📓 NARRADO POR MAXIMILIANO Entrei no carro com Jamile ao meu lado. As luzes da festa ainda refletiam no retrovisor, mas lá dentro já não existia mais comemoração. Existia fúria contida, existia medo. Existia verdade. Ela se acomodou no banco, o corpo ainda trêmulo, os olhos fixos na frente. Eu encostei de leve, sem dizer nada. O motorista que tinha nos trazido ainda estava ao volante, atento, mas em silêncio. Ninguém ousava cortar o clima. — Ele vai te denunciar, Max. — ela falou de repente, a voz embargada. — Vai virar tudo contra você. — Eu sei. — respondi, firme. — Mas antes disso, quem vai destruir ele sou eu. Peguei o celular. Não era só sobre Jamile, nem só sobre vingança. Era sobre justiça. Sobre limpar a sujeira onde ninguém tinha coragem de mexer. Abri a pasta de segurança. Es

