O colchão afundou suavemente sob o peso de seu corpo. Ava deitou-se com um suspiro pesado, a cabeça repousando no travesseiro que, surpreendentemente, ainda tinha um leve cheiro de lavanda e sol, como nos tempos de infância. As lágrimas que secaram em sua pele agora eram apenas rastros frios de tudo o que sentira. Fechou os olhos. O cansaço, físico e emocional, era imenso, e rapidamente sua respiração começou a desacelerar, tornando-se regular, profunda, enquanto as sombras da noite envolviam suavemente o quarto onde, anos atrás, ela sonhava todos os dias com futuros simples: brincadeiras na floresta, corridas com o pai, a voz doce da mãe chamando-a para o jantar. E então o sonho veio. A princípio, como um sopro leve, uma lembrança tão familiar que parecia mais uma memória revivida do

