O eco dos passos de Athos ressoava furiosamente pelas paredes úmidas e frias da caverna. O vampiro caminhava de um lado para o outro, os olhos faiscando impaciência, as mãos crispadas ao lado do corpo, como se a qualquer momento pudessem esmagar qualquer um que ousasse cruzar seu caminho. Já fazia horas que aguardava. Horas demais. A chama fraca da tocha presa entre as rochas iluminava fracamente seu rosto pálido, ressaltando os traços marcantes, as veias saltadas de tensão sob a pele alva e fria. Sua mandíbula se contraía a cada pensamento que passava por sua mente. Ele tinha muitos feiticeiros e feiticeiras sob seu comando — isso era um fato. Criaturas frágeis, manipuláveis, dispostas a lhe servir, ou ao menos com medo demais para recusar. Mas apenas um deles era realmente poderoso.

