Ava permaneceu imóvel quando Fergus deu um passo cauteloso em sua direção. Ele parecia maior agora, não fisicamente, mas no peso que carregava nos ombros, no olhar onde cabia uma vida inteira de escolhas e arrependimentos. A tensão entre eles era palpável, como um fio esticado ao limite, prestes a romper, ou talvez, quem sabe, a se transformar em algo mais forte. Fergus respirou fundo, o peito se expandindo lentamente, antes que sua voz grave, marcada pelo cansaço e pela sinceridade, rompesse o silêncio denso da enfermaria. “Eu sei… que pode me odiar.” As palavras caíram pesadas no chão, como pedras lançadas ao fundo de um poço sem fim. Ele abaixou levemente a cabeça, os olhos presos aos dela, enquanto dava mais um passo, ainda incerto, como quem teme que qualquer movimento brusco pos

