(Personagem: Veiga)
Acordei e abrir o olho com uma certa dificuldade.
Quando eu olho para o meu lado, a Emanuelle estava dormindo.
Me assustei quando a vi, não lembrava que tinha trazido ela pra cá.
Peguei o meu celular e vi que ainda era 04:30.
Me levantei da cama, coloquei o meu celular pra carregar e fui tomar um banho.
Tomei um banho um pouco demorado e depois sair enrolado de toalha.
Quando eu abrir a porta do quarto, a Emanuelle apontava uma arma em minha direção.
Veiga: Que p***a é essa? - Perguntei assustado.
Manu: Gostou da noite de ontem? - Deu um sorriso sarcástico.
Eu neguei com a cabeça e coloquei a mão pra cima.
Veiga: Abaixa isso, vamos conversar. - Dei um passo e ela deu um tiro no meu peito. - Aiii! - Gritei.
Eu coloquei a mão no peito imediatamente, sentindo repuxando, sei lá, não sei explicar.
Manu: Senta na cama. - Continuou mirando a arma pra mim.
Veiga: Colfoi, Emanuelle? - Comecei a gemer de dor.
Manu: Senta, c*****o! - Gritou e eu obedeci.
Veiga: O que você quer? Se vingar?
Manu: O Pedro me contou tudo. - Encarei ela.
Veiga: Tudo o quê?
Se ele tiver contado pra ela sobre o Léo, se eu sair daqui vivo, eu mato ele.
Nessa altura do campeonato, se ela souber do do Leonardo, ela vai m***r ele só pra se vingar.
Manu: Que você é o filho do Tubarão, que você mentiu pro Caio, dizendo que quem era o filho era o Pedro. - Ela começou a chorar. - Como você teve coragem de m***r um cara inocente? - Me olhou com o maior ódio do mundo.
Veiga: Eu fui obrigado. - Falei gemendo de dor.
Manu: Obrigado? Vai se fuder! - Ela começou a andar de um lado pro outro com a mão na cabeça.
Veiga: Se eu morrer, o Tubarão vai vir atrás de você. - Falei fraco.
Manu: Cala a boca! - Gritou.
Eu comecei a gritar de dor e ela colocou a arma na minha cabeça.
Manu: Eu te odeio com todas as minhas forças.
Eu fechei o olho e comecei a orar.
Veiga: Não faz isso Emanuelle, você vai se arrepender.
Manu: Isso é por toda a dor que você me fez passar... é pelo o dia em que você atirou na minha perna, por ter matado o Pedro... - Falou em meio ao choro.
Veiga: Ele não tá morto. - Fechei o olho.
Manu: An? - Abaixou a arma.
Veiga: O Lobato tá vivo. - Coloquei a mão no peito.
Manu: Não pode ser verdade.
Colocou a mão na cabeça e se deitou no chão, chorando.
Veiga: Pega o meu celular, liga pra Camile. - Falei sem força nenhuma.
Ela me olhou nervosa e começou a dar tapas leves no meu rosto.
Manu: Veiga... - Me sacudia. - Fica comigo, por favor. - Começou a se desesperar. - Você tem carro? - Assenti. - Onde.
Veiga: Ga-ga... ragem.
(Personagem: Coringa)
Beatriz: Caio, acorda... - Me sacudiu. - CAIO! - Gritou.
Estava dormindo, quando a Beatriz me acordou assustada.
Coringa: Que foi? - Passei a mão no rosto.
Beatriz: A Emanuelle atirou no Veiga. - Sentei na cama rápido.
Coringa: O QUÊ? - Me levantei da cama.
Beatriz: Ela não me deu detalhes, só falou que ele tá desacordado; o tiro foi no peito.
Coringa: Que m***a Emanuelle fez. Vai tomar no **!
Vestir a primeira roupa que eu vi na frente, peguei o meu fuzil e fomos pro postinho.
Chegamos lá e a Emanuelle tava chorando desesperada.
Coringa: O que você fez? - Apertei o braço dela.
Beatriz: Solta ela. - Encarei Beatriz. - Leva ela pra casa.
Coringa: Vou pedir pro Tatui levar.
Beatriz: Pra minha casa.
Beatriz entrou numa sala onde o Veiga estava.
Eu peguei no braço da Emanuelle e sair arrastando ela pro carro, essa menina só me trás problema.
Ela chorava que chegava à soluçar.
Coringa: Não adianta mais chorar, agora, reze pra ele sair de lá vivo. - Liguei o carro.
Manu: Me desculpa. - Falou soluçando.
Coringa: Como você atirou nele, onde você tava? - Olhei pra ela.
Manu: Na casa dele. - Começou a chorar alto.
Encarei ela cheio de ódio.
Coringa: Eu nunca pensei em te dizer isso, mas a partir de hoje, eu não quero saber de você pisando aqui. - Acelerei o carro e sair do morro.
[Manu ?]
Acordei em um galpão todo escuro.
O meu corpo todo doía, m*l conseguia abrir o olho.
Eu só consigo lembrar quando os caras chegaram atirando e me tiraram do carro.
Manu: Mãe... me ajuda... - Falei chorando.
Eu não conseguia nem me mover direito.
A dor era tanta que eu mijei na roupa.
Descansava os meu olhos, quando uma luz forte começa a surgir e umas voz começa a se aproximar.
Tento abrir o olho, mas estava quase impossível.
XXX: Coloca ela na cadeira. - Uma pessoa com a voz feminina fala.
Os caras me puxam pelo o braço de qualquer jeito.
Manu: Aiiiii! - Gritei de dor.
XXX: Tá doendo, v***a? - Falava enquanto os caras me amarrava em uma cadeira.
Eu só sabia chorar de dor.
Eu nunca sentir a morte tão perto, em toda a minha vida.
Eles abriram uma porta, deixando o galpão todo claro, facilitando que eu enxergasse eles.
A mulher era uma moça bonita, acho que é até umas das pessoas mais lindas que eu já vi; mas a beleza não vale de nada, não passa de uma filha da p**a.
Já os caras, eram um pouco desprovidos de beleza.
XXX: Podem ir, eu cuido dela, agora. - A moça falou com os caras.
Ela esperou que eles saíssem e tirou uma arma da cintura dela.
Eu olhei pra arma e comecei a chorar.
Manu: Por favor, não me mata... por favor! - Falei em meio às lágrimas que escorriam pelo o meu rosto.
XXX: Sabe quem eu sou? - Colocou a arma na minha cabeça e eu neguei. - Eu sou a Camile, pra quem você ligou mais cedo.
Quando ela falou isso, eu tive um flashback, lembrando que eu liguei pra uma mulher que o Veiga tinha mandado.
Manu: Você é o quê do Veiga? - Perguntei baixo.
Camile: Irmã. - Segurou o meu rosto com força, me fazendo gemer. - E sabe o que os irmãos sabem para proteger um ao outro? - Deu um tava na minha cara. - Você sabe, sua v***a? - Eu neguei.
Manu: Ele só falou que o Pedro estava vivo depois que eu atirei. - Ela tira a arma da minha cabeça.
Camile: É o nome verdadeiro do Lobato. - Assenti.
Ela me olhou estranho... não conseguiu fingir naturalidade.
A reação dela só provou que o Pedro realmente estava vivo, e, ela sentia alguma coisa por ele.
Camile: Onde o Veiga tá?
Manu: Minha mãe tá cuidando dele, ele tá no postinho.
Camile: É um seguinte... se você sair daqui viva, você só sai depois que a gente conseguir trazer o Veiga pra cá; E até lá, você vai ficar sem comer, beber, tomar banho... então reze para que seu papai colabore e não apronte. - Eu só sentia desespero, medo...
Manu: O Pedro sabe que eu estou aqui? - Ela ignorou a pergunta. - Responde... ele sabe? Vocês podem me m***r agora, o Caio não vai entregar o Veiga só pra me salvar, isso, "se ele tiver vivo". - Peitei ela.
Bom, a morte eu já tenho do meu lado, se eu saísse daqui viva, só com milagre.
Então, eu não vou abaixar a cabeça pra essa p**a.
Ela não respondeu nada, só se aproximou de mim e eu sentir uma forte pancada na cabeça.
Dois dias depois...
(Personagem: Lobato)
Rocinha, terça-feira, 18:20.
Fiquei sem entender com o que a Camile ms falou pela ligação.
Só quando eu cheguei no morro, que ela me explicou direito.
Fiquei sem reação quando ela me falou o que tinham feito com a Emanuelle.
Camile: O que foi que tá com essa cara? - Ignorei a pergunta.
A Camile tá muito diferente, parece que virou outra pessoa.
Camile: Ela tentou m***r o meu irmão. - Se abaixou e levantou o meu rosto.
Lobato: Por que não me falou antes? - Tirei a mão dela do meu rosto.
Camile: Eu te liguei, mas você não me atendeu. - Se levantou.
Ela foi até a mesa do pai e ascendeu um cigarro de maconha.
Lobato: Ela só fez isso por causa de mim. - Passei a mão no rosto. - Você não pode continuar com isso. - Ela me olhou boquiaberta.
Camile: Cé só pode tá maluco. Mano, que parte da história você não entendeu? Ela atirou no Veiga, p***a! Ninguém sabe dizer se ele tá vivo. - Bateu na mesa.
Lobato: Isso só aconteceu porquê ele não quis falar a verdade pra ela. - Me levantei.
Camile: Você é um p*u no ** mesmo, hein. - Assoprou a fumaça na minha cara.
Eu peguei no braço dela e joguei contra a parede.
Lobato: Eu só me escondi esse tempo todo por causa do Veiga, porquê ele pediu; se fosse por mim, eu já teria dado as caras a mó cota, então não vem com gracinha pá cima de mim, entendeu? - Coloquei o dedo na cara dela. - Não tenho medo de peixe grande pô, tá achando que eu vou ter medo de tu? - Sair de lá e deixei ela chorando.