314

1410 Palavras

O silêncio após o ato foi tão espesso quanto a névoa que começava a se erguer entre as árvores. A respiração de Filipe ainda era pesada, os músculos retesados enquanto ele permanecia ali, sentado na relva úmida, com Lua aninhada a seu lado, os corpos ainda quentes pela entrega, mas agora um frio gélido começava a invadir a clareira. E então, como um raio caindo do céu, a compreensão do que acabara de fazer atingiu Filipe com força brutal. Ele havia marcado Lua. Ele havia marcado uma inimiga como sua companheira. O sangue esquentou nas veias, depois esfriou de imediato, fazendo-o estremecer. Não era apenas o desejo carnal, nem o impulso do lobo, nem sequer o amor irracional que sentia por ela. Era a marca. Aquela marca irrevogável, eterna, selada com o mais primitivo dos ritos. Agora, L

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR