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892 Palavras

Os lábios de Athos tocaram os de Ava com a mesma precisão c***l de sempre, como uma marca que ela jamais conseguia apagar. A névoa densa do cemitério parecia se fechar ainda mais ao redor deles, o ar se tornava rarefeito, frio e úmido, enroscando-se como véus invisíveis na pele dela. Ava tentou se afastar, quis virar o rosto, mas foi em vão. Do chão encharcado de podridão e morte, raízes negras começaram a brotar, finas e retorcidas, como serpentes famintas atraídas pelo calor frágil de um corpo vivo. Elas subiram lentamente por suas pernas, enroscando-se em torno dos tornozelos, depois das panturrilhas, apertando a carne e rasgando as meias, arranhando a pele com seus espinhos invisíveis. Ela soltou um gemido abafado — de dor ou de um prazer torturante que não soube identificar. As ra

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