu irmão. - Se abaixou e levantou o meu rosto. Lobato: Por que não me falou antes? - Tirei a mão dela do meu rosto. Camile: Eu te liguei, mas você não me atendeu. - Se levantou. Ela foi até a mesa do pai e ascendeu um cigarro de maconha. Lobato: Ela só fez isso por causa de mim. - Passei a mão no rosto. - Você não pode continuar com isso. - Ela me olhou boquiaberta. Camile: Cé só pode tá maluco. Mano, que parte da história você não entendeu? Ela atirou no Veiga, p***a! Ninguém sabe dizer se ele tá vivo. - Bateu na mesa. Lobato: Isso só aconteceu porquê ele não quis falar a verdade pra ela. - Me levantei. Camile: Você é um p*u no ** mesmo, hein. - Assoprou a fumaça na minha cara. Eu peguei no braço dela e joguei contra a parede. Lobato: Eu só me escondi esse tempo todo por causa do Veiga, porquê ele pediu; se fosse por mim, eu já teria dado as caras a mó cota, então não vem com gracinha pá cima de mim, entendeu? - Coloquei o dedo na cara dela. - Não tenho medo de peixe grande pô, tá achando que eu vou ter medo de tu? - Sair de lá e deixei ela chorando.
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