Não demorou muito para que os guardas chegassem à clareira. O som das patas pesadas sobre o solo, os galhos quebrando, a respiração ofegante dos lobos em forma humana e lupina se aproximando. Filipe se ergueu de onde estava, limpando as mãos sujas de terra na calça, o olhar frio e controlado, como se o caos que acabara de acontecer fosse apenas mais uma cicatriz silenciosa que ele aprendera a esconder. Gael foi o primeiro a surgir entre as árvores, os olhos dourados brilhando de preocupação e autoridade. “Filipe!” chamou, enquanto outros dois lobos surgiam logo atrás, farejando o ar, os corpos tensos. Filipe ergueu a cabeça, respirou fundo, vestiu a máscara fria que tão bem sabia usar. “O que aconteceu aqui? Escutamos barulhos… feitiços?” perguntou Gael, olhando ao redor, farejando o

