Sam permaneceu sentado na borda da cama, os cotovelos apoiados nas coxas, as mãos trêmulas cobrindo parcialmente o rosto enquanto respirava fundo. O quarto estava silencioso, iluminado apenas pela fraca luz que entrava pelas frestas da janela. O ar parado parecia pesar sobre os ombros dele, e naquele silêncio, mais uma vez, as lembranças vieram, invadindo sua mente com a mesma intensidade sufocante que sentira naquele dia. Aquele dia… Sam fechou os olhos e se deixou levar, as imagens ressurgindo vívidas, como se tudo estivesse acontecendo de novo, ali, naquele instante. Ele se via novamente naquela floresta silenciosa, o corpo frágil, coberto de sujeira e folhas secas, os pés descalços arrastando-se pela terra úmida e fria. O estômago ainda doía pela fome que nenhuma fruta havia sido ca

