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1181 Palavras

No terceiro andar da casa, em um dos quartos mais confortáveis e silenciosos, João estava sentado em uma poltrona larga, posicionada estrategicamente ao lado da grande janela. A luz pálida do amanhecer invadia o ambiente, tingindo de dourado suave as cortinas esvoaçantes e projetando sombras longas pelo assoalho de madeira. Ele mantinha o olhar fixo no horizonte, onde as copas das árvores oscilavam suavemente ao sabor do vento. O céu, tingido de laranja e lilás, anunciava o nascimento de um novo dia, mas, dentro dele, o tempo parecia congelado há sete anos. João respirou fundo, os braços apoiados sobre os joelhos, a mente perdida em lembranças que insistiam em assombrá-lo. Então, uma batida suave na porta o trouxe de volta ao presente. “Pode entrar”, disse, sem desviar os olhos da pais

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