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1169 Palavras

Na penumbra silenciosa da enfermaria, o ar denso e impregnado do cheiro metálico de sangue começava a rarear. Fergus permanecia imóvel na maca, os ferimentos graves que dilaceravam seu corpo dando sinais de uma cura que parecia tão sobrenatural quanto ele próprio. A única coisa que ele podia sentir, naquele limbo entre a inconsciência e a vigília, era o toque firme e gelado de uma mão entrelaçada à sua. Tayla. Ela estava ali, sentada ao seu lado, os olhos fixos na conexão silenciosa entre eles, como se a simples presença fosse o fio que o mantinha ancorado ao mundo dos vivos. A pele pálida e fria dela contrastava com o calor que a magia de Fergus começava a restaurar em suas veias. Tayla suspirou baixinho, não percebendo que, mesmo inconsciente, Fergus a ouvia, sentia e, de certa forma

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