Gael estava parado ao lado da maca, os braços cruzados sobre o peito, o cenho franzido enquanto observava Tiago ainda ao lado de Fergus desacordado. O cheiro de sangue e tensão pairava denso no ar da enfermaria do bando. Ele não confiava em deixar aquele homem sozinho ali com Tayla. Não depois de tudo. Fechou os olhos por um segundo e, com um esforço mental, abriu o link telepático com Sam. “Sam, preciso de você na enfermaria. Agora”, ordenou mentalmente, sem espaço para explicações. Não queria deixar claro demais o motivo, mas a verdade era que temia por Tayla… temia que, na fragilidade emocional em que ela se encontrava, pudesse perder o controle e transformar aquela enfermaria num campo de batalha. A resposta mental de Sam foi um simples “Estou indo”, como sempre, eficiente e direto.

