Sam ficou parado por longos minutos, imóvel no chão frio e molhado daquele banheiro, os olhos fixos no corpo inerte à sua frente. O sangue ainda escorria lentamente pelo pescoço da mulher, manchando o piso de ladrilhos quebrados, formando pequenos rios carmesim que se misturavam à água morna do chuveiro que continuava a cair sem controle. Ele não conseguia se mover, nem sequer chorar. O horror que sentia era maior do que qualquer outra coisa. Sabia, no fundo, que aquela não era a primeira vez que fazia algo tão terrível… mas, ao mesmo tempo, não tinha qualquer memória concreta de quem era, ou do que se tornara. Apenas aquela certeza instintiva: ele era um monstro. Finalmente, com as pernas bambas, arrastou-se até o quarto da mulher. As roupas velhas que ela lhe havia separado ainda es

