Capítulo 05

1163 Palavras
Pedir pro Magrão me trazer até onde a Emanuelle tava, já que ninguém queria me contar. Cheguei em frente a um galpão e fiquei parado observando, enquanto o Magrão abria a porta. Magrão: Pode entrar! - Abriu a porta. Lobato: Valeu. - Falei entrando. Magrão: Eu vou ficar aqui na frente te esperando. - Confirmei e entrei. Quando eu entrei, não acreditei no que estava vendo... a Emanuelle tá irreconhecível. O cheiro do lugar também estava h******l. Emanuelle não olhou pra ver quem era, continuou com a cabeça baixa. Quando a Camile me falou que ela não estava dando comida pra Emanuelle eu fiquei cheio de ódio, papo reto. Lobato: Manu... - Falei me aproximando. Ela continuou de cabeça baixo em silêncio. Eu cheguei na frente dela e me abaixei, ficando de frente pra ela. Ela estava com o rosto muito inchado e roxo. Também estava com mau cheiro. Lobato: Fala comigo... - Coloquei o cabelo dela detrás da orelha e levantei o seu rosto. Ela me olhou seria, como não tinha me olhado antes. Manu: Vai embora. - Falou baixo. Lobato: Me desculpa. - Ela cuspiu na minha cara. Manu: Filho da p**a! - Começou a chorar. - Como você pode fazer isso comigo? Eu sempre fiz de tudo por você... eu vivia chorando por você, seu desgraçado. Enquanto isso, você comia a irmã do Veiga. - Me levantei. Lobato: Eu não podia te falar. - Ela negou. - Eu tô falando sério. Não é sobre mim, até porquê se fosse, eu tava pouco me fudendo... eu ia trás de você pra dizer que eu tava vivo. - Passei a mão no rosto. Manu: Eu atirei em um cara por causa de você, agora eu que estou aqui, preste a morrer. - Deu um sorriso sarcástico. Lobato: Eu vou tirar você daqui. - Ela me olhou por baixo. Manu: Vai embora, não quero sua ajuda! - Gritou. Lobato: Para com isso, eu tô tentando tirar você daqui... mas o Tubarão quer teu pai de todo o jeito. - Ela negou com a cabeça. Manu: Quero que se f**a você, o Veiga e o Tubarão. Agora sai daqui, e enfia essa sacolas no cu da sua namorada. Eu tinha levado comida pra ela comer. Pedir pro Magrão pra ele desamarrar ela e deixar as comidas lá, uma hora ela come. (Personagem: Veiga) Complexo do Alemão, Quarta-feira, 07:30. Acordei e via tudo embaçado. De repente vejo alguém se aproximar de mim, mas eu via tudo embaçado, não conseguia ver quem era. Beatriz: Vou baixar a dosagem do medicamento. - Fechei o olho, estava me sentido muito fraco. Ela tirou alguns aparelhos que estavam em mim. Veiga: Onde eu tô? - Perguntei tão baixo que quase não dava pra ouvir. A Beatriz ignorou a minha pergunta e saiu do quarto. Eu estava muito dopado dos medicamentos. Quando a Beatriz voltou, já foi com o Barreto. Beatriz: Aí. - Apontou pra mim. - Achei que ele não ia acordar nunca. O Barreto se aproximou de mim. Barreto: Veiga... tá me ouvindo? - Eu encarava ele, sem conseguir fazer nenhuma expressão. - É melhor a gente chamar o Coringa. - Olhou pra Beatriz. Beatriz: Não! - Falou rápido. - Vamos esperar o Veiga falar alguma coisa. Barreto: Eu só não quero me envolver nesse bagulho. Beatriz: Relaxa. Barreto: p***a, Veiga... que p***a você fez, mano? - Passou a mão na cabeça. Veiga: Cadê o Léo? - Falei um pouco embolado. Barreto: Ele tá falando alguma coisa. - Beatriz se aproximou. Beatriz: Do que a Emanuelle sabe, Veiga? - Tocou no meu braço. Eu batia os olhos algumas vezes, até que minha vista começa a normalizar. Tava sentindo um bagulho muito estranho... minha língua parecia está dormente. Beatriz: Fala p***a! - Me sacudiu. Veiga: O Lobato... - Respirei fundo. - ele tá vivo. - Uma lágrima começou a escorrer no meu rosto. Barreto: Que m***a é essa? Você não matou ele? - Eu neguei. Veiga: O Tubarão vai m***r ela. - Beatriz começou a chorar muito alto. - Barreto, me promete que vai proteger o Leonardo... Barreto: Quem é o Leonardo? - Comecei a fechar os olhos lentamente. - Veigaaa! - Gritou. (Personagem: Emanuelle) Rocinha, domingo, 21:40. O menino ficava me encarando igual um psicopata, me lembrava o Veiga. Manu: Como é o seu nome? - Ele desviou o olhar. - O meu é Emanuelle. Ele voltou a me encarar e se levantou do sofá ficando de pé pra mim. Eu fiquei em silêncio, enquanto ele me encarava. Eu sentir uma presença tão forte nessa hora, que eu baixei a cabeça tentando me concentrar pra não chorar. Me surpreendi quando o menino coloca a mão no meu rosto e começa a cariciar minha bochecha. O meu mundo desabou nesse momento... era como se fosse a mão de um anjo me tocando. XXX: Eu sou o Léo... - A voz de um anjinho sussurrou. Olho pra ele com as lágrimas escorrendo pelo o meu rosto descontroladamente. Léo: Você conhece o Victor? - Perguntou todo fofo. Eu neguei com a cabeça, não conseguia falar de tanto chorar. Ele parou de alisar o meu rosto e sentou novamente do sofá. O Léo me encarava dando risada, agora parecia um bonequinho kkk Manu: Quem é Victor? - Ele baixou a cabeça. - Pode falar, eu não conto a ninguém. - Levantou a cabeça. Léo: É o meu pai. - Começa a bocejar. - O Lobato chama ele de Veiga. - Fala coçando o olho. Faço cara de assustada. Manu: A Camile é sua mãe? - Ele negou. Léo: Não, é minha irmã. - Encarei confusa. Manu: O seu pai te trata bem. - Ele fez sinal de mais ou menos, com a mão. Léo: Ele quase não fica comigo. - Fez cara de triste. Manu: E você fica com quem? Léo: Com a minha amiga Fátima. - Sorriu sapeca. - Sabia que ela tem uma filha. - Eu neguei. - Ela tem! - Eu comecei a rir. Manu: E ela é legal? - Ele assentiu. Léo: Ela é minha namorada. - Eu arqueei a sobrancelha. Manu: E você sabe o que é namorar, nessa idade? - Ele assentiu. Léo: Sei. - Cruzou os braços. - Eu tô com fome. - Deitou no sofá. - Por que você tá amarrada? - Se levantou. Eu fiquei encarando ele, não parava quieto um minuto. Manu: Tá com muita fome? - ele confirmou. - O Lobato já tá vindo. Léo: Você sabe onde o meu pai tá? - Deitou de novo. - Eu neguei. - Eu tô com muita saudade dele. - Fez cara de choro. Manu: Faz muito tempo que você viu ele?- Ele assentiu . - Eu também, faz muito tempo que eu vi o meu. - Ele me encarou. - Ainda vamos ver eles. - Sorrir de lado e ele fez o mesmo. Fiquei observando o Léo pegar no sono no sofá, quando de repente alguém chega quase derrubando a porta.
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